Março 29, 2018

Caravanas, ovos, Bolsonaro e Lula

Mesmo que quisesse a mídia tradicional não teria espaço suficiente para acompanhar todos os fatos políticos de repercussão nacional. Algumas nem fazem questão, pelo trabalho, custo e posição. Por isso, a visão editorial de quem deseja informação completa está se distanciando de quem escolhe e edita a notícia que nos entrega. E deve se distanciar ainda mais, na medida em que a campanha vai se formatando. Exemplos não faltam. Nos últimos dias,  só quem acompanhou a caravana do PT no Sul, via internet, sabe que foi de extrema tensão desde o começo. Em Bagé houve atos de violência, em Passo Fundo as estradas foram bloqueadas, no Oeste Catarinense chuva de ovos e finalmente no Paraná, a denúncia que chocou todo mundo: dois ônibus foram atingidos por tiros. À medida que esses atos ocorriam, Lula e seus acompanhantes os denunciavam em seus discursos, acompanhados de imagens que rodaram o país via redes sociais. Os áudios estão lá para quem quiser ouvir, como também o vídeo da Jair Bolsonaro chegando  à Curitiba ontem, 28, e o discurso dele na mesma cidade em que a caravana petista dispersou. Tudo na íntegra para quem não quer resumos e prefere tirar suas próprias conclusão.

É óbvio que é uma comunicação oficial das partes, que levam jornalistas  à reboque para divulgá-las, mas em época de incerteza é melhor ir até a fonte original até que tudo fique mais esclarecido.

Fake news não é privilégio das redes sociais.

 

“Candidato”

Lembremos o caso do empresário que chamou a imprensa catarinense há algumas semanas para divulgar uma “bomba”. Teve gente que bancou uma candidatura dele ao governo e escreveu centenas de palavras sobre isso. Somente esta semana através do colunista do DC em Blumenau, Pedro Machado, ficamos sabendo que ele prefere continuar empresário a ser político. Decisão sensata e esperada, mas então, vamos dizer que as notas divulgadas até então eram o que?

 

Antídoto

Contra fake news dedo rápido: não curta, não compartilhe, delete. Para saber de caravanas, discursos e outros atos é melhor ser independente e procurar diretamente a fonte dos fato.


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Claiton Selistre

Claiton Selistre

Jornalista formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, foi diretor de Jornalismo por 25 anos da RBS TV, TVCom e Rádio CBN/Diário em Santa Catarina. Antes atuou na  Rádio e TV Gaucha do grupo RBS e em redações de jornal, rádio e tv do grupo Caldas Jr. em Porto Alegre. Foi também repórter da na Sucursal do Jornal do Brasil. Planejou e Coordenou coberturas multimídia nas Copas do Mundo de Futebol na Alemanha, Argentina, Espanha, México, Itália, Estados Unidos, França e Japão/Coréia. Dirige a Making of há seis anos.

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