Agosto 23, 2019

Bolsonaro x Mídia: a primeira batalha perdida

Bolsonaro x Mídia: a primeira batalha perdida

Ao convocar rede de rádios e TVs às 20h30 de hoje, 23, o presidente Jair Bolsonaro assinou o recibo de sua primeira derrota para a mídia. Não necessariamente que ela tenha declarado uma guerra aberta, mas foi quase isso,  desde que escolheu a comunicação não convencional para falar com o eleitor e vencer a eleição, o presidente fez questão de estabelecer o conflito como forma de satisfazer quem lhe deu o voto.

 

A família Bolsonaro - ele e os três filhos - usou a internet como arma até agora, mas ela não foi suficiente para tirar o País do noticiário internacional com as queimadas e incêndios na Amazônia. Pelo contrário, o uso irresponsável da comunicação online e as entrevistas malucas na saída do planalto, foram o estopim da crise.

 

Há dúvidas se a lição foi aprendida. Ainda nesta tarde, o filho, candidato à embaixador em Washington, chamou o presidente francês de idiota. Justamente na véspera da reunião do G7 que vai tratar do tema levado por Emmanuel Macron.

 

Em seu pronunciamento, escrito pelo staff, Bolsonaro admitiu que o Brasil pode sofrer retaliações comerciais e pediu serenidade, garantindo auxílio do Exército para os governadores que pedirem. Serenidade é o que tem faltado a ele, ao utilizar mal a comunicação que o consagrou nas urnas. O canal pode lhe devolver a empatia da população, se for usado com humildade e sabedoria, algo em falta no momento.    

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Claiton Selistre

Claiton Selistre

Jornalista formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, foi diretor de Jornalismo por 25 anos da RBS TV, TVCom e Rádio CBN/Diário em Santa Catarina. Antes atuou na  Rádio e TV Gaucha do grupo RBS e em redações de jornal, rádio e tv do grupo Caldas Jr. em Porto Alegre. Foi também repórter da na Sucursal do Jornal do Brasil. Planejou e Coordenou coberturas multimídia nas Copas do Mundo de Futebol na Alemanha, Argentina, Espanha, México, Itália, Estados Unidos, França e Japão/Coréia. Dirige a Making of há seis anos.

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