Abril 24, 2017

A imprevisibilidade domina o cenário para 2018

Estamos na última semana de abril, sem feriados, e daqui a um ano uma peça-chave na eleição ao governo do Estado já terá definido o futuro: o governador Raimundo Colombo terá decidido, dias antes, se renuncia ao cargo para concorrer ao Senado e deixa o vice, do PMDB, Eduardo Pinho Moreira no comando do governo. O que parecia certo, nos últimos meses, tornou-se um ponto de interrogação a partir da citação de Colombo nas delações de ex-executivos da Odebrecht, que garantem ter feito repasses ao governador e a integrantes de seu partido, o PSD, desde à candidatura de 2010, quando estava no DEM, até 2015.

Se Colombo quiser, diante do desgaste que pode vir das delações, tem como opção ficar no cargo e preservar o foro especial, no STJ, o que depende do impacto que pode evoluir de uma investigação para um processo por receber caixa dois, dois fatos, extremos, que terão desdobramentos na sucessão. O governador não é o único que teria que repensar o projeto político, mas o movimento que fizer, adiante com a proposta de concorrer a um cargo no Congresso, motivado pela sua ampla vantagem eleitoral, ou de retroagir, influenciará muito mais do que aos que o apoiam. Por enquanto, não há terra arrasada no horizonte eleitoral.

 

Na berlinda

Valer-se do argumento de que não estão sendo investigados e que não há, por ora, qualquer processo neste sentido, é pouco para os deputados estaduais Gelson Merisio, José Nei Ascari e Jean Kuhlmann, todos do PSD, e Ana Paula Lima (PT). E para os federais Décio Lima (PT) e o suplente Edinho Bez (PMDB), também citados nas delações por, supostamente, terem recebido doações por caixa dois. Dentro de um ano, a partir do que garantem integrantes da força-tarefa da Operação Lava Jato, de que as delações da Odebrecht são verdadeiras e que há provas materiais para sustentá-las, principalmente Merisio, que já pôs na rua a sua pré-candidatura ao governo, terá mais claro qual será a realidade de seu projeto político. O que se antevê é um ano de especulações em meio à necessidade de montar uma aliança.

 

Não são os únicos

As repercussões das delações também são imprevisíveis para Angela Amin (PP) e Paulo Bornhausen (PSB), que teriam recebido, de acordo com ex-executivos da Odebrecht, recursos de caixa dois, em 2010. O apoio deles é cortejado por Merisio, sendo que Bornhausen já declarou formalmente que está com o projeto pessedista.

 

Teoria

Para o Ministério Público Federal, detentor de mandato que recebeu apelido nas planilhas e nas delações da Odebrecht tem com o que se preocupar. Seria a senha fundamental para que a doação de caixa dois tenha sido efetivada.

 

O exemplo francês

Os partidos mais tradicionais da França, o Republicano e o Socialista, foram atropelados pelos que encarnam mudanças à direita, com a ida do liberal Emmanuel Macron, de 39 anos, e a ultranacionalista Marine Le Pen, de 48, que disputarão o segundo turno daqui a duas semanas. Não só a idade e as propostas impressionam pela decisão francesa, mas a sinalização de que mais do que o apoio deve haver uma sintonia entre candidato e as ruas, uma fórmula simples e ignorada, na maioria das vezes, por políticos e seus estrategistas de campanha.

 

CLAUDIA DE CONTO/FATMA

AUTORIZAÇÃO EM JOINVILLE

Por conta da estrutura completa e do corpo técnico capacitado, a prefeitura de Joinville está autorizada pela Fatma a licenciar, fiscalizar e controlar o corte de árvores tanto na área rural como na urbana. Faz parte da avaliação da Fundação Estadual do Meio Ambiente, que hoje analisa mais de 40 pedidos neste sentido, principalmente depois que verificou que, em muitos municípios, as autorizações para a poda e corte era dada por professores de Biologia, o que gerou autuações. O chamado Termo de Atribuições de Gestão Florestal foi entregue pelo presidente da Fatma, Alexandre Waltrick Rates, ao prefeito Udo Dohler (PMDB).

 

Determinado

Convidado pelo deputado federal Pedro Uczai (PT) para ocupar uma função na mesa da Câmara, em Brasília, o ex-deputado Cláudio Vignatti, atual presidente do Partidos dos Trabalhadores no Estado, afirmou ao colega Marcelo Lula, de Chapecó, que só aceitará a função se no horizonte de curto prazo estiver contemplado um projeto estadual consistente. Ou seja, Vignatti prega um suporte ao projeto nacional da sigla e participação de Uczai, terceiro suplente de secretário na Câmara, na chapa majoritária, algo que o deputado estadual Dirceu Dresch já defende dentro do partido.

 

DIVULGAÇÃO

UMA PERDA

O médico Irineu May Brodbeck, que morreu neste domingo, deixou um pedido para que não houvesse despedida formal em sua partida. Fundador e diretor-presidente do Complexo de Saúde Baía Sul, em Florianópolis, o neurocirurgião era natural de Tubarão, e deixa um legado de empreendedorismo e liderança, que foi citado por muitos colegas e colaboradores que trabalharam com elenas últimas décadas.

 

RÁPIDAS

* Ações pontuais e eficientes da Polícia Militar, nos últimos dias, mostram, mais uma vez a relevância da atuação nas ruas para combater à criminalidade.

 

* Greve dos professores da rede municipal de São José terminou depois de 25 dias e a questão agora é o calendário de reposição das aulas para não prejudicar os alunos.

 

* O primeiro grande teste do governo de Michel Temer será levar adiante a reforma trabalhista, o pré-vestibular do Palácio do Planalto para a reforma da Previdência.

 

* Regional do Sinte de Joinville pôs a boca no trombone, via redes sociais, para reclamar da direção estadual do sindicato que teria cancelado a assembleia programada para o próximo dia 28, quando está sendo chamada a tal greve geral contra as reformas propostas pelo governo federal. Exigiu explicações públicas. 

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Roberto Azevedo

Roberto Azevedo
Jornalista com 34 anos de profissão. Foi repórter, editor, chefe de Reportagem, chefe de Redação, editor-chefe, gerente e diretor de Jornalismo, nas RBS TV de Blumenau e Florianópolis, na TV Record de Florianópolis e na Rede TV Sul!; comentarista na RIC TV Record e na Record News; editor de Política e colunista no Diário Catarinense (DC), e colunista no Notícias do Dia (ND). Atuou nas rádios União de Blumenau e União FM de Florianópolis, e na Rádio Record da Capital. Atualmente, além do Making Of, faz comentários nas rádios do Grupo RCC (Bombinhas e Nova Trento) e na 105 FM (Jaraguá do Sul); e assina uma coluna no Diarinho, de Itajaí.
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