Dezembro 10, 2019

A resposta de Moisés aos rebelados está pronta

A resposta de Moisés aos rebelados está pronta
MAURICIO VIEIRA/SECOM

Quem não estiver alinhado ou na base de apoio ao governador Carlos Moisés da Silva vai ficar a pé na eleição municipal, caso a Aliança pelo Brasil não garanta o registro junto ao TSE a tempo de lançar candidatos a prefeito e a vereador.

A afirmação é do secretário-geral do PSL, Douglas Borba (secretário da Casa Civil), ao confirmar que a sigla não estará à disposição dos que foram eleitos por ela, no caso deputados federais e estaduais, além dos sem mandato, que se rebelaram contra o governador, o que inclui a vice-governadora, se tentarem concorrer no ano que vem.

Os quatro deputados estaduais (Ana Caroline Campagnolo, Jessé Lopes, Felipe Estevão e Sargento Lima) e o três federais (Caroline de Toni, Daniel Freitas e Coronel Armando) alegam que Moisés se afastou das causas defendidas pelo presidente Jair Bolsonaro e que passou a ter posições contrárias à postura mais conservadora do grupo que representam, igualmente atingido pela restrição pesselista.

 

Preferenciais

As costuras e composições que Moisés e Borba estão fazendo nos 30 maiores municípios, regra que serve para os restantes 100, onde o PSL pretende ter candidatos, segue a mesma linha de raciocínio.

Os partidos que compõem a base na Assembleia são os procurados para as conversas.

 

Ah, a Minirreforma da Previdência!

Para o secretário Douglas Borba, o governo do Estado não vê com preocupação a atitude da Assembleia em relação ao projeto de minirreforma da Previdência, que só deve ser analisada dia 23 de fevereiro do ano que vem.

A síntese da avaliação do Executivo é a de que o Legislativo está em seu direito, e, em vez de fazer a toque de caixa, preferiu seguir o regimento interno com a tramitação com urgência, como solicitou o governador.

 

Sem análise

Os integrantes da CPI da Ponte Hercílio Luz decidiram, depois da leitura do relatório do deputado Bruno Souza (NOVO) e uma reunião de uma hora e 35 minutos, que terão mais tempo para analisar a peça que pede o indiciamento de 26 pessoas, entre agentes públicos e empresários, e a devolução de R$ 45 milhões, embora avalie que o gasto passou dos R$ 688 milhões.

O ponto mais polêmico é o indiciamento do ex-governador Raimundo Colombo, que levou adiante a recuperação e reforma da ponte, e que deve, de acordo com muitos dos nove parlamentares da comissão, ser retirado da peça, que será votada na próxima terça (17).

 

BRUNO COLLAÇO/AGÊNCIA AL

ASSUNTO PACIFICADO

Depois de tantos embates e reações à nova política de incentivos fiscais do governo do Estado, a reunião de deputados com secretário Paulo Eli (Fazenda) e representantes de 15 segmentos da economia, parecia um encontro de compadres. Sobraram elogios e agradecimentos, tanto dos deputados para Eli, quanto do secretário para os parlamentares, a quem disse que “Ganhei 40 companheiros para me ajudar a fazer uma legislação tributária mais simples”.  Os empresários também agradeceram pela compreensão do governo no encontro para acertar detalhes da tramitação dos projetos do Rescaldo (que inclui setores que ficaram de fora da  nova regra), o Compensa (uso de precatórios para quitar dívidas com a fisco estadual) e o que baixa alíquota de 17% para 12% nas vendas da indústria para o comércio entre empresas catarinenses.

 

O próximo passo

Ficou acertado que a Comissão de Finanças e Orçamento CJ fará uma reunião extraordinária nesta quinta (12) pela manhã para que os pareceres aos projetos sejam apreciados.

A proposta deverá ser votada na semana que vem em plenário, junto com o relatório da CPI da Ponte Hercílio Luz e a Lei de Orçamento do Estado para 2020, mantida a tradição de afunilar matérias nas últimas sessões antes do recesso.

 

Uma reviravolta

Voz destoante na reunião entre os segmentos da economia, os deputados e os empresários, o presidente de Fecomércio, Bruno Breitahupt, voltou ao discurso da época da campanha, no ano passado, e demonstrou preocupação com os impactos que a desoneração de 17% para 12% na indústria e garantiu que haverá aumento no preço final para o consumidor.

Por mais paradoxal que possa parecer, não foi o secretário Paulo Eli quem defendeu a posição do governo, mas sim o deputado Milton Hobus (PSD), que sentenciou que a restituição dos benefícios e a redução de alíquotas do ICMS vão ampliar a competitividade da indústria catarinense em relação às indústrias de outros estados, além de evitar de “matar a nossa galinha dos ovos de ouro, que é a diversidade de nossa economia”.

 

Falta pouco!

Avançou na CCJ do Senado o projeto que possibilita a prisão de condenados após a decisão em segunda instância, falta só votar em segundo turno na comissão para ir a plenário, para o terror dos advogados criminalistas que defendem que a detenção só venha depois de transitado em julgado.

A senadora Simone Tebet (MDB-MS) ressaltou que há um acordo firmado com os demais parlamentares para que nenhuma matéria seja analisada em plenário antes da CCJ se manifestar na manhã desta quarta (11) sobre o projeto da execução da pena.  

 

GERALDO MAGELA/AGÊNCIA SENADO

JUSTA HOMENAGEM!

Estão todos na foto, os senadores Esperidião Amin (PP), Dário Berger (MDB) e Jorginho Mello (PL), autor da indicação, além da deputada federal Angela Amin (PP) e o vereador Pedro Silvestre (PP), o Pedrão, de Florianópolis, na entrega da Comenda Zilda Arns (médica catarinense, que faleceu em um terremoto no Haiti, quando cumpria uma de suas muitas ações humanitárias) a Alice Kuerten. Assistente Social aposentada, Alice se destacou na área de proteção à criança e ao adolescente, objetivo da homenagem que está em sua primeira edição, e posou ao lado do filho, o tenista Gustavo Kuerten, e da ex-jogadora de vôlei, Leila Barros, senadora pelo PSB do Distrito Federal, convidada por Jorginho para participar da entrega da honraria no Senado.  

 

Agora, virou guerra!

Se o relacionamento da deputada Paulinha da Silva (PDT) já não era muito bom com o colega Ivan Naatz (ainda no PV, de malas prontas para o PL), agora é que a maionese dissorou de vez.

Prevaleceu o voto do relator João Amin (PP), na CCJ da Assembleia, e a admissibilidade da PEC que proíbe os chamados pedágios intitulados, entre outros, de Taxa de Preservação Ambiental, que existem em Bombinhas, onde Paulinha implantou quando era prefeita, e agora foi instalado em Governador Celso Ramos, na Grande Florianópolis.

 

O motivo

Naatz alega que a TPA não tem transparência alguma e com o fim é apenas arrecadatório, sem retorno em melhorias para a população, em funão da precariedade de como os valores são recebidos e guardados.

Paulinha, que tentou barrar a PEC com a apresentação de um parecer divergente, argumenta que há sim a reversão dos valores para a melhoria da cidade, principalmente durante a temporada.

A matéria segue para as comissões de Finanças e Tributação e de Turismo e Meio Ambiente antes de seguir para votação final em plenário.

 

* DEBATE 1: Depois de muitas idas e vindas, nos últimos meses, o deputado Milton Hobus será um dos palestrantes na sede do TCE, em Florianópolis, nesta quarta (11), de um evento para debater incentivos fiscais e valorização dos produtos e serviços catarinenses junto com economistas, entidades empresariais, o governo do estado e especialistas em direito tributário.

* DEBATE 2: Outros painelistas do evento no TCE serão Jackie Schwartz e Rodrigo Phillipi, heads do Airbnb, Lauro Mattei, professor de Ciências Econômicas da Universidade Federal de Santa Catarina; Eduardo Volante, empresário e economista; e Kelly Martarello, advogada especialista em direito tributário.

* COMÉRCIO À PARTE: Pergunta para quem coloca ideologia à frente de tudo e chegou a vibrar com a possibilidade do Brasil não enviar representante à posse de Alberto Fernández, na Presidência da Argentina, o que foi corrigido com a ida do vice-presidente Hamilton Mourão: deveríamos abrir mão da parceria de negócios comerciais com a China, por ser um país comunista?

* QUE MILHAS: Deputado estadual Felipe Estevão (PSL) voltou entusiasmado de Brasília ao ouvir do ministro Celso de Mello, durante audiência no STF, que o magistrado pretende resolver a questão da lei gaúcha que estendeu de 3 para 12 milhas a área proibida para a pesca de arrasto, o que teve efeito negativo na atividade catarinense no setor.

* NO STF: Estevão não estava sozinho na empreitada e foi acompanhado pelo senador Jorginho Mello (PL), o deputado federal Daniel Freitas (PSL), o deputado federal paranaense Luiz Nishimori (PL), o vereador Pedrão (de Florianópolis) e o presidente do Sindipi, com sede em Itajaí, José Neves.

* SINAL DOS TEMPOS: Alguns deputados estaduais enviaram cartões de Natal para os eleitores e correligionários sem qualquer referência do nome do partido nas publicações, até mesmo nas virtuais espalhadas nas redes sociais.

Tags:
roberto-azevedo política economia bastidores da política Santa Catarina
Compartilhe: Compartilhe no FacebookCompartilhe no TwitterCompartilhe no Linkedin

Artigos Relacionados

Roberto Azevedo

Roberto Azevedo
Jornalista com 35 anos de profissão. Foi repórter, editor, chefe de Reportagem, editor-chefe, chefe de Redação, gerente e diretor de Jornalismo na RBS TV (Blumenau e Florianópolis), hoje NSC TV; na TV Record (Florianópolis) e na Rede TV Sul (hoje SCC SBT); comentarista na RIC TV (hoje NDTV) e na Record News; editor de Política e colunista no Diário Catarinense (DC), e colunista no Notícias do Dia. Atuou nas rádios União AM e FM (Blumenau e Florianópolis), e na Rádio Record da Capital. Atualmente, além do Making Of, assina uma coluna no Diarinho (Itajaí), faz comentários nas rádios do Grupo RCC (Bombinhas e Nova Trento), na 105 FM (Jaraguá do Sul) e na Cidade em Dia FM, de Criciúma, e é diretor de Conteúdo na TVBV (Band).
  • Youtube

Comentários

Media Social

Fique por dentro

Receba novidades no seu e-mail!