Junho 25, 2020

Adiamento tem lá suas particularidades

Adiamento tem lá suas particularidades
MARYANNA OLIVEIRA/CÂMARA DOS DEPUTADOS

 

Se a Câmara que começa a analisar o adiamento das eleições deste ano garantir o consenso entre a maioria dos deputados em torno da PEC não só altera a data de realização do pleito: cria a possibilidade de ser adiada a escolha popular em municípios e estados em que os números da Covid-19 fugirem do controle.

A alteração, ao contrário de 15 de novembro, no primeiro turno, e 29 de novembro, em segundo, seria estendida desde que não ultrapasse dia 27 de dezembro deste ano.

Outro dispositivo, aprovado no Senado, permite que, em casos mais graves, o Tribunal Superior Eleitoral poderá acionar o Congresso Nacional que decretará legislativamente uma nova mudança de data, embora o assunto deva render muita discussão já que alguns deputados federais e senadores tentem a sorte nas urnas em novembro.

 

Autorização

O calendário eleitoral veda, atualmente, que prefeituras e órgãos públicos municiais façam anúncios institucionais no rádio, TV, jornais e portais de internet, no segundo semestre.

A PEC em discussão no Congresso abre uma exceção para que sejam divulgadas propagandas relacionadas ao enfrentamento da pandemia, mas alerta para a fiscalização sobre eventuais condutas abusivas.

 

O debate ignorado

Sobre o custo das eleições deste ano, tema praticamente ignorado na análise dos senadores, nenhuma palavra até agora na Câmara.

Quando a história cobrar pela decisão, que poderia ter ido mais além, sem ignorar a unificação de datas, alguns espertos dirão que foram derrotados na tese de evitar o gasto de R$ 4,1 bilhões. Veja o que deve mudar, a partir do que foi aprovado no Senado:

 

Realidade

Nas últimas 24 horas, Santa Catarina registrou um triste recorde de 16 mortes por Coronavírus e os céticos ainda não acreditam que devem adotar medidas preventivas ou sequer usar máscara.

Devem estar mais preocupados com a nuvem de gafanhotos que se dirige da Argentina para o Brasil.

 

Mais uma

Nem dá para interpretar mais uma carta da vice-governadora Daniela Reinehr (Aliança Pelo Brasil) ao titular Carlos Moisés da Silva (PSL) como um fato político, afinal o rompimento dela com o governador deu-se há muito tempo.

O conteúdo de cobrança de promessas de campanha, no entanto, deve ser levado em consideração.

 

De bandeira na mão

Deputado federal Carlos Chiodini (MDB) virbou com a aprovação do novo marco regulatório do Saneamento Básico no Senado, que agora segue para a sanção do presidente Jair Bolsonaro.

Chiodini foi integrante da Comissão Especial e atende que o assunto é essencial para Santa Catarina, certamente um problema de saúde pública também para o país.

 

Erraram

No afã de faturar politicamente, alguns deputados da CPI dos Respiradores cometem erros primários e arranham biografias.

Na tal foto, extraída do celular de Samuel de Britto Rodovalho, em que aparece, dia 22 de abril, em uma videoconferência com o agora secretário Amândio João da Silva Júnior, detonaram o servidor Sandro Yuri Pinheiro, como representante do governo na conversa, porém ele não estava mais na Secretaria de Desenvolvimento Econômico Sustentável.

 

TULIANA ROSA/DIVULGAÇÃO

NÃO É CABO DE GUERRA!

Às vezes o ângulo e as circunstâncias enganam, mas na foto, o deputado federal Daniel Freitas (PSL), primeiro da esquerda para a direita, não está puxando ninguém, só na participação do ato que inaugurou o Centro de Operações Espaciais (COPE), em Brasília. Junto dele, os ministros Fábio Faria (Comunicações), Marcos Pontes (Ciência, Tecnologia e Inovações) e Fernando Azevedo e Silva (Defesa), que ajudaram o presidente Jair Bolsonaro na árdua missão de descerrar a faixa. Na foto não aparece, mas o vice-presidente Hamilton Mourão era um dos candidatos. Motivo do destaque do parlamentar catarinense deve-se ao fato de ser presidente da Frente Parlamentar Mista em Apoio ao Programa Espacial Brasileiro. O local será a sede de controle do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas, lançado em 2017, primeiro satélite brasileiro que tem uso civil e militar, e que, ao mesmo tempo, possibilita acesso à conexão de banda larga em todos os locais do país.

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Roberto Azevedo

Roberto Azevedo
Jornalista com 35 anos de profissão. Foi repórter, editor, chefe de Reportagem, editor-chefe, chefe de Redação, gerente e diretor de Jornalismo na RBS TV (Blumenau e Florianópolis), hoje NSC TV; na TV Record (Florianópolis) e na Rede TV Sul (hoje SCC SBT); comentarista na RIC TV (hoje NDTV) e na Record News; editor de Política e colunista no Diário Catarinense (DC), e colunista no Notícias do Dia (ND). Atuou nas rádios União AM e FM (Blumenau e Florianópolis) e na Rádio Record da Capital. Atualmente, além do Making Of, faz comentários na Rádio Cidade em Dia FM, de Criciúma, e é diretor de Conteúdo na TVBV (Band).
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