Dezembro 23, 2019

Assédio e pedradas na imprensa. Até quando?

Assédio e pedradas na imprensa. Até quando?
Reprodução

O encontro do presidente Jair Bolsonaro com alguns repórteres na saída do palácio do Planalto virou parte da estratégia de comunicação do Governo. Cercado por apoiadores, que o aplaudem e pressionam os jornalistas, virou uma relação abusiva, onde ele direciona declarações radicais para os alvos do dia.

Virou um jogo onde a imprensa está fazendo papel coadjuvante, fazendo perguntas induzidas pelo momento e servindo aos propósitos dos autores intelectuais da postura agressiva contra tudo e contra todos.

As entidades de classe dos jornalistas já se manifestaram contra as atitudes do presidente, mas é pouco. Deveriam se retirar daquele cercadinho improvisado e deixar Bolsonaro falando somente para a claque.

É óbvio que a imprensa precisa estar onde a notícia está, mas diante do ineditismo e da agressividade do procedimento, deveria prevalecer a autoestima da profissão. No mínimo pagar para ver o que acontece quando não há câmeras e microfones em frente a um orador destemperado. 

A imprensa deve servir ao país e não se deixar usar como artigo de segunda necessidade.

 

Netflix

"História de um Casamento" é um filme aborrecido, apesar da Scarlet Johansson. Já o "Irlandês", com 3h30 de duração, é uma aula de direção e atuação. Os dois na Netflix. Sugestão para quem não gosta de peru. 

 

Reconhecimento

Medalhas, troféus, diplomas. Vale tudo no final de ano para elevar o ânimo. Nunca se distribuiu tantos "prêmios". Tem gente dando troféu para si mesmo. E os vídeos festivos? Como dizia o personagem do Agildo Ribeiro: "coisa horrorosa".

Verdade? Quem disse isto? "Ninguém engana a todos durante todo o tempo".

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Claiton Selistre

Claiton Selistre

Jornalista formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, foi diretor de Jornalismo por 25 anos da RBS TV, TVCom e Rádio CBN/Diário em Santa Catarina. Antes atuou na  Rádio e TV Gaucha do grupo RBS e em redações de jornal, rádio e tv do grupo Caldas Jr. em Porto Alegre. Foi também repórter da na Sucursal do Jornal do Brasil. Planejou e Coordenou coberturas multimídia nas Copas do Mundo de Futebol na Alemanha, Argentina, Espanha, México, Itália, Estados Unidos, França e Japão/Coréia. Dirige a Making of há seis anos.

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