Novembro 11, 2019

A nova estrutura de gestão da Globo

A nova estrutura de gestão da Globo

Será em janeiro o início do projeto UmaSóGlobo, resultado de um ano de consultoria internacional, que vai juntar todas as empresas em uma só. A direção terá 11 executivos em linha de responsabilidade com o presidente Jorge Nobrega.

Será uma verdadeira revolução, em uma série de emissoras que nem sempre conversavam entre si e com milhares de funcionários. Estima-se que hoje até quatro profissionais realizem a mesma tarefa em empresas diferentes, o que dá bem uma dimensão do que poderá vir por aí.

Na semana passada, já foram demitidos cem funcionários das áreas de base. Listas de demitidos com altos salários e baixo aproveitamento têm circulado nos bastidores, envolvendo profissionais como Regina Duarte e o autor Aguinaldo Silva, este faturando por mês 600 mil reais.

Em comunicado, Nobre disse que “seremos em pouco tempo uma ‘mediatech’ com soluções flexíveis e ofertas muito variáveis para as pessoas consumidoras de nossos conteúdos por via digital ou da forma como elas quiserem”

A Globo sabe que em 2022 todas os televisores terão acesso a internet e quer seus usuários em uma única porta de entrada para todos os serviços.

 

Diretores

Ao estabelecer onze diretorias no novo organograma, alguns executivos ganharam novo status. Carlos Henrique Schroder, que era diretor geral, agora ficará responsável por Entretenimento, Esporte e Jornalismo. Abaixo dele, o diretor de jornalismo Ali Kamel e acima o comitê editorial da empresa.

Roberto Marinho Neto, que dirigia o esporte desde 2016, testou o modelo de aglutinação, e agora será deslocado para a Globo Ventures, área de investimento dos acionistas em novos negócios. Neto uniu o esporte de todos os canais e mexeu nos contratos de narradores, comentaristas e repórteres. Agora, eles são pessoas físicas e não mais jurídicas. 

Subiu na hierarquia, Paulo Marinho, neto de Roberto Marinho e filho de José Roberto Marinho, que responderá pela TV Globo, rede afiliadas e canais por assinatura. E também Eduardo Sacheffer, homem da publicidade geral, responsável por “monetizar” os conteúdos digitais e tradicionais.

A Globo é um modelo de gestão para suas afiliadas e a partir de toda essa alteração, não só movimentará o mercado em torno de si, mas vai estimular as afiliadas a se reinventarem.

Algumas já procuram atuar nesse formato integrado, que nem sempre representa melhoria de qualidade, mas garante despesas menores, condizente com gestão em tempo de crise. A Globo nunca abriu mão de qualidade, e desde o sinal amarelo do ano passado – resultado operacional negativo - vem trabalhando intensamente para manter o reconhecimento em todo o mundo, faturar mais e gastar menos. Um desafio e tanto.

A relação completa da direção da Globo a partir de 2020 você pode conferir aqui.

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Claiton Selistre

Claiton Selistre

Jornalista formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, foi diretor de Jornalismo por 25 anos da RBS TV, TVCom e Rádio CBN/Diário em Santa Catarina. Antes atuou na  Rádio e TV Gaucha do grupo RBS e em redações de jornal, rádio e tv do grupo Caldas Jr. em Porto Alegre. Foi também repórter da na Sucursal do Jornal do Brasil. Planejou e Coordenou coberturas multimídia nas Copas do Mundo de Futebol na Alemanha, Argentina, Espanha, México, Itália, Estados Unidos, França e Japão/Coréia. Dirige a Making of há seis anos.

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