Julho 16, 2019

A TV, linguagem e assuntos de cada dia

A TV, linguagem e assuntos de cada dia
Reprodução/Gabriela Machado - NSC Notícias

Quem dá um tempo da NETFLIX e outros serviços de streaming para dar uma espiada nas telas convencionais, TV aberta e cabo, sabe que o mercado está em transformação. Há uma importante renovação iniciada pela Globo ao substituir os profissionais com maiores salários por pessoal mais novo.

Toda semana sai alguém.

Até o momento não há indicativos de que essa mudança tenha impacto na credibilidade ou na força dos conteúdos editoriais. Em tempos de mudanças radicais provocadas pela internet e seus audaciosos youtubers, não parece importar tanto quem é o agente que leva a mensagem, mas sim o resultado.

 

CNN salva

Se não fosse a CNN Brasil, prometida para operar agora no segundo semestre, o mercado estaria muito ruim para os profissionais. Ela já buscou no mercado William Waack e Evaristo Costa; e ainda estimula demissões, como a de Phelipe Siani, que deixou a Globo depois de oito anos para integrar a futura concorrente da GloboNews.

 

Questão de pronome?

Há um certo descuido com texto em busca de uma suposta linguagem coloquial. Os textos de TV simplificaram o verbo estar, no presente, que passou a ser "tá". A moda agora é usar o pronome "se", o que acaba incluindo o repórter ou o âncora como participantes da ação. Como no caso de uma reportagem do Congresso, onde Renata Vasconcellos, âncora do Jornal Nacional, leu "são 308 votos para SE aprovar...".  

Espontaneidade não é dizer "tá" ou melhorar o uso do pronome, mas é atitude. Gabriela Machado(foto), é o melhor exemplo do momento. Ela está apresentando com desenvoltura o NSC Notícias nas férias do titular Fabian Londero. 

No Balanço Geral, há outros bons exemplos de uma postura agradável de fazer reportagens. Além de Celito Esteves, a RIC tem a Luiz Salviato (foto) e Marcelo Cabral, com ótimos desempenhos.



Edsoul

A distância entre ser um bom repórter e um bom âncora pode ser grande. Edsoul, por exemplo, que atua bem nas reportagens comunitárias, perde o brilho ao fazer participações como âncora de quadros no Jornal do Almoço.

O JA, aliás, está exagerando nos quadros para preencher espaço, que chama de "Quero saber". Nesta segunda, 15, uma médica pediatra falou sobre trocar fraldas e como orientar as crianças a fazer o "número 2".

Não é possível almoçar bem assim.

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Claiton Selistre

Claiton Selistre

Jornalista formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, foi diretor de Jornalismo por 25 anos da RBS TV, TVCom e Rádio CBN/Diário em Santa Catarina. Antes atuou na  Rádio e TV Gaucha do grupo RBS e em redações de jornal, rádio e tv do grupo Caldas Jr. em Porto Alegre. Foi também repórter da na Sucursal do Jornal do Brasil. Planejou e Coordenou coberturas multimídia nas Copas do Mundo de Futebol na Alemanha, Argentina, Espanha, México, Itália, Estados Unidos, França e Japão/Coréia.

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