Maio 20, 2019

Bate-boca e acusações à Imprensa agitam Figueirense

Bate-boca e acusações à Imprensa agitam Figueirense

Os desentendimentos entre dirigentes e conselheiros do Figueirense há muito tempo deixaram de ser tratados entre as paredes do estádio Orlando Scarpelli. Hoje, 20, baixaram ao nivel extremo, ao ocuparem  os micforones de rádio CBN Diário (veja matéria) onde falava o superintendente demitido Murilo Flores, acusado pelo clube de interesseiro político, e  onde se juntou por telefone o presidente Claudio Honigman.

Mais do que explicações, que a maioria dos torcedores não entendem, Claudio acusou dois jornalistas da NSC de atuarem contra os interesses do clube, o comentarista Rodrigo Faraco e a apresentadora do Globo Esporte, Alessandra Flores, filha de Murilo e mulher de um ex-vice-presidente, também demitido na semana passada.

Disse Claudio que Faraco conspirava, combinando pautas com dirigentes da oposição. Parece haver ai um erro de entendimento do que é ser jornalista, a quem é próprio conversar com  fontes e buscar notícias relevantes. Se Claudio, como disse, tem provas de uma possível conspiração que as mostre com urgência, ainda hoje. Pelo que se sabe  o jornalista segue a orientação que recebeu desde o início na TVCom: um comentarista diferenciado que trabalha com informações exclusivas.

Quanto a Alessandra, cujo parentesco com o dirigentes é tema dos bastidores do futebol há meses, deveria ter sido preservada pela empresa, até o fim das relações entre clube e sua família. Porém, embora seja fato, não dá direito a desconfiança de que  na sua função pudesse prejudicar o Figueirense. Não seria o contrário, se isso fosse real?

Esse imbróglio todo virou trend topics nas redes sociais da capital e não pode terminar sem consequências. Há várias saídas, mas a que mais poderia trazer bons frutos ao clube seria o conselho raspar de uma vez o tacho e se livrar dessa tal Elephant, chamada de investidora. O rombo é grande, mas às vezes é melhor aumentá-lo do que deixar o clube entregue a pessoas despreparadas e dispostas a culpar os outros pelo fracasso.  

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Claiton Selistre

Claiton Selistre

Jornalista formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, foi diretor de Jornalismo por 25 anos da RBS TV, TVCom e Rádio CBN/Diário em Santa Catarina. Antes atuou na  Rádio e TV Gaucha do grupo RBS e em redações de jornal, rádio e tv do grupo Caldas Jr. em Porto Alegre. Foi também repórter da na Sucursal do Jornal do Brasil. Planejou e Coordenou coberturas multimídia nas Copas do Mundo de Futebol na Alemanha, Argentina, Espanha, México, Itália, Estados Unidos, França e Japão/Coréia. Dirige a Making of há seis anos.

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