Março 28, 2020
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A prioridade não é eleitoral

A prioridade não é eleitoral
DIVULGAÇÃO/TSE

Com a possibilidade de se utilizar mais de R$ 3 bilhões na área de saúde e no combate ao Coronavírus, a maior parte do Fundo Eleitoral e o restante do Fundo Partidário, projetos que tramitam no Congresso, é certo quer o projeto político de muito pré-candidato à prefeitura ou à câmara de vereadores subiu no telhado.

As eleições deste ano estão comprometidas pela prioridade das atuais autoridades e da própria população, o que faz com que seria mais do que honesto por parte dos que pretendem participar do processo como candidatos vir a público para defender o adiamento da escolha.

O passo seguinte seria o Congresso deliberar pela PEC que altere a regra ou pela mudança da data para o ano que vem ou pela prorrogação dos atuais mandatos até 2022 e a unificação do calendário eleitoral, de vereador a presidente da República.

A pendência é de como seriam as regras de reeleição em caso da unificação, que deveriam valer para os governadores e o presidente, e não mais para os atuais prefeitos, devido a esticada nos mandatos.

 

Há divergências

Nem sempre os ponteiros do Ministério da Saúde estão sincronizados com os dos estados.

Dia desses, o secretário-executivo a pasta, João Gabbardo, disse que o governo espera para que os estados indiquem onde devem ser enviados os respiradores para fazer a entrega, mas o secretário Helton Zeferino (Saúde) reafirmou que já fez a demanda e o governador Carlos Moisés interveio para dizer que, não é de hoje, há divergências entre as informações daqui e as de Brasília.

 

CRISTIANO ANDUJAR/PMF

GEAN À FRENTE DE NOVO

O prefeito de Florianópolis Gean Loureiro (DEM) sempre tomou a dianteira no assunto combate ao Coronavírus e agora, orientado pela equipe de saúde do município, prolongou a quarentena até o dia 8 de abril. Antes de anunciar a medida, Gean participou de uma videoconferência com o governador e os prefeitos das 14 maiores cidades do Estado. O assunto não foi muito explorado, o que não deixou de transparecer a discordância do prefeito com a decisão de Moisés em retomar a atividade econômica, a partir do dia 1º de abril. O problema é que na Capital já são 27 casos confirmados, de longe o município mais afetado pela Covid-19, e o número de casos suspeitos é preocupante. Em sua defesa, Gean lembra a decisão equivocada do prefeito de Milão, na Itália, que hoje pede desculpas por ter liderado uma campanha pela volta à normalidade, que resultou em mais de 4 mil mortos até agora.

 

Não tenha dúvida

Empresários dos setores de bares, restaurantes, shoppings, hotéis, lanchonetes, cafés, academias, cinemas e comércio em geral devem entrar na Justiça para derrubar o decreto do prefeito da Capital.

Antes, eles haviam comemorado a flexibilização pelo governo do Estado e levaram uma ducha de água fria na sexta-feira.

 

Onde conflita

O decreto da prefeitura da Capital conflita com o do Estado a partir de quarta-feira, no início de abril, principalmente pela quarentena impedir o comércio de funcionar.

No dia 8 de abril, sem que haja novas decisões, os dois decretos convergem para volta ao funcionamento de um ponto nevrálgico, o transporte coletivo, intermunicipal e interestadual.

 

Vírus da “xenofobia”

A contaminação pelo Coronavírus já se tornou comunitária em Santa Catarina, porém o argumento de muitos prefeitos é o de que gente que veio de fora trouxe a endemia.

A preocupação deveria ser a mesma se o morador da esquina, que sempre morou no município, tivesse a doença, a ação precisa ser a mesma.

 

“Coronavoucher”

A Câmara alterou de R$ 200 para R$ 600 o valor da ajuda de renda mínima para as pessoas mais afetadas pela crise causada pela pandemia.

O próximo passo é o assunto chegar ao Senado, o que já provou a mobilização do senador Esperidião Amin (PP), que declarou não existir tema mais importante, já que duas pessoas da mesma família poderão acumular o benefício por três meses.

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Roberto Azevedo

Roberto Azevedo
Jornalista com 35 anos de profissão. Foi repórter, editor, chefe de Reportagem, editor-chefe, chefe de Redação, gerente e diretor de Jornalismo na RBS TV (Blumenau e Florianópolis), hoje NSC TV; na TV Record (Florianópolis) e na Rede TV Sul (hoje SCC SBT); comentarista na RIC TV (hoje NDTV) e na Record News; editor de Política e colunista no Diário Catarinense (DC), e colunista no Notícias do Dia. Atuou nas rádios União AM e FM (Blumenau e Florianópolis), e na Rádio Record da Capital. Atualmente, além do Making Of, assina uma coluna no Diarinho (Itajaí), faz comentários nas rádios do Grupo RCC (Bombinhas e Nova Trento), na 105 FM (Jaraguá do Sul) e na Cidade em Dia FM, de Criciúma, e é diretor de Conteúdo na TVBV (Band).
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