Julho 11, 2020

Abertura agrava pandemia e compromete o futebol

Abertura agrava pandemia e compromete o futebol

Estava tudo indo bem no controle da Covid-19 em Santa Catarina, mas desandou. O motivo todos sabem: a flexibilização. As aberturas foram feitas no pico da pandemia. Os donos de restaurantes que patrocinavam vídeos contra as autoridades, os funcionários do comércio que faziam passeada no centro a mando dos patrões e pressões dos bastidores sensibilizaram prefeitos.

Até o futebol recomeçou com zebra já na primeira rodada. Treze integrantes da Chapecoense, entre jogadores e comissão, fizeram o teste antes do jogo o Avaí, mas o resultado só saiu depois. Todos contaminados.

Esses contaminados, como imaginamos, ao conviverem em campo, nos vestiários, em suas casas, nas ruas e em todos os lugares onde andaram, podem ter multiplicado a doença.

Nesse caso, o protocolo sanitário, alardeado pelos clubes e pela Federação para recomeçar o campeonato, não foi cumprido.

Diante do que vemos, em geral, os movimentos para controle da pandemia são mais desculpas para retomar atividades do que para controle da doença. Podemos supor, sem margem de erro, que juntando a falta de cuidados com a temperatura baixa e o vírus em expansão que em breve tudo será mais difícil. Neste sábado, 11, Florianópolis está com 90 por cento dos leitos ocupados, enquanto o Estado em média, 70.

Está na hora endurecerem o controle, retomarem os contatos diários com o público (continuam Brasil afora, menos aqui ), chamarem a responsabilidade das pessoas e esquecerem o ano eleitoral, e as pressões dos insensíveis de quem só pensa bolso, enquanto as pessoas de contaminam e morrem por ai.

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Claiton Selistre

Claiton Selistre

Jornalista formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, foi diretor de Jornalismo por 25 anos da RBS TV, TVCom e Rádio CBN/Diário em Santa Catarina. Antes atuou na  Rádio e TV Gaucha do grupo RBS e em redações de jornal, rádio e tv do grupo Caldas Jr. em Porto Alegre. Foi também repórter da na Sucursal do Jornal do Brasil. Planejou e Coordenou coberturas multimídia nas Copas do Mundo de Futebol na Alemanha, Argentina, Espanha, México, Itália, Estados Unidos, França e Japão/Coréia. Dirige a Making of há seis anos.

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