Setembro 04, 2017

A reação não é só do Estado, mas da sociedade!

As facções criminosas adotam táticas de guerrilha urbana por dois motivos: a ação das autoridades para atingir regalias e uma suposta supremacia dentro do sistema prisional ou no corte do fornecimento de dinheiro com o ataque ao tráfico de drogas, maior fonte de arrecadação dos bandidos. Os dois fatos são, em regra, os maiores motivos para onda de ataques a órgãos da segurança pública e a agentes da área, que prosseguiram neste fim de semana, em Santa Catarina.

Abordagens promovidas por agentes do Deap, principalmente na Penitenciária de São Pedro de Alcântara, na Grande Florianópolis, para impedir que facções rivais assumam uma liderança sobre a outra – guerra de ocupação de território que resultou na morte de dois detentos, um de cada grupo - e diversas operações das polícias Civil e Militar, inclusive com o apoio da Polícia Rodoviária Federal, na apreensão de fartos carregamentos de droga, levaram à campanha de terror. Prisões foram efetuadas, marginais mortos em confronto com policiais e a PM de prontidão, assim como as demais estruturas de segurança pública, e o reforço de unidades, como em Balneário Camboriú, onde 70 policiais militares foram remanejados para a região, dão a noção de que a reação existe na medida disponível. À sociedade cabe apoiar a resposta do Estado, bem como exigir que esta prossiga com a mesma intensidade. Qualquer cobrança além dessa é desprovida de fundamento técnico ou para uso indevido dos eventos para fins políticos eleitorais.  

 

Abelardo Luz (1)

As eleições suplementares em Abelardo Luz entraram para a análise dos cientistas políticos pela intensidade da abstenção: 22,73% em um eleitorado de 13.198. Vale, a partir deste índice, considerar a decepção dos responsáveis pela escolha dos governantes com a classe política ou ainda com o caso pontual, já que, depois que o eleito, em 2016, Nerci Santin (PMDB) teve o registro da candidatura indeferido por irregularidades pela Justiça Eleitoral.

 

Abelardo Luz (2)

O PSDB conquistou a sua 40ª prefeitura em Santa Catarina para a alegria dos tucanos com a eleição de Wilamir Domingos Cavassini, que tem Jorge Luiz Piccinin (PP), com 4 mil votos redondos (41,43% dos válidos). Ele superou Celso Santin (PMDB), Vilmar Baumgratz (PT) e Altair Lavratti (PSOL).

 

ALESSANDRO BONASSOLI/DIVULGAÇÃO

TUCANO EM ALTA

Bem longe de Abelardo Luz outro tucano, o senador Paulo Bauer, era só risos em evento em Rio do Sul, no Alto Vale do Itajaí, quando foi lançado pré-candidato ao governo do Estado pelo prefeito José Thomé (PSDB). Ao lado de ambos estava o deputado estadual e ex-prefeito da maior cidade da região, Milton Hobus (PSD). Bauer e Thomé não esconde que gostariam de ter Hobus como vice na chapa. Porém, esta é uma foto que provoca outros efeitos. Como a do registro onde o deputado estadual Antônio Aguiar PMDB) apareceu ao lado de Gelson Merisio, pré-candidato do PSD ao governo, em Canoinhas, base do peemedebista, e levantou rumores de que estaria de malas prontas para trocar de partido.

 

Delírios

Enquanto aguarda a denúncia promovida pelo procurador-geral da República Rodrigo Janot, Michel Temer soube na China, em viagem oficial ao encontro dos Brics, que o doleiro Lúcio Funaro disse em delação que cumprimentou o presidente em um hangar em São Paulo, pouco antes de uma viagem do então vice-presidente, levado pelo ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). O Planalto nega que Funaro tenha embarcado no avião que servia a Temer e apressou-se em consertar uma declaração anterior do presidente de que não conhecia o doleiro, tido como operador do PMDB pelos investigadores da Operação Lava Jato.

 

Perigoso

Esta história de não poder conversar com Temer ou cumprimentá-lo em determinado ambiente constrange até os jornalistas. Este colunista o entrevistou à saída de um banheiro no Hotel Cambirella, em Florianópolis, cercado por seguranças da vice-presidência, em janeiro de 2016, menos de quatro meses antes de assumir interinamente o comando do país com o afastamento de Dilma Rousseff (PT) pelo Congresso, quando ele veio ao Estado participar de evento do PMDB.       

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Roberto Azevedo

Roberto Azevedo
Jornalista com 35 anos de profissão. Foi repórter, editor, chefe de Reportagem, editor-chefe, chefe de Redação, gerente e diretor de Jornalismo na RBS TV (Blumenau e Florianópolis), hoje NSC TV; na TV Record (Florianópolis) e na Rede TV Sul (hoje SCC SBT); comentarista na RIC TV (hoje NDTV) e na Record News; editor de Política e colunista no Diário Catarinense (DC), e colunista no Notícias do Dia (ND). Atuou nas rádios União AM e FM (Blumenau e Florianópolis) e na Rádio Record da Capital. Atualmente, além do Making Of, faz comentários na Rádio Cidade em Dia FM, de Criciúma, e é diretor de Conteúdo na TVBV (Band).
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