Maio 09, 2019

A crise na Rede Bahia não é inédita

A crise na Rede Bahia não é inédita

As demissões que a TV Bahia e outras empresas de mídia do grupo baiano vêm fazendo nos últimos dias não é algo inédito no mercado. Elas ocorreram em outras afiliadas da Globo, como em Santa Catarina, com a dispensa de profissionais em todos os meios e o fechamento de espaços locais. Lá, também, as emissoras do interior, Juazeiro e Varginha, deixam de apresentar os telejornais regionais e passaram a retransmitir Salvador.

A diferença é que na Bahia, a Record é líder em quase 30% do tempo, mais do que em qualquer outra cidade, incluindo o horário estratégico local do meio-dia e da novela das nove. Outra particularidade é que os proprietários foram transparentes ao divulgar uma nota oficial confirmando que devido a "reestruturação do portfólio de produtos e na governança" profissionais mais veteranos e outros sem bom rendimento foram demitidos.   

Cerca de 40 profissionais saíram até agora. Haverá mais demissões, porém sem chegar aos 120 anunciados por blogs.     

O enxugamento e o esperado aumento de produtividade, no entanto, é apenas parte do processo, pois o grande desafio da TV Bahia e da Globo que mantém supervisão direta, é estancar o abandono do público.

Já vai longe o tempo em que a vinheta antes dos programas anunciava "vem aí mais um campeão de audiência". Agora a luta é ponto a ponto com a Record, que tem vitórias expressivas em cinco capitais.

 

 

Abaixo o rodízio

Virou moda rodízio de apresentadores. O Jornal Nacional é o campeão, permitindo que duplas improváveis trabalhem juntas. Em alguns casos é espanta audiência. Outro revezamento desagradável é deixar um âncora sozinho quando o normal são dois. É o caso do Jornal Hoje.

Esquecem que hábito ajuda na audiência e poucos profissionais seguram longos jornais sozinhos. Entre eles estão Raphael Polito, da RIC, e Raphael Faraco, da NSC, os dois coincidentemente com grafias de quando pharmácia se escrevia com ph. Fernando Machado do SBT também vai bem. 

 

 

Proteção?

Não existe algo mais óbvio e sem graça do que repórter colocar certas vestimentas e chapéus para suspostamente acessar área em que não deveria estar. Se há perigo ou pode contaminar o ambiente não poderia ir.

Exemplo é essa repórter da NSC que vestiu um chapéu para fazer uma reportagem sobre uma obra parada da Casan. Se está parada, onde estaria o perigo?  

 

 

Talento, por favor

Entre as idiotices da equipe TNT/Esporte Interativo que acompanhou a semifinal da UEFA, entre Ajax e Tottenham, ontem, 7, disseram que se o time inglês vencesse não dependeria de Lucas Moura. Pois o brasileiro não só teve uma grande atuação como marcou os três gols que classificaram o Tottenham para a final.

Francamente, com tanto espaço em TV, rádio e internet, o mercado precisa de bons profissionais de microfone. É preciso pesquisar novos talentos e abrir testes. Chega de mediocridade.

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Redação Making Of

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