Janeiro 04, 2019

Bolsonaro cita catarinenses no SBT

Bolsonaro cita catarinenses no SBT
REPRODUÇÃO/SBT

Na primeira entrevista que concedeu depois que tomou posse, ao telejornal SBT Brasil, nesta quinta (3), o presidente Jair Bolsonaro fez referências a dois fatos que tem a ver com catarinenses. Sobre o pente-fino que fará em recentes atos do ex-presidente Michel Temer, considerados gastos atípicos e nomeações incomuns, Bolsonaro citou a contratação de uma consultoria, meses atrás, pelo Ministério do Turismo, então comandado por Vinícius Lummertz, agora secretário da área em São Paulo, que não teve o nome relacionado no contato com os jornalistas. A consultoria teria custado R$ 3 milhões sem que o objeto do trabalho, a implantação de uma representação em um país, não identificado pelo presidente, fosse efetivada. A coluna procurou a assessoria de Lummertz, que ainda não se manifestou sobre o fato. Em outra manifestação, Bolsonaro considerou ideológica a multa pedida pelo Ministério Público do Trabalho, segundo ele de R$ 100 mil, ao empresário Luciano Hang, dono da Havan, um de seus mais empolgados apoiadores, por coação de funcionários para votarem no candidato do PSL à Presidência.

 

Detalhe

Na verdade, a multa prevista pela liminar concedida pelo juiz da  7ª Vara do Trabalho de Florianópolis, Carlos Alberto Pereira de Castro, era de R$ 500 mil caso a determinação, solicitada pelo MPT, para que os funcionários parassem de sofrer coação, fosse descumprida. Já em outra decisão, desta vez solicitada pelo Ministério Público Eleitoral, Luciano Hang foi condenado pelo TSE em R$ 10 mil por supostamente ter pago um impulsionamento de conteúdo pró-Bolsonaro nas redes sociais, mais precisamente no Facebook.

 

A questão

De acordo com Bolsonaro, o pano de fundo ideológico da questão contra Hang seria porque dos cinco procuradores do Trabalho que assinam a ação contra o dono da Havan, três aparecem nas redes sociais favoráveis à campanha #Elenão. E a resposta do presidente foi o ataque à Justiça do Trabalho, que diz não ser necessária e que o novo inquilino do Palácio do Planalto sugere ser extinta. O assunto já era polêmico antes, agora virou uma revanche. 

 

No vídeo

A coluna reproduz a primeira parte da entrevista do presidente Jair Bolsonaro ao SBT. O destaque é sobre a manutenção da proposta de idade mínima, feita no governo Temer, e que já tramita no Congresso, que prevê idade mínima para se aposentar de 57 anos para as mulheres e 62 anos para os homens. Bolsonaro negou que irá propor a idade mínima de 65 anos, como a oposição tem declarado. Assista ao vídeo.

 

Na bolsa de apostas

Até o PSL, partido de Jair Bolsonaro, resolveu indicar o nome do estreante de senador Major Olímpio, de São Paulo, para disputar a presidência do Senado. Ao lado do duvidoso Renan Calheiros (MDB-AL) e da alternativa Simone Tebet (MDB-MS), mais de Tasso Jereissati (PSDB-CE) e Davi Alcolumbre (DEM-AP), o nome do catarinense Esperidião Amin (Progressistas) cresce em força.

 

Sair da toca

Jornalistas que circulam no Congresso Nacional não descartam Amin como emergente pela experiência, pois já cumpriu um mandato no Senado. Mas, depois, perguntam o porquê dele ainda não ter saído pais afora atrás de votos. Fica a dica.  

 

 

* A ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, tentou minimizar a declaração dela mesma, depois da posse, de que começa uma "nova era" no País, onde "meninos vestem azul e meninas vestem rosa", uma manifestação contra a ideologia de gênero, mas apareceu vestida de azul na primeira reunião ministerial.

 

* Este é um dos muitos casos que devem se multiplicar e gerar polêmica no governo Bolsonaro, quando o tom ativista falar mais alto do que a responsabilidade pelo cargo que os assessores ocupam. Repetem o erro de muitos petistas quando chegaram ao poder, a partir de 2003.

 

* O prefeito Gean Loureiro (MDB) e o vice-prefeito João Batista Nunes (PSDB) prestigiaram a posse de Roberto Katumi  Oda (PSD) na presidência da Câmara, sinal de que propõe harmonia com o Legislativo.

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Roberto Azevedo

Roberto Azevedo
Jornalista com 34 anos de profissão. Foi repórter, editor, chefe de Reportagem, chefe de Redação, editor-chefe, gerente e diretor de Jornalismo, nas RBS TV de Blumenau e Florianópolis, na TV Record de Florianópolis e na Rede TV Sul!; comentarista na RIC TV Record e na Record News, e editor de Política e colunista no Diário Catarinense (DC), e colunista no Notícias do Dia (ND). Atuou nas rádios União de Blumenau e União FM de Florianópolis, e na Rádio Record da Capital. Faz comentários sobre política e economia.
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