Dezembro 05, 2019
SÃO JOSÉ EM AÇÃO

Assembleia seguirá o regimento na Minirreforma da Previdência

Assembleia seguirá o regimento na Minirreforma da Previdência
RODOLFO ESPÍNOLA/AGÊNCIA AL

Um encontro de líderes no início da tarde de terça (3), na Assembleia, determinou o que resultará no adiamento da análise da Minirreforma da Previdência, proposta pelo governador Carlos Moisés da Silva, para o ano que vem.

Os deputados, capitaneados pelo presidente Julio Garcia (PSD), decidiram que seguirão o regimento interna do Legislativo e levarão a urgência na tramitação, pedido feito por Moisés, dentro do limite de 45 dias, com a interrupção do recesso de fim de ano, a parada em janeiro, o que empurra a análise da matéria provavelmente para o final de fevereiro de 2020.

O hábil Julio já tinha, na semana passada, o discurso na ponta da língua: não colocaria a minirreforma entre a tramitação e a votação em 9 dias, o que o Congresso Nacional levou nove meses para consolidar.

Os deputados evitaram o desgaste de ter que enfrentar ruidosas manifestações dos servidores públicos, embora os dois lados da história, parlamento e funcionalismo, saibam que aderir às regras definidas pelo Congresso seja inevitável para estados e municípios, análise que será feita pelas câmaras municipais.

 

Tomaram conta

Sem saber dos últimos acontecimentos, servidores públicos estaduais e líderes sindicais, que antes fizeram uma assembleia na Praça Tancredo Neves, em frente ao Palácio Barriga Verde, se deslocaram para as galerias e áreas contíguas do parlamento estadual (foto), o que gerou o temor da segurança da casa de que os episódios de violência nas assembleias do Paraná e São Paulo se repetissem em Florianópolis.

Tomaram conta das instalações em poucos minutos, o que não atrapalhou a pauta, sem projetos para votar, e, enquanto começaram a se manifestar contra a minirreforma, mal ouviram quando o deputado Mauro De Nadal (MDB), que presidia os trabalhos, chamou os três últimos inscritos para ocuparem a tribuna, Bruno Souza (NOVO), Valdir Cobalchini (MDB) e Marcius Machado (PL), que declinaram de subir à tribuna. A sessão terminou às 16h15min.

 

Consequência

A chegada dos servidores ao plenário provocou reações imediatas dos deputados conservadores, que já estavam .

Muitos fizeram selfies, vídeo e fotos, para criticar as manifestações nas galerias, com muito bom humor.

 

Argumento

O deputado Bruno Souza, relator da CPI da Ponte Hercílio Luz, contesta a visão de que o ex-governador Raimundo foi “herói” ao romper com o Consórcio Florianópolis Monumento para entregar a obra para uma empresa com viabilidade técnica para realizar a recuperação da estrutura.

Para Bruno, o que está no relatório respalda o indiciamento, os quatro anos do primeiro governo de Colombo quando a empresa responsável técnica já avisava que sairia da obra por falta de condições de manter o projeto em execução.

 

Em preparação

Senador Dário Berger (MDB) montou duas salas (uma que é o escritório dele e outra do mandato) em um dos maiores condomínios comerciais do Bairro de Coqueiros, em Florianópolis.

O ex-vereador Deglaber Goulart, assessor de Dário, confirma que o senador contratou um jornalista para tocar as mídias sociais e deve montar um estúdio para gravações em uma das salas para incrementar o projeto ao governo do Estado em 2022.

 

DIVULGAÇÃO

GULODICES CATARINENSES!

As doceiras de São Martinho, Sul de Santa Catarina, têm um motivo para não dormirem direito nas próximas noites e tudo por conta desta foto. O ex-senador Paulo Bauer (PSDB), assessor especial Casa Civil para o Senado, entregou estas iguarias, bolachas natalinas feitas à mão pelas hábeis cozinheiras, ao presidente Jair Bolsonaro, no Palácio do Planalto. O papo, garante Bauer, foi de amigos e a popularidade que Bolsonaro já tem na região vai ter picos, com certeza.

 

Derrota ao vivo!

A chamada bancada Lavajista da Câmara dos Deputados foi derrotada na análise do Pacote Anticrime mesmo com a presença do ministro Sérgio Moro no Congresso.

O que foi aprovado, bastante desidratado, não incluiu a prisão após condenação em segunda instância, o trecho que ampliava o excludente de ilicitude, que protege o policial ou integrante das Forças Armadas, e o “plea bargain”, que permite ao acusado de crime confessar o ilícito com a redução da pena.

 

Bem perto

Moro, que tem o apoio dos senadores catarinenses (Esperidião Amin, do PP; Dário Berger, do MDB; e Jorginho Mello, do PL) estava em uma audiência pública para debater a execução da pena depois da condenação em segundo grau, na CCJ do Senado, retirou-se antes de terminada a votação na Câmara.

No caso da prisão, Moro ainda enfrenta duas situações: há uma PEC que tramita na Câmara e um projeto de lei no Senado, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), até apoia a decisão da presidente da CCJ, senadora Simone Tebet (MDB-MS) em pôr a matéria à votação, mas quer que seja cumprido o acordo que fez com Rodrigo Maia (DEM-RJ) para analisar tudo junto.

 

Sem razão!

Deputado Joice Hasselmann (PSL-SP) chamar os filhos do presidente Eduardo e Carlos de líderes de milícias digitais é como um marinheiro reclamar das aguas por onde navega, pior ainda quando estava na condição de testemunha da CPI das Fake News.

Joice, ativista digital, com postagens que difamavam todos que não concordavam com a opinião dela, atiçou e muito esta mesma "milícia", que agora, por circunstâncias político-partidárias, e ao ser atacada com apelidos sugestivos por conta da crise no PSL, reage como se nada tivesse a ver com toda esta histeria nas redes sociais que a elegeram.

 

Força

Desembargador Ricardo Roesler, que, entre outros pontos altos da carreira, teve atuação destacada ao presidir o Tribunal Regional Eleitoral, nas últimas eleições, garantiu vitória mais do que significativa ao ser eleito presidente do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, em primeiro turno.

Fez 47 votos contra 43 somados os dados aos desembargadores Ricardo Fontes e Altamiro de Oliveira, um feito se considerado que um dos apoiadores de Roesler, o atual presidente RFodrigo Collaço, foi eleito com apenas três votos de diferença e uma abstenção no segundo turno da escolha. Roesler toma posse em fevereiro para o biênio 2020-2022.

Tags:
roberto-azevedo política economia bastidores da política Santa Catarina
Compartilhe: Compartilhe no FacebookCompartilhe no TwitterCompartilhe no Linkedin

Roberto Azevedo

Roberto Azevedo
Jornalista com 35 anos de profissão. Foi repórter, editor, chefe de Reportagem, editor-chefe, chefe de Redação, gerente e diretor de Jornalismo na RBS TV (Blumenau e Florianópolis), hoje NSC TV; na TV Record (Florianópolis) e na Rede TV Sul (hoje SCC SBT); comentarista na RIC TV (hoje NDTV) e na Record News; editor de Política e colunista no Diário Catarinense (DC), e colunista no Notícias do Dia. Atuou nas rádios União AM e FM (Blumenau e Florianópolis), e na Rádio Record da Capital. Atualmente, além do Making Of, assina uma coluna no Diarinho (Itajaí), faz comentários nas rádios do Grupo RCC (Bombinhas e Nova Trento), na 105 FM (Jaraguá do Sul) e na Cidade em Dia FM, de Criciúma, e é diretor de Conteúdo na TVBV (Band).
  • Youtube

Comentários

Media Social

Fique por dentro

Receba novidades no seu e-mail!