Junho 29, 2020

Campanha de boicote à publicidade no Facebook será global, dizem organizadores

Campanha de boicote à publicidade no Facebook será global, dizem organizadores

Os organizadores de uma campanha de boicote à publicidade no Facebook que vêm conseguindo apoio de um número crescente de grandes empresas agora estão se preparando para expandir a ação globalmente de forma a aumentar a pressão sobre a empresa de mídia social para que remova discurso de ódio.

A campanha "Stop Hate for Profit" começará a pedir às grandes empresas da Europa que se juntem ao boicote, disse Jim Steyer, executivo-chefe da Common Sense Media, em entrevista à Reuters no sábado, 27. Desde que a campanha foi lançada neste mês, mais de 160 empresas, firmaram compromisso para parar de comprar anúncios na maior plataforma de mídia social do mundo em julho. Entre as grandes empresas estão: Unilever, Coca-Cola, Pepsi, Starbucks, Honda, Veriroz, The North Face e, recentemente, Diageo, Levi’s e Viber.

A Free Press e a Common Sense, juntamente com os grupos de direitos civis dos EUA Color of Change e a Liga Antidifamação, lançaram a campanha após a morte de George Floyd, o homem negro desarmado que foi assassinado pela polícia de Minneapolis.

"A próxima fronteira é a pressão global", disse Steyer, acrescentando que a campanha espera encorajar os reguladores da Europa a adotar uma postura mais rígida diante do Facebook. A Comissão Europeia anunciou em junho novas diretrizes para as empresas de tecnologia, incluindo o Facebook, enviarem relatórios mensais sobre como estão lidando com o fluxo de desinformação a respeito do coronavírus.

A campanha global continuará à medida que os organizadores seguirem pedindo que mais empresas dos EUA participem. Jessica Gonzalez, co-diretora executiva da Free Press, disse que entrou em contato com as principais empresas de telecomunicações e mídia dos EUA para pedir que participem da campanha.

Respondendo às demandas por mais ação, o Facebook reconheceu neste domingo, 28, que tem muito a fazer e está se unindo a grupos de direitos civis e especialistas para desenvolver mais ferramentas para combater o discurso de ódio. O Facebook disse que seus investimentos em inteligência artificial já o permitem encontrar 90% do discurso de ódio antes que os usuários denunciem. (Reuters)

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Redação Making Of

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