Fevereiro 06, 2017

As comissões estão em pauta na Assembleia

Nas próximas cinco sessões, depois de comunicação às bancadas e blocos dos espaços disponíveis, os deputados definirão a composição das 19 comissões permanentes da Assembleia, sem a qual não há como ocorrer a tramitação de matérias na casa, volume calculado em torno de 500 projetos. O otimismo do presidente Silvio Dreveck está centrado em que a maioria ocorrerá por consenso, principalmente porque as presidências das nevrálgicas Constituição e Justiça e Finanças e Tributação estão pré-definidas nas mãos de Jean Kuhlmann (PSD) e Marcos Vieira (PSDB).

O PMDB, que ficará fora do comando da CCJ em função da necessidade de abrigar a bancada pessedista, hoje a maior no plenário – com 10 parlamentares -, e em também pelo acordo de rodízio na presidência do Legislativo, terá uma decisão importante a tomar nesta terça: a escolha do líder da bancada. O atual, deputado Valdir Cobalchini, vice-presidente estadual da sigla e coordenador da última eleição municipal, admitiu, na semana passada, abrir mão do posto se alguém se apresentar e tiver o apoio da maioria dos colegas de partido. A opção natural recai sobre o deputado Mauro De Nadal, que não quer polemizar o assunto. A escolha será importante, embora os peemedebistas tenham perdido a condição de maior número de cadeiras – elegeu 10, hoje tem oito -, pois Nilso Berlanda (PR), eleito pelo DEM, na mesma coligação, ocupa uma cadeira depois da ida de Luiz Fernando Cardoso, o Vampiro, para a Secretaria da Infraestrutura, além de Dalmo Claro, que trocou as hostes peemedebistas pelas pessedistas.

 

Por exclusão

Salvo algum fato novo, a disputa pela liderança do PMDB será pacífica entre Valdir Cobalchini e Mauro De Nadal. Antônio Aguiar já foi líder, Romildo Titon, que já presidiu a casa, não teria interesse; Dirce Heiderscheidt está na mesa diretora, assim como Aldo Schneider, portanto, excluídos; o restante do grupo está restrito a suplentes: Fernando Coruja e Manoel Motta, que, curiosamente, já foi líder.    

 

Importantes

Fora de plenário, os secretários-deputados Ada de Luca (Justiça e Cidadnia), Carlos Chiodini (Desenvolvimento Econômico Sustentável) e Luiz Fernando Vampiro (Infraestrutura) terão a opinião levada em conta na hora da escolha do novo líder peemedebista. Seriam três titulares com potencial para ocupar a função, que vale bem mais do que aparenta.

 

Câmara reformista

Nem os governistas estão seguros de que a necessária reforma da Previdência  deixará de passar por ajustes cirúrgicos no Congresso. Animado com a reeleição de Rodrigo Maia (DEM-RJ) para a presidência da Câmara, praticamente a garantia de que o pontapé inicial sobre o debate do assunto entra na pauta neste primeiro semestre, o deputado federal Mauro Mariani (PMDB) prega amplo debate no Legislativo e com a população, por não concordar com pelo menos um item do texto remetido pelo governo, o que institui a idade mínima de 65 anos para aposentadoria de homens e mulheres. “Deste jeito eu não voto”, dispara Mariani.

 

DIVULGAÇÃO

NO LITORAL PAULISTA

Criticado pelo sucessor Fabrício Oliveira (PSB) pela herança que deixou na prefeitura de Balneário Camboriú, o ex-prefeito Edson Piriquito (PMDB) foi dar palestra a convite da prefeitura de Guarujá, litoral de São Paulo. Recepcionado pelo prefeito local, Valter Suman (PSDB), Piriquito, acompanhado por alguns   a falar sobre a experiência de Balneário Camboriú para manter a qualidade da cidade em alta e as ações do município para melhorar os índices de qualidade de de vida da população, segurança, saneamento e operações urbana. Parte do colegiado do ex-prefeito também participou do evento, voltado para o executivo municipal, sociedade civil organizada e empresários, principalmente, da construção civil. O grupo foi recepcionado pelo prefeito, Valter Suman, do PSDB.

 

O alerta 1

Não é de hoje que, pela postergação por parte do governo federal, transformaram em novela duas importantes obras que interessam ao setor da agroindústria catarinense, a chamada Ferrovia do Frango e a rodovia que melhoraria a chegada dos produtos nos portos para o escoamento e exportação. Mas o que já era nebuloso ficou mais preocupante, de acordo com o deputado federal Esperidião Amin, que alertou, em comunicado ao coordenador do Fórum Parlamentar Catarinense, senador Dalírio Beber (PSDB), pretensões do Palácio do Planalto em agilizar uma parceria público-privada mas com destino final o Porto de Paranaguá, no vizinho Paraná.

 

O alerta 2

Esperidião Amin vale-se de reportagem publicada no jornal Valor Econômico e que relata a mudança de planos em função da alteração da modalidade de concessões. E propõe audiência com o novo ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Wellington Moreira, que cuida das parcerias e com a Agência Nacional de Transportes Terrestres. A preocupação é válida, pois com a vocação do Porto de Itajaí para o escoamento da produção de frango congelado e de carne suína, além da plataforma estadual que inclui opções viáveis nos portos de Imbituba, Navegantes e Itapoá, distante um do outro em pouco mais de 250 quilômetros, Santa Catarina teria muito a perder com esta misteriosa logística que estaria sendo gestada pela burocracia de Brasília.

 

Quem sabe

No encontro do presidente Michel Temer com o presidente da Argentina Maurício Macri, nesta terça, para o qual o governador Raimundo Colombo foi convidado para um almoço, no Palácio do Itamaraty, em Brasília, a sobremesa poderia ser um assunto indigesto para o chefe de Governo do país vizinho. É que, até hoje, o empresário Franco Macri, controlador da Chapecó Alimentos, na década de 2000, com a Alimbras, e pai do presidente Macri, deve explicações à Justiça brasileira e à massa falida do frigorífico por conta de uma dívida de mais de R$ 200 milhões, além dos US$ 58 milhões (cerca de R$ 180 milhões) que garantiu junto ao BNDES e sequer quitou o empréstimo, que tinha ações da empresa catarinense como caução.

 

Diplomático

O assunto circula no meio jurídico nacional, bem longe dos canais diplomáticos. Maiores países do Mercosul, Brasil e Argentina não misturam assuntos de Estado com questões financeiras específicas. Mas deveriam, pelo menos, abrir os canais competentes.

 

REPRODUÇÃO INTERNET/EFE

CLEPTOCRACIA À ROMENA

Não à toa, o povo romeno, do leste europeu, foi às ruas e pressionou o governo a revogar um decreto que, pasmem, admitia que casos de desvio de até 44 mil euros do dinheiro público não fosse considerado de corrupção, com a previsão de uma série de procedimentos administrativos e civis para recuperar os recursos e punir os responsáveis de leve. O primeiro-ministro da Romênia Sorin Grindeanu, que teve que voltar atrás, depois desta tremenda maracutaia, em vigor desde a última sexta-feira, deveria dar aula para a turminha da Odebrecht, OAS, PP, PMDB e PT, que protagonizaram o maior escândalo de mau uso do dinheiro público no Brasil. A endemia e mundial.

 

RÁPIDAS

 

* O PMDB decidiu que o ex-vice-prefeito Herivelto de Castro Reynaldo, tendo Jorge Paulo Machado como vice, será o candidato do partido nas eleições complementares de Sangão, no Sul do Estado.

 

* Aos poucos, muito devagar, o presidente norte-americano Donald Trump começa a perceber que não está acima da lei, pois uma corte de apelação manteve a o cancelamento de seu decreto que impede pessoas de sete países, notadamente mulçumanos, entrarem nos EUA, e que não dá para manter uma conta nas redes sociais para dizer bobagens, sem o filtro de assessores.

 

* Tem político brasileiro, que pretende seguir a tendência, que deveria recuar para não cair nas mesmas armadilhas de Trump. Dá tempo.

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Roberto Azevedo

Roberto Azevedo
Jornalista com 34 anos de profissão. Foi repórter, editor, chefe de Reportagem, chefe de Redação, editor-chefe, gerente e diretor de Jornalismo, nas RBS TV de Blumenau e Florianópolis, na TV Record de Florianópolis e na Rede TV Sul!; comentarista na RIC TV Record e na Record News, e editor de Política e colunista no Diário Catarinense (DC), e colunista no Notícias do Dia (ND). Atuou nas rádios União de Blumenau e União FM de Florianópolis, e na Rádio Record da Capital. Faz comentários sobre política e economia.
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