Maio 09, 2019

30% Economia universidades, 30.000% Prejuízo Brasil

30% Economia universidades, 30.000% Prejuízo Brasil
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Se em vez de cortar os 30% das universidades, o ingênuo Ministro da Educação tivesse obrigado as universidades a liderar e impulsionar a revolução educacional radical exigida pelo futuro, ele iria conseguir para o governo – em termos de arrecadação sobre o crescimento produtivo do país – uma porcentagem de ganhos no mínimo 1.000 vezes superior à do corte gota de 30% sobre as universidades.

A educação do futuro assumirá a responsabilidade total pelo sucesso das carreiras de vida e trabalho de todos os cidadãos, do nascimento à morte. Para fazer isso - com ajuda da revolução comunicacional-informacional que está aí – a educação do futuro precisará de uma base científica, que tem que ser estruturada pelas universidades. Em síntese super-simplificada, essa base científica será a seguinte: Classificação orgânica, sistêmica, de todas as ações humanas. Classificação orgânica, sistêmica, de todo o conhecimento humano, com base na utilidade de tais conhecimentos para o acionamento e a otimização de todas as ações humanas. Cruzamento permanente dessas duas informações – via tecnologia da revolução comunicacional-informacional que está aí – com vistas à otimização das carreiras de vida e trabalho de todos os cidadãos, e de todas as comunidades, do nascimento à morte.

Essas classificações, e sua utilização pela ciência do comportamento ocupacional de indivíduos e comunidades, terão a mesma, ou maior, importância na ciência do que a classificação das plantas e dos animais feita pela biologia, que deu origem à teoria darwiniana da evolução. Glória científica para a universidade brasileira, se com essas classificações conseguir produzir a teoria da evolução ocupacional de indivíduos e comunidades. Com base nessa informação científica, e dividindo-se ao meio o tempo diário da educação – metade dedicado à modelação das carreiras de vida e trabalho, e metade a injetar em tais carreiras, obedecendo ao interesse delas, as tais matérias básicas – matemática, línguas, ciências, etc. – teríamos no Brasil a liderança mundial da formulação científica da educação do futuro.

Os ministros da educação que estão se sucedendo no governo Bolsonaro são totalmente primários, ingênuos, absurdos, em termos de compreensão do que seja educação. Estão destruindo a educação. O que dissemos acima sobre o futuro da educação é um absurdo também? É uma utopia, ingênua também? Sim, é uma utopia. Mas não ingênua nem absurda. É uma utopia direcional. A síntese, super-simplificada, da educação do futuro. Simplicidade indispensável à colocação das novas ideias, segundo Karl Popper. Ideia, em nosso caso, fundamentada na classificação tipológica da ação e do conhecimento que a aciona e otimiza. Elaboração tipológica indispensável à formulação da base da ciência psicológica, segundo Jung. Em nosso caso, a ciência do comportamento, aplicada. E o processo como um todo, que foi proposto acima, e não recusa a denominação de utopia, é uma utopia direcional, que, segundo Gandhi, dá a direção para todas as evoluções humanas. Sem a preocupação de atingir 100% de seu alvo. Mas processo que, em nosso caso - a modernização da universidade e da educação - traria no mínimo uns 3.000% de crescimento das rendas arrecadatórias para o governo. Em lugar da gotinha de 30% economizados com o corte ingênuo imposto pelo Ministro às verbas das universidades.

*Ricardo Luiz Hoffmann é Formado em direito, técnico em assuntos educacionais da Universidade Federal de SC, aposentado.

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Redação Making Of

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