Julho 05, 2019
FIESC INSTITUCIONAL

A reforma já mira o Senado

A reforma já mira o Senado
PABLO VALADARES/CÂMARA DOS DEPUTADOS

Se depender dos três senadores por Santa Catarina, a ideia de assessores do presidente Jair Bolsonaro em cancelar o recesso, de 18 a 31 deste mês, para apresar a análise da Reforma da Previdência, que avançou na Comissão Especial da Câmara, será efetivada.

Esperidião Amin (PP), Dário Berger (MDB) e Jorginho Mello (PL) são favoráveis por entender que o país tem a necessidade de que a reforma seja aprovada e, principalmente, de que não há como justificar um atraso por duas semanas.

A única dúvida está em saber se a Câmara conseguirá levar a matéria ao plenário, antes de iniciado o período de ausência dos parlamentares de Brasília, promessa feita pelo presidente Rodrigo Maia, de que a apreciação começa na próxima terça (9).

Na Comissão Especial, os deputados aprovaram o texto básico e se debruçaram sobre a votação dos destaques individuais e de bancada, muita coisa que é só para marcar posição ou constar.

 

Os argumentos

Amin afirma que a já havia conversado com a líder do PP, Daniella Ribeiro, da Paraíba, sobre o assunto, mesmo movimento que fez com o colega Tasso Jereissati (PSDB-CE), que preside a comissão nomeada pelo presidente Davi Alcolumbre (DEM-AP) para acompanhar os trabalhos na Câmara, justamente para acelerar a tramitação no Senado.

Já Jorginho, concorda e não vê sacrifício algum em acabar com o recesso por ora, em nome de ajudar o país.

 

Outra dúvida

Muitos parlamentares consideraram inoportuna a participação do presidente Jair Bolsonaro ao pedir tratamento diferente para os policiais federais, rodoviários e ferroviários na discussão da Reforma da Previdência, que acabou descartada na comissão.

Avaliam que, com isso, Bolsonaro deu esperança a alguns grupos de que podem subverter a proposta que muda as regras de concessão de aposentadorias, um gol contra ao próprio Planalto.

 

Sensato

O relator da reforma, deputado Samuel Ribeiro (PSDB-SP), na foto, logo após anunciado o placar de 36 votos favoráveis e 13 contrários no texto básico, fez algumas ponderações que não podem ser ignoradas.

Afirmou que “defender benefícios sem orçamento é demagogia” e completou que “devemos caminhar para um sistema único de regime geral (INSS)” sem regimes próprios.

 

MDB na base

A maior bancada na Assembleia, a do MDB, que tem nove cadeiras, tem atuado como integrante da base do governador Carlos Moisés da Silva na Assembleia.

Depois de agir na aprovação da Reforma Administrativa, mas dar ré, como a maioria dos parlamentares, na diminuição do repasse do duodécimo, promete votar em bloco no projeto que restitui incentivos fiscais sem emendas.

 

O porquê

Sem a política de entregar cargos aos aliados, permanentes ou não, Moisés teria dado o aceno de facilitar o repasse de recursos das emendas impositivas prioritariamente aos emedebistas.

A bancada inclusive enviou uma proposta, via secretário Paulo Eli (Fazenda), para que o Centro Administrativo detalhe antes de enviar seus projetos com os deputados, tal e qual fazia o ex-governador Luiz Henrique, que tinha em Lírio Rosso, um ex-deputado, o responsável pela ação precursora. Eli ficou de lavar ao secretário Douglas Borba (Casa Civil).

 

Em números

Com os nove emedebistas, apenas com a dúvida em relação ao deputado Moacir Sopelsa, mais os três do PL (Maurício Eskudlark, Nilso Berlanda e Marcius Machado), os dois do PDT (Paulinha Silva e Rodrigo Minotto) e o seis do PSL (Ana Campagnolo, Coronel Mocellin, Felipe Estevão, Jessé Lopes, Ricardo Alba e Sargento Lima), Moisés já conta com metade do plenário.

Para ter a maioria, falta um, o que não é difícil de imaginar, com votos que viriam de outros parlamentares, tais como Vicente Caropreso (PSDB), Jair Miotto (PSC), os dois do PSB (Laércio Schuster e Nazareno Martins), a,lém do independente Bruno Souza (sem partido) e eventuais apoios das bancadas do PP e PSD, que somadas seriam mais oito votos.  

 

EDUARDO GUEDES DE OLIVEIRA/AGÊNCIA AL

NAS ONDAS DA UDESC

O programa semanal Redação Final, produzido pela diretoria de Comunicação da Assembleia Legislativa, será apresentado pelas emissoras FM da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) em Florianópolis, Joinville e Lages. O convênio, portanto sem custo, foi assinado na Sala de Imprensa do Legislativo pelo presidente do parlamento, deputado Julio Garcia, e pelo reitor Marcus Tomasi, nesta quinta. A produção traz notícias do que ocorre nas sessões da casa, nas comissões e sobre os projetos em tramitação, além de outras atividades da Assembleia. Não se esqueça que esta divulgação integra o princípio de publicidade do serviço público, que deve manter o cidadão informado dos atos.

 

Novidade

A Rádio Senado acaba de ganhar um canal de FM em Florianópolis.

A programação poderá abrir espaços para produções da Rádio AL, da Assembleia Legislativa, que só funciona na web (internet), mas isso ainda não tem confirmação, de acordo com a diretora de Imprensa da casa, a jornalista Lúcia Helena Vieira.

 

* É cada vez mais evidente que há um cerco ao secretário Lucas Esmeraldino (Desenvolvimento Econômico Sustentável) com ataques principalmente ao irmão dele, Cris, envolvido em supostas irregularidades em contratos e licitações com órgãos públicos e prefeituras, e que passaram a ser divulgadas a todo momento.

* A Eletrosul faz reparos à nota divulgada na coluna e afirma, pela assessoria, que os funcionários não estão em greve, que as negociações referentes ao acordo coletivo estão sendo conduzidas pela holding Eletrobras, com mediação do TST, o que prorrogou o acordo vigente até 31 de julho próximo.

* A Eletrosul informa também que o lucro líquido da estatal, em 2018, foi de R$ 125 milhões, enquanto no primeiro trimestre de 2019, foi de R$ 115 milhões, e não os R$ 13 bilhões, em 2018, e já acumula R$ 3 bilhões, divulgados pela Intersindical dos Eletricitários do Sul (Intersul).

* O ministro Paulo Guedes (Economia), um dos grandes vitoriosos na composição para a aprovar a Reforma da Previdência, nesta primeira etapa, fez as pazes com o Parlamento ao declarar que "confio no Congresso".

Tags:
roberto-azevedo política economia bastidores da política Santa Catarina
Compartilhe: Compartilhe no FacebookCompartilhe no TwitterCompartilhe no Linkedin

Roberto Azevedo

Roberto Azevedo
Jornalista com 34 anos de profissão. Foi repórter, editor, chefe de Reportagem, chefe de Redação, editor-chefe, gerente e diretor de Jornalismo, nas RBS TV de Blumenau e Florianópolis, na TV Record de Florianópolis e na Rede TV Sul!; comentarista na RIC TV Record e na Record News; editor de Política e colunista no Diário Catarinense (DC), e colunista no Notícias do Dia (ND). Atuou nas rádios União de Blumenau e União FM de Florianópolis, e na Rádio Record da Capital. Atualmente, além do Making Of, faz comentários nas rádios do Grupo RCC (Bombinhas e Nova Trento) e na 105 FM (Jaraguá do Sul); e assina uma coluna no Diarinho, de Itajaí.
  • Youtube

Comentários

Media Social

Fique por dentro

Receba novidades no seu e-mail!