Setembro 14, 2020

Aos 70 anos, TV brasileira pode estar mudando

Aos 70 anos, TV brasileira pode estar mudando

"A televisão é essa criança desconhecida entre nós", disse a poetisa Rosalina Lisboa, há 70 anos, na cerimônia de inauguração da primeira emissora de televisão do Brasil – a TV Tupi, em São Paulo, dos Diários Associados. Não havia aparelhos para sintonizarem o canal. O fundador Assis Chateaubriand importou 200 e espalhou pela cidade para que algumas pessoas assistissem.

Todo esse tempo depois, a televisão é maior de idade, indispensável na casa da maioria dos brasileiros, fonte de entretenimento e informação. O conteúdo produzido nos estúdios, espalhados pelo País, são comparáveis e, em alguns casos, melhores do que se faz no mundo.

 

Revolução

A liderança de audiência da Rede Globo predomina, apesar de alguns sucessos regionais dos principais concorrentes – Record e SBT.

Só que podemos estar próximos de uma alteração importante no mercado, a partir dos direitos esportivos adquiridos pelos adversários - Libertadores no SBT e talvez F1. Outras competições estão em vários canais, incluindo a Band e a Rede TV. 

É a primeira vez que a emissora da família Marinho cede uma parte do império de direitos, resultado do enxugamento de custos que predomina desde o novo organograma diretivo do ano passado (pulverização do poder interno e união das várias empresas no "Globo em uma só").

Agora, é observar se os players querem seguir adiante, buscando enfrentar a produção da Globo que sustenta o poder de audiência que emana do Jardim Botânico: as novelas.

 

Qualidade

O grande mérito do Campeonato Catarinense 2020 foi ter chegando ao fim em plena pandemia. Mas o desempenho geral foi muito pobre, que é comprovado pela baixa representativa nas competições nacionais.

O futebol da capital, em especial, está em um momento terrível: saltou fora das finais do catarinense, da Copa do Brasil e pena na série B. A expectativa da torcida é muito maior do que os times montados.

 

Política

Claudio Prisco tem oferecido no SBT Meio-Dia comentários de política com informações diferenciadas. A versão que ele apresenta dos fatos chama a atenção, além de ser colocado com inteligência em horário estratégico: entre os finais das notícias do JA e o esporte. Quem vira de canal tem uma boa opção.

Hoje ele anunciou uma bomba para até o final da semana que pode mudar o quadro político do Estado.

 

Opinião

Não é fácil dar opinião. Primeiro de tudo, precisa de credibilidade. Segundo, experiência. Quem não tem rodagem não pode falar de temas acima de seu conhecimento ou da capacidade de obter informações.

Chama a atenção que a repórter da NSC, em Itajaí, Dagmara Spautz, esteja sendo lançada para voos maiores em horários importantes do canal. Parece uma precipitação que até pode prejudicar a profissional. 

 

Serasa

A partir do dia 21 começa a rodar o comercial que Galvão Bueno gravou para a Serasa. Será muito estranho e provavelmente vai marcar o fim do reinado do narrador. Isolado em casa, em Londrina, ele gravou vídeo para saudar Everaldo Marques que narrou a F1 ontem. Está perdendo status.


Spam

Comecei a marcar como spam toda a propaganda leitoral que recebo. Tarefa chata, mas saudável.
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Claiton Selistre

Claiton Selistre

Jornalista formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, foi diretor de Jornalismo por 25 anos da RBS TV, TVCom e Rádio CBN/Diário em Santa Catarina. Antes atuou na  Rádio e TV Gaucha do grupo RBS e em redações de jornal, rádio e tv do grupo Caldas Jr. em Porto Alegre. Foi também repórter da na Sucursal do Jornal do Brasil. Planejou e Coordenou coberturas multimídia nas Copas do Mundo de Futebol na Alemanha, Argentina, Espanha, México, Itália, Estados Unidos, França e Japão/Coréia. Dirige a Making of há seis anos.

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