Março 24, 2020
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Bolsonaro promete a ajuda que os estados precisam

Bolsonaro promete a ajuda que os estados precisam
MARCOS CORRÊA/PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA

Se, nos últimos tempos, a relação do presidente Jair Bolsonaro com a maioria dos governadores não andava lá às mil maravilhas, com críticas sobre a cobrança de ICMS, que não pouparam sequer o preço final dos combustíveis, nesta terça (24) o aceno do chefe do Executivo da nação trouxe alívio a Carlos Moisés (PSL), Eduardo Leite (PSDB) e Carlos Massa Ratinho Júnior (PSD).

Em teleconferência, os três governadores do Sul, uma das mais ricas regiões do país, ouviram de Bolsonaro o que queriam: o aceno para a suspensão do pagamento das dívidas – que significa mais de R$ 9 bilhões este ano para Santa Catarina.

Melhor ainda foi saber que o presidente reiterou que o tema será somente parte da econômica aos Estados, com a facilitação da obtenção de investimentos, menos entraves burocráticos.

Na esteira das boas notícias, o ministro Luiz Henrique Mandetta (Saúde) os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para os funcionários da saúde e o ministro Paulo Guedes (Economia) assegura que não faltará dinheiro para a saúde enquanto durar a crise do Coronavírus.

 

Em números

A dívida total do Estado de Santa Catarina é de R$ 19,8 bilhões, sendo que, desse total, 49% são com a União.

A segunda maior parte é com o BNDES (18%) e terceira com o Banco do Brasil (15%).

 

O remédio é amargo

Não espere medidas de pouco impacto a partir da reedição do decreto que propõe o isolamento social com a não circulação de transporte coletivo, intermunicipal e interestadual, o fechamento do comércio não essencial e da redução de outras atividades.

O governador Carlos Moisés reúne-se ainda nesta terça (24) com oficiais do Exército Brasileiro para assegurar que as pessoas não circulem em praças, parques, ruas ou frequentem praias, conforme pedido feito ao Ministério da Defesa.

 

Adiamento ganha adeptos 1

Não só a ideia de adiar as eleições deste ano em função da pandemia de Coronavírus avança como também sugestões práticas que poderiam aliar a participação de partidos políticos e do Congresso no processo.

O senador Esperidião Amin (PP), entusiasta da tese de postergação da disputa para o ano que vem, acredita que os partidos deveriam doar os R$ 2 bilhões do Fundo Eleitoral, mais os R$ 2 bilhões do dia da eleição e outros R$ 4 bilhões que são 50% do valor destinado à Justiça Eleitoral para o pleito, já que não haveria a necessidade de gastos com a organização da escolha.

 

Adiamento ganha adeptos 2

Nas contas de Amin, esses R$ 8 bilhões seriam doados à saúde do país, ato “muito mais importante do que termos a eleição este ano”.

O grande ponto de interrogação é o de como se comportará o Congresso, que seria o caminho natural para que uma Proposta de Emenda Constitucional alterasse o calendário este ano e propusesse o adiamento para 2021 ou mesmo aquecesse o debate em torno da unificação das eleições, de vereador a presidente da República, em 2022. 

 

Para lembrar

Amin faz a defesa do adiamento das eleições em meio a uma situação bastante caseira.

A mulher Angela, deputada federal, é lembrada para disputar a prefeitura da Capital, o que parece não fazer diferença na hora de propor o repasse dos recursos à saúde.

 

Fez coro

O senador Dário Berger (MDB) também defende que o Fundo Eleitoral seja utilizado para o combate do vírus.

A destinação, garante o senador, deveria ser direta para estados e municípios aplicarem no SUS, mais os R$ 5 bilhões aprovados pelo Congresso.

 

Outra ideia

No quesito proposta, uma que agrada o pessoal das redes sociais, é a do deputado federal Rodrigo Coelho (PSB), pré-candidato à prefeitura de Joinville, que sugere a diminuição dos salários de deputados federais e senadores pela metade, ou seja, de R$ 33.763 passaria para R$ 16.881,50.

O valor que sobra, R$ 10, 027 milhões por mês, seria encaminhado ao enfrentamento do Covid-19. O parlamentar espera o apoio dos demais colegas congressistas.

 

RICARDO DIAS/SECOM

ENTRE O ÁLCOOL EM GEL E O BLOQUINHO

O notebook do governador Carlos Moisés, durante a teleconferência com os governadores do Sul e do Sudeste, que formam o Cosud, na segunda (23), dividia espaço com um tubo de álcool em gel e um bloquinho para anotações, e ele escreveu muito. Junto com Eduardo Leite (Rio Grande do Sul), Carlos Massa Ratinho Júnior (Paraná), Moisés deu o grito dos quase excluídos, embora representem boa parte do PIB do país.

  

Funciona

Com 2.500 policiais nas ruas para garantir as medidas restritivas de circulação por conta do Coronavírus, o presidente do Colegiado Superior de Segurança Pública, o delegado-geral de Polícia Civil Paulo Koerich apresentou números que demonstram que nem mesmo os bandidos estão dispostos a encarar a pandemia.

Os dados da Gerência de Estatística e Análise Criminal mostram que, de 16 de março para cá, o número de furtos e roubos diminuiu 65,4 %, enquanto a violência doméstica 35,6% no Estado, caso clássico de temor pela ação dos órgãos de segurança pública.

 

Mais uma

A segunda sessão virtual ordinária da Assembleia foi transferida para esta terça (24) para a realização de ajustes no sistema que será utilizado pelos deputados para deliberar, desenvolvido pela Diretoria de Tecnologia e Informações da Assembleia com mais participantes.

O presidente Julio Garcia (PSD) reuniu-se em teleconferência com os deputados, pela manhã, para definir como se dará a nova deliberação, a partir de uma plataforma similar à usada pelo Senado Federal.

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Roberto Azevedo

Roberto Azevedo
Jornalista com 35 anos de profissão. Foi repórter, editor, chefe de Reportagem, editor-chefe, chefe de Redação, gerente e diretor de Jornalismo na RBS TV (Blumenau e Florianópolis), hoje NSC TV; na TV Record (Florianópolis) e na Rede TV Sul (hoje SCC SBT); comentarista na RIC TV (hoje NDTV) e na Record News; editor de Política e colunista no Diário Catarinense (DC), e colunista no Notícias do Dia. Atuou nas rádios União AM e FM (Blumenau e Florianópolis), e na Rádio Record da Capital. Atualmente, além do Making Of, assina uma coluna no Diarinho (Itajaí), faz comentários nas rádios do Grupo RCC (Bombinhas e Nova Trento), na 105 FM (Jaraguá do Sul) e na Cidade em Dia FM, de Criciúma, e é diretor de Conteúdo na TVBV (Band).
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