Maio 13, 2020

Afinal, o que está acontecendo na NSC?

Afinal, o que está acontecendo na NSC?

A pergunta que está no título da coluna voltou a ser repetida nos últimos dias, desde que o grupo NC voltou a abrir mão de profissionais de vídeo e microfone. A lista é grande. Dá para lembrar a apresentadora do Bom Dia, duas repórteres que eram âncoras substitutas do NSC Notícias, Sérgio da Costa Ramos, Cacau Menezes e Kíria Meurer - pediram para sair, Felipe Reis, o narrador Paulo Branchi e agora Moacir Pereira.

A explicação exata seria dada por Mário Neves, presidente da NSC. No caso da demissão do colunista político de maior representatividade no Estado, a assessoria do grupo disse apenas que agradecia a contribuição do jornalista.

 

Motivo

Na visão da Making Of é o seguinte: a empresa é de proprietários ligados a produção de medicamentos, sem viés de comunicação. Só participaram da compra da RBS motivados pela sociedade com o empresário Lírio Parisotto, que precisou deixar a linha de frente a pedido da Globo (depois daquela história da Luiza Brunet).

Assim, falta vocação para a comunicação. A NSC é apenas negócio e como tal deve gerar o resultado pedido pelos donos.

Se não obtém a receita necessária, corta custos. Isso fica mais facilitado para quem recebe a programação líder de audiência da Globo. Sem isso seria outra história. Já na área de jornais e internet, na gestão direta, a NSC teve que abrir mão dos impressos e enfrenta dificuldades para repor receita com o online.

Entre outros erros, deixou de usar os nomes consagrados dos jornais para batizar o site NSC Total, algo que mais lembra rede de materiais de construção do que informação.

 

Futuro

E onde isso tudo vai parar?

A afiliada da Globo mantém um bom patamar de audiência porque recebe o conteúdo nacional diferenciado. E isso vai continuar, enquanto a Globo tiver fôlego. As concorrentes locais tentam mas vão até certo ponto. Tiveram que recuar nas estruturas também. A terceirização de horários, para igrejas, por exemplo, pode ajudar na questão financeira, mas não em audiência. Embora até isso seja um problema com a pandemia.

Outra solução seria inovar no produto, acrescida de uma gestão voltada para produzir conteúdos mais relevantes e apresentados de outra forma. Só a transposição de talento de um lado para outro não vai adiantar.

E além de tudo, tem o hábito de TV. São muitos anos de liderança – antes RBS, agora NSC.  Mesmo com decréscimo do conteúdo local, a TV é zapeada para o mesmo canal, uma porção que diminui no volume de telespectadores, mas não nos ligados.

Esses praticamente fazem a mesma coisa todos os dias, por enquanto.

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Claiton Selistre

Claiton Selistre

Jornalista formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, foi diretor de Jornalismo por 25 anos da RBS TV, TVCom e Rádio CBN/Diário em Santa Catarina. Antes atuou na  Rádio e TV Gaucha do grupo RBS e em redações de jornal, rádio e tv do grupo Caldas Jr. em Porto Alegre. Foi também repórter da na Sucursal do Jornal do Brasil. Planejou e Coordenou coberturas multimídia nas Copas do Mundo de Futebol na Alemanha, Argentina, Espanha, México, Itália, Estados Unidos, França e Japão/Coréia. Dirige a Making of há seis anos.

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