Junho 12, 2020

APRENDENDO A SE VIRAR

APRENDENDO A SE VIRAR
Melinda Allen e John Getz em Um dia sem mexicanos

Dando um tempo na coluna temática de Cine & Séries, mas garantindo uma leiturinha semanal para os queridos leitores. Toda sexta-feira uma "Crônica em Quarentena, sem esquecer do cinema, claro!  Se puderem, fiquem em casa. Cuidem-se! 

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Crônicas em quarentena - VII - APRENDENDO A SE VIRAR

No filme "Um dia sem mexicanos", de 2004, os mexicanos desaparecem da Califórnia de um dia para o outro. Segue-se uma confusão generalizada, uma verdadeira comoção social entre os norte-americanos desacostumados a viver sem  trabalhadores braçais. A economia do país mais poderoso do mundo começa a desmoronar, escolas fecham e a indústria entra em colapso.

Estamos passando por algo semelhante ao da ficção. Uma parcela considerável dos trabalhadores domésticos e prestadores de serviço estão em isolamento social. A diferença é que sabemos onde eles estão, enquanto no filme cientistas tentam descobrir as causas do desaparecimento: terrorismo, abdução alienígena ou o fim do mundo chegando?

Voltando a nossa realidade: e agora como vamos nos fazer? A frase "a necessidade é a mãe da invenção", atribuída a Platão, pode ser adaptada para "a necessidade é a mãe do " APRENDA A SE VIRAR"?

Uma amiga que nunca havia limpado cozinha ou banheiro se viu diante de uma coleção de produtos que a empregada costuma usar: detergente, tira-limo, saponáceo, desinfetante, água sanitária...Onde e como usá-los exigiu muita leitura de rótulos! Minha amiga se vira na cozinha, cuida das roupas, mas desconhecia a voracidade da indústria em criar produtos sem os quais já não sabemos mais viver. Outro amigo se aventurou a fazer o próprio pão e o resultado foi algo parecido com um tijolo. Continuando tentando.

Nessa carência de serviços uma imagem inusitada foi a do meu irmão mais velho, pintando o cabelo da mulher dele. Imaginem um homem de 1:80m, mais de 120 kg, desacostumado a trabalhos manuais delicados, passando  tinta cuidadosamente na cabeleira da esposa. Resultado aprovado, ela pediu mais uma coisinha: que ele passasse esmalte em suas unhas !

Quando a vida voltar ao normal (amém !) ou ao "novo normal", teremos todos nós descoberto algum talento impensado ? Surgirão novos cabeleireiros, padeiros, confeiteiros, costureiras ? Quem sabe poetas, escritores, violinistas ?! Sim, sim, sou esperançosa, também tenho meu lado Poliana. Até aprendi a fazer doce de abóbora. E você já descobriu algum dom durante a quarentena ?

(Brígida De Poli)

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UM DIA SEM MEXICANOS (A day without a mexican)

Direção: Sérgio Arau

Nacionalidade: EUA/Esp/México

Elenco: Caroline Aaron, Tony Abatemarco, Melinda Allen

Prêmio: Melhor Filme no Festival de Cinema Mexicano e Ibero-Americano de Guadalajara, em 2004.

*Disponível dublado no YouTube

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PARA VER EM CASA...E DE GRAÇA!

MOSTRA AMOROSA DE CINEMA ON-LINE

Até  28 de junho o Itaú Cultural (IC) apresenta mais uma mostra de cinema on-line. Desta vez, a programação é composta de filmes brasileiros que abordam o amor romântico.

A Mostra Amorosa de Cinema On-Line reúne três curtas-metragens e um longa que contam histórias de paixão, separação, possessividade e luto que atravessam as relações.

Mostra Amorosa de Cinema On-Line
segunda 8 a domingo 28 de junho de 2020


Veja a programação a seguir. 

Amor?
(João Jardim, 2011, 100 minutos)

Oito histórias abrangendo casos amorosos em que os envolvidos passaram por algum tipo de violência, psicológica ou física.

[classificação indicativa: 14 anos]

Assista aqui.

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A Casa de Cinema liberou para visualização por streaming  durante a pandemia 20 filmes e programas de tv -produzidos em 32 anos de atividade- boa parte deles com legendas (opcionais) em inglês, espanhol e português. Desde os já clássicos Meu tio matou um cara , de Jorge Furtado, até curtas de vários autores.

http://www.casacinepoa.com.br

 

PARA ASSINANTES

PARASITA – direção: Bong Joon-Ho – 2019

Chegou no Telecine/Now o premiadíssimo filme sul-coreano que mexeu com a cabeça do público no ano passado. Oscar de Melhor Filme, Melhor Direção, Palma de Ouro em Cannes... Não tem como deixar de ver, mesmo que seja para não gostar.

Sinopse: Toda a família de Ki-taek está desempregada, vivendo num porão sujo e apertado. Uma obra do acaso faz com que o filho adolescente da família comece a dar aulas de inglês à garota de uma família rica. Fascinados com a vida luxuosa destas pessoas, pai, mãe, filho e filha bolam um plano para se infiltrarem também na família burguesa, um a um. No entanto, os segredos e mentiras necessários à ascensão social custarão caro a todos. (Adoro Cinema)

 

VERONICA MARS – 4ª temporada - HBO

A série que já fez sucesso no ano 2000 pela Hulu, volta agora na HBO em nova temporada. Verônica é uma detetive super hábil que de volta à cidade natal, Neptune, enfrenta um grupo poderoso da cidade ao investigar um atentado à bomba. A protagonista é vivida por Kristin Bell, conhecida por sua atuação em The Good Place.

Os primeiros episódios já estão disponíveis.

 

MÚSICA E SONHO – direção John Carney

Para não dizer que esqueci o Dia dos Namorados, uma sugestão de título romântico, disponível na Netflix, para assistir juntinhos ou ...cada um na sua casa ( maldita quarentena!) !

Sing Street: Música e Sonho  é uma dessas pérolas escondidas que sai do clichê e ainda deixa a gente feliz ao final.

Sinopse: Dublin, Irlanda, 1985. Conor (Ferdia Walsh-Peelo) é um jovem obrigado a mudar de colégio, devido à difícil condição financeira de seus pais, que ainda por cima brigam sem parar. Logo ele tem problemas com um valentão local, que passa a persegui-lo, e também com o padre que coordena a escola, devido à sua disciplina rigorosa. Desiludido, Conor tem um sopro de esperança ao conhecer Raphina (Lucy Boynton), uma garota que está sempre à espera na porta da escola. Disposto a conquistá-la, ele diz que está montando uma banda de rock e a convida para estrelar um videoclipe. Com o convite aceito, agora ele precisa fazer com que a banda exista de verdade. (Adoro Cinema).

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FELIZ DIA DOS NAMORADOS ! ATÉ A PRÓXIMA ...

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Brígida Poli

Brígida Poli

Jornalista, cinéfila desde criancinha e maníaca por séries de TV desde "Os Sopranos". Não se considera crítica de cinema, pois não consegue deixar o coração de lado na hora de avaliar um filme. Adora falar e escrever sobre o assunto e tenta chamar a atenção para as grandes obras cinematográficas que as novas gerações desconhecem. Concorda com o mestre Federico Fellini quando ele disse que "o cinema é um modo divino de contar a vida".

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