Julho 05, 2020

Agora que está feito, regulamentem!

Agora que está feito, regulamentem!
LUÍS MACEDO/CÂMARA DE DEPUTADOS

Os maiores cientistas e institutos renomados, de Cambridge à Fundação Osvaldo Cruz, desconheciam que estava nas mãos dos senadores e deputados federais brasileiros e no Tribunal Superior Eleitoral a informação que tanto buscavam: a pandemia do Coronavírus termina no mês que vem.

Ironia à parte, é quando começará a vigorar o novo calendário eleitoral que determinou para dia 15 de novembro, o primeiro turno, e, no dia 29 do mesmo mês, o segundo.

No final de agosto e começo de setembro serão realizadas as convenções partidárias, com a absurda possibilidade de que ocorram de forma virtual, ou seja, em alguns casos, duas mil pessoas, convencionais, espremidos em aplicativos ou em rodízio para dar opinião e voto.

Há muito mais detalhes a definir, de como se dará o dia das votações, da fila ao horário ou de como se dará a higienização do leitor biométrico e da urna eletrônica, a exposição de mesários e suplentes nas seções ou se os maiores de 60 anos ou portadores de comorbidades terão acesso especial. Ah, quase esqueci, o Congresso e o TSE trabalham com a possibilidade de que não exista mais resquícios de Covid-19, tampouco infectados até lá.

 

Em números

Na China, onde deve ter iniciado em novembro passado, a doença que se espalhou pelo mundo não está controlada, são oito meses contados no calendário.

No Brasil, oficialmente, o Coronavírus está sendo combatido desde março, meados do mês, o que, hoje, levaria a doença além do prazo que parlamentares e ministros da corte definiram para as eleições. São videntes, no mínimo, sem contar o gasto que ultrapassa R$ 4,1 bilhões em um país quebrado.

 

Barrados 1

As cenas de gente graúda, políticos, barrados na visita do presidente Jair Bolsonaro no bate-volta de sábado (4), em Santa Catarina, é grande.

Já na saída da pista, no Aeroporto Hercílio Luz, o helicóptero que levava o presidente, ocupado pela vice-governadora Daniela Reinehr, os senadores Dário Berger (MDB), Esperidião Amin (PP) e Jorginho Mello (PL), entre outros, demorou para decolar para ajuste em uma porta frontal, quando um esbaforido deputado Daniel Freitas (PSL), atrasado, correu para tentar entrar e um segurança da Presidência o deteve com a mão no peito, não subiu e ainda foi cobrado porque estava sem máscara.

 

Barrados 2

O presidente saiu da conversa de videoconferência com o governador Carlos Moisés da Silva e deslocou-se para uma sala no mesmo piso, antes do que deveria ser subir para dar uma coletiva à imprensa, que acabou não sendo efetivada, sem sequer comunicar os jornalistas presentes.

Foi para uma sala onde faria uma entrevista exclusiva ao Grupo ND, acertada pelo presidente da empresa Marcello Petrelli, o que irritou quem esperava pela palavra de Bolsonaro, mas mais ainda à vice-governadora e os políticos presentes que não puderam acompanhar o presidente na tal dependência do aeroporto.

 

Teve mais

A turma da bancada sem máscara da Assembleia não se aproximou de Bolsonaro no sábado (3), mas não passou em branco.

Com o adereço no queixo, o deputado estadual Felipe Estevão (PSL) foi chamado a atenção pelo cerimonial do Planalto de que deveria pôr a máscara corretamente.

 

Por falar

Funcionária que presta serviço na residência oficial da vice-governadora Daniela Reinehr testou positivo para o Coronavírus, o que provocou correria.

Foi antes da visita do presidente Jair Bolsonaro.

 

AGÊNCIA BRASIL

MEIO PROTOCOLO

Depois de recepcionar oficialmente o presidente Jair Bolsonaro na pista do Aeroporto Hercílio Luz com a prestação de continência, a vice-governadora Daniela Reinehr cumpriu, parcialmente, o protocolo de saúde. Ambos estavam de máscara, mas trocaram um longo aperto de mão. Parte da orientação médica no combate ao Coronavírus foi, portanto, ignorada. Daniela brilhou no sábado depois de no dia anterior, sexta, ficar de fora da mesa oficial da coletiva do secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Alexandre Lucas Alves, na sede da Defesa Civil estadual, pelo protocolo de saúde pública exigir o distanciamento entre os quatro presentes (Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e Infraestrutura). A vice  não gostou e retirou-se antes da hora, não sem reclamar do secretário de Comunicação, Gonzalo Pereira, que nada podia fazer.

 

Pedido

O governador Carlos Moisés da Silva fez um pedido interessante durante a videoconferência com o presidente Jair Bolsonaro, realizada no Aeroporto Hercílio Luz, após o sobrevoo.

Sugeriu que todas as estruturas essenciais, de saúde (hospitais, postos de saúde), unidades de segurança (quartéis do Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, delegacias, unidades da Defesa Civil) tenham a ligação elétrica e de internet subterrânea, pois o maior estrago em caso de vendavais vem da queda de postes. É um custo bastante elevado, que teria quer ser bancado e ter a obrigatoriedade e autorização definidos pela Aneel.

 

Em vídeo

Veja o vídeo oficial da passagem do presidente Jair Bolsonaro por Santa Catarina, que, para tristeza dos mais radicais que o gravitam, não ignorou o governador Carlos Moisés na agenda oficial.

A visita do presidente deve ser considerada de solidariedade e para ajudar na liberação de recursos futura, ninguém antecipa valores sem conhecer o tamanho do prejuízo. Acompanhe as imagens:

 

Risco

Previsão de mais ventos fortes esta semana no Estado preocupa a todos.

Com 10 mortos e um desparecido, a ocorrência do Ciclone Extratropical pelo Estado trouxe estragos e gerou uma nova tragédia. E a Defesa Civil, que monitora junto com a Epagri, o novo fenômeno, considera que o maior estrago pelo evento climático foi em Garuva, no Norte do Estado.

 

Quase lá

Reitor da Unoesc e seguidor de carteirinha do presidente Jair Bolsonaro, Aristides Cimadon seguiu a Brasília neste domingo (5) para ampliar as especulações de que poderá ser o novo ministro da Educação.

Cimadon tem tudo para emplacar no cargo, que pressupõe agradar as alas ideológicas (olavista) e militar do governo federal, mas é só escrever mais coisas do tipo criticar o Enem, o que já fez no passado, que ganha apoio de todos, pois o pré-requisito para o cargo parece ser mesmo gerar polêmica.

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Roberto Azevedo

Roberto Azevedo
Jornalista com 35 anos de profissão. Foi repórter, editor, chefe de Reportagem, editor-chefe, chefe de Redação, gerente e diretor de Jornalismo na RBS TV (Blumenau e Florianópolis), hoje NSC TV; na TV Record (Florianópolis) e na Rede TV Sul (hoje SCC SBT); comentarista na RIC TV (hoje NDTV) e na Record News; editor de Política e colunista no Diário Catarinense (DC), e colunista no Notícias do Dia. Atuou nas rádios União AM e FM (Blumenau e Florianópolis), e na Rádio Record da Capital. Atualmente, além do Making Of, assina uma coluna no Diarinho (Itajaí), faz comentários nas rádios do Grupo RCC (Bombinhas e Nova Trento), na 105 FM (Jaraguá do Sul) e na Cidade em Dia FM, de Criciúma, e é diretor de Conteúdo na TVBV (Band).
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