Abril 08, 2019

Amin nega que houve convite para o ministério

Amin nega que houve convite para o ministério
RENAN SCHLICKMANN/DIVULGAÇÃO

Nem a chuva forte do domingo (7) à tarde tirou o ânimo do senador Esperidião Amin e deputada federal Angela Amin, ambos do Progressistas (PP),  para cumprir a tradição familiar de acompanhar a Procissão do Senhor dos Passsos, em Florianópolis. O assunto que envolve Amin e o centro do poder em Brasília, porém, estava longe das ruas centrais da Capital catarinense. Antes do anúncio do nome Abraham Weintraub para a Educação, o senador negou que tivesse recebido um convite para comandar o Ministério da Educação com a anunciada demissão do ministro Ricardo Vélez Rodríguez pelo presidente Jair Bolsonaro, oficializada nesta segunda (8).  Amin recebeu, sim, uma sondagem de gente muito próxima a Bolsonaro, mas não do presidente da República. E disse que fez inclusive sugestões: a primeira de que Vélez Rodríguez não saia e, pela mesma lógica, que uma alternativa para atenuar o cenário conturbado seria passar o ensino superior e técnico, com os institutos federais, para a pasta da Ciência e Tecnologia, pela capacidade e boa imagem do ministro Marcos Pontes, um cientista e tenente-coronel da Aeronáutica, o primeiro astronauta brasileiro. Quem lê nas entrelinhas percebe que Amin já propõe soluções para os enormes gargalhos do Ministério da Educação, que vive uma verdadeira avalanche de desacertos nas mãos de Vélez, do Enem ao relacionamento nas diretorias da estrutrura, dona do maior orçamento da Esplanada.

 

Nome influente

Especulações sobre a ida de Amin para a equipe de Bolsonaro fazem parte da rotina política desde a campanha, em 2018, quando o então candidato a presidente citou o amigo catarinense enquanto se recuperava, no hospital, em Juiz de Fora (MG), do atentado a faca que sofreu dia 6 de setembro, em um vídeo publicado em uma rede social. Doutor em Engenharia e Gestão do Conhecimento e mestre em Administração pela UFSC, da qual é professor titular, assim como na Udesc, administrador, advogado e servidor público, Amin cai como uma luva na fase mais delicada do início do governo de Bolsonaro.

 

Perfil

Amin uniria o perfil técnico ao político, justamente quando o presidente da República conversa com os partidos para assegurar apoio à reforma da Previdência, em análise na Câmara dos Deputados. Atrairia de vez o PP para o governo, dono da terceira maior bancada da casa ao lado do PR, com 38 cadeiras, e quarta maior no Senado (6 cadeiras), o mesmo número de postos do PT e do DEM. O senador catarinense não aparecia nas bolsas de apostas da Capital Federal.

 

REPRODUÇÃO REDES SOCIAIS

PELAS REDES

O presidente Jair Bolsonaro retornou à prática de antes da posse de anunciou o nome do professor Abraham Weintraub para substituir Vélez Rodríguez pelas redes sociais. Foi no fim da manhã desta segunda (8). Weintraub já ocupava o cargo de secretário-geral na Casa Civil.

 

Popularidade

Pesquisa Datafolha confirmou que o presidente Jair Bolsonaro tem a pior avaliação de início de governo desde Fernando Collor de Mello, então no PRN. Além dos números desfavoráveis, que podem estar relacionado à pauta impopular da Reforma da Previdência, Bolsonaro deve ficar atento a alguns movimentos: os com maior escolaridade e os que têm maior renda, defensores mais afoitos da candidatura que prometia o que não cumpriu - até porque não governa sozinho -, são os que mais retiraram apoio à atual administração federal.     

 

Adiada

A reunião da cúpula do PP com o ex-deputado Gelson Merisio, ainda presidente estadual do PSD, ficou para o próximo dia 15, data pra lá de sugestiva. Os deputados e ex-deputados do PP que defendem a entrada do ex-candidato ao governo, que ocupou a presidência da Assembleia por cinco anos, forçam a barra nas bases para que Merisio ganhe musculatura interna, enquanto os Amin estão céticos quanto as vantagens  em ter o ex-parlamentar  nas hostes do Progressistas.

 

LUCIMARA CARDOZO E REPRODUÇÃO TV GLOBO

POR LULA E PELA LAVA JATO

Milhares lotaram a escadaria do Rosário em Florianópolis, no sábado, para protestar contra a de prisão do ex-presidente Lula, que completa um ano, e contra a reforma da Previdência. Na foto, o presidente estadual do PT, o ex-deputado federal Décio Lima, que disputou o governo do Estado, em 2018, e o ex-candidato á Presidência Fernando Haddad discursam no ato, que reuniu outros partidos de esquerda, no sábado (6). O questionamento é sobre a prisão depois da sentença de segundo grau, que ainda será ratificada pelo plenário do Supremo Tribunal Federal, antes de esgotados os prazos para recursos. Em São Paulo (foto) e outras capitais, as pessoas se concentraram a favor da Operação Lava Jato. Aproveitaram para reclamar de algumas decisões do STF. Vale lembrar que é justamente a mais alta corte que tem negado pedidos de habeas corpus para Lula, exaustivamente.

 

Solidariedade

Ao colega Altair Magagnin, do Notícias do Dia (Grupo RIC), alvo de ataques pessoais, que se espalharam para agressões à imprensa catarinense, feitos pela deputada estadual Ana Caroline Campagnolo (PSL). A parlamentar não saiu da campanha e do ambiente das redes sociais, onde costuma ofender quem não segue suas opiniões, e ignora que, além da sociedade ser plural e a Constituição assegurar a livre manifestação de opinião, ela tornou-se uma pessoa pública e todo o gasto de dinheiro público que fizer deve ser auditado e fiscalizado.  

 

Perfis falsos

O Portal Jus Catarina informou, no final da manhã desta segunda (8), que “a juíza Luciana Pelisser Gottardi Trentini, da 2ª Vara Cível da Comarca da Capital, ordenou que o Facebook promova a imediato a exclusão de cinco perfil falsos em nome da deputada estadual Ana Caroline Campagnolo (PSL) na rede social". No despacho, a magistrada também determina que a empresa “preste todas as informações necessárias referentes aos cadastros do perfis, bem como o registro dos IPs de criação e de acesso, suficientes para a identificação dos respectivos usuários, no prazo de 10 dias após a intimação, sob pena de multa diária pelo descumprimento no valor de R$ 500, limitada a R$ 50 mil”. Vale conferir a notícia completa em https://www.juscatarina.com.br/2019/04/08/juiza-manda-facebook-excluir-perfis-falsos-da-deputada-ana-campagnolo/

 

REPRODUÇÃO/WHATSAPP

GEOVÂNIA EM HARVARD

Ao lado do ministro do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso; da  procuradora-geral da República, Raquel Dodge; do arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Pedro Scherer; e da jornalista Flávia Oliveira, da Globo News e de O Globo, a deputada federal catarinense Geovânia de Sá (PSDB) participou com os estudantes brasileiros do Painel + Tolerância: Relações entre Estado e Religião no Brasil, na renomada Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. Foi durante A Brazil Conference at Harvard & MIT, em Cambridge, Massachussetts. Geovânia angariou inclusive a simpatia do ministro Barroso, que usou o discursos da parlamentar ao reforçar que “a palavra certa não seria tolerância, mas, sim, respeito. Somos todos iguais.  Você tem o direito de ser como você é, como tenho o direito de ser como sou. E, assim, vivemos uma vida boa e em paz”.

 

Mesmo evento

Outro discurso que chamou a atenção de estudantes e outros participantes, na mesma Brazil Conference at Harvard & MIT, foi o do vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB). Mourão foi taxativo ao falar do papel dos militares no governo ao dizer, ao ser comparado, que “(Ernesto) Geisel (penúltimo presidente do regime militar) não foi eleito, eu fui”.  Também disse que os militares que estão na administração federal são da reserva e que Bolsonaro é mais político do que militar, sem ter perdido os princípios da formação em Aguilhas Negras. É só fazer os cálculos: O atual presidente passou 15 anois entre a formação na Academia e o tempo de serviço, até chegar a capitão do Exército, e outros 28 anos como deputado federal, além de ter sido vereador no Rio de Janeiro.  

 

Municipalista

O consórcio entre municípios que será estimulado pelo Estado para a produção de asfalto não foi o único assunto que agradou os prefeitos, capitaneados pela Fecam, que foram ao encontro com o governador Carlos Moisés da Silva, na semana passada. A participação de Moisés na Marcha dos Prefeitos, em Brasília, promovida pela Confederação Nacional dos Municípios em sua décima segunda edição, a partir desta segunda (8), foi mais do que comemorada pelo presidente da Fecam, prefeito Joares Ponticelli (PP), de Tubarão.

 

Importante

O que levará Moisés a Brasília, durante a marcha, será mais uma reunião do Fórum de Governadores, alinhados para pleitear uma melhor distribuição de recursos pelo governo federal. O assunto interessa os prefeitos, gestores da parte mais forte entre os entes federados, porém sem a mesma força se n~çao estiveres alinhados com os governadores.

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roberto-azevedo política economia bastidores da política Santa Catarina
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Roberto Azevedo

Roberto Azevedo
Jornalista com 34 anos de profissão. Foi repórter, editor, chefe de Reportagem, chefe de Redação, editor-chefe, gerente e diretor de Jornalismo, nas RBS TV de Blumenau e Florianópolis, na TV Record de Florianópolis e na Rede TV Sul!; comentarista na RIC TV Record e na Record News, e editor de Política e colunista no Diário Catarinense (DC), e colunista no Notícias do Dia (ND). Atuou nas rádios União de Blumenau e União FM de Florianópolis, e na Rádio Record da Capital. Faz comentários sobre política e economia.
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