Novembro 13, 2019

A televisão no Oeste catarinense

A televisão no Oeste catarinense

Observador de televisão, em passagem por Chapecó, ficou impressionado com as diferenças de qualidade entre as emissoras locais. A RIC TV Chapecó está transmitindo em HD do estúdio, ao vivo na rua e nas reportagens, enquanto a NSC TV está em SD ainda, uma imagem de baixa qualidade, padrão standard.

No Jornal do Almoço apresentado por Cleiton Cesar, entrevistas de estúdio e “coaches” preenchem tempo. O programa inteiro de sábado passado tratou de encontro dos fuscas, em vivo do pátio, e uma matéria gigante, feita por produtora, da Alemanha pós-queda do Muro de Berlim, que ouve catarinenses, muito bem feita mas sem gente do Oeste.

Na RIC tem esporte e até comentarista no estúdio.

SCC SBT e Band também são HD, só que baniram programação local. De vez quando, entra um vivo de Chapecó no SBT.

 

Folia?

De quem será a “brilhante” ideia de colocar esse monstrengo na calçada da Beira Mar Norte? Alguém vai tirar foto ao lado disso, dizendo que ama folia em novembro?

Como toda poluição, desnecessário.

 

Mercado

Comentário mais frequente nos bastidores em eventos de comunicação nos últimos dias, em Florianópolis, foi a alteração no mercado local.

A saída da NSC do meio diário impresso impactou bastante, embora não tenha sido exatamente uma surpresa. O status de grande empresa regional voltada para o catarinense foi prejudicado.

Há dúvidas, também, sobre o futuro da revista impressa, pois o primeiro número frustrou assinantes e até o público interno da NSC. Entrevista de capa com Guga decepcionou pela proposta e conteúdo. Já na terceira edição, no fim de semana passado, uma conversa sem tantas perguntas convencionais ao governador Carlos Moisés ficou mais dentro da proposta.   

A RIC procura surfar na onda dos leitores que o Diário Catarinense deixou. O Notícias do Dia cresceu na base de assinantes. Falta ao único diário impresso da capital, no entanto, pelo menos mais dois colunistas para dar peso ao jornal.

O sentimento geral é que ficou vago o espaço para o posto de grande grupo de comunicação catarinense, em toda a amplitude: institucional, qualidade, postura ética, isenção e credibilidade.

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multimidia claiton selistre bastidores comunicação TV rádio jornal
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Claiton Selistre

Claiton Selistre

Jornalista formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, foi diretor de Jornalismo por 25 anos da RBS TV, TVCom e Rádio CBN/Diário em Santa Catarina. Antes atuou na  Rádio e TV Gaucha do grupo RBS e em redações de jornal, rádio e tv do grupo Caldas Jr. em Porto Alegre. Foi também repórter da na Sucursal do Jornal do Brasil. Planejou e Coordenou coberturas multimídia nas Copas do Mundo de Futebol na Alemanha, Argentina, Espanha, México, Itália, Estados Unidos, França e Japão/Coréia. Dirige a Making of há seis anos.

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