Fevereiro 21, 2020

Carnaval adiará ação do PDT contra Paulinha

Carnaval adiará ação do PDT contra Paulinha

O presidente estadual do PDT, o ex-deputado Manoel Dias (foto), o Maneca, declarou que, a partir da negativa da deputada Paulinha da Silva em renunciar da liderança do governo, a executiva deve instaurar o processo disciplinar depois do Carnaval.

As festas e a dispersão de filiados impedirão que a cúpula se reúna para dar o primeiro passo, que antecede a abertura de discussão na Comissão de Ética, a perda das funções partidárias, nos próximos dias, que implicará na saída de Paulinha de todas as comissões permanentes da Assembleia, o que, na prática, já seria normal diante do exercício da liderança.

Na comissão da sigla, Paulinha deverá responder por infidelidade partidária, cuja punição vai de uma advertência à expulsão da sigla, com os parâmetros de defesa estabelecidos no Código de Processo Civil.

Quanto ao argumento de que haveria uma disputa entre o “velho” e o “novo” pedetismo, entre ele e Paulinha, Maneca pondera que ele tem 60 anos de coerência, dentro de uma sigla que representa outros 80 anos de orientação socialista democrática, o trabalhismo que aponta como transformador, e disparou com um lema: “A luta de classes não acabou!”

 

Racha

Maneca não sabe dizer se a reação contra Paulinha gerará uma divisão no partido, algo que os brizolistas enfrentaram em outros momentos de confronto de ideias, mas adverte que seria incompatível para um partido de esquerda fazer parte de um governo de direita, eleito na esteira de um candidato à Presidência de extrema-direita, Jair Bolsonaro.

O presidente pedetista repete que a decisão do PDT não é de caráter pessoal contra Carlos Moisés da Silva, pois torce para que ele faça um bom governo, que significa o sucesso da população do Estado, e completa que o que está em jogo trata de definição do que a sigla, fundada por Leonel Brizola, significa.

 

E o passado

Sobre a eleição de 2018, Maneca reitera que foi o partido quem fez um acordo político com a chapa de Gelson Merisio (então no PSD), e que a aliança redundou na eleição de dois deputados estaduais e dois federais.

À Câmara, os brizolistas estavam na coligação União e Trabalho - PDT, PSB, PSC. PRB e PCdoB - que elegeu Hélio Costa (PRB, hoje Republicanos) e Rodrigo Coelho (PSB); e à Assembleia, na coligação PODE, que catapultou Paulinha da Silva e Rodrigo Minotto, ambos do PDT, onde estavam ainda Podemos, PHS e PCdoB.

 

GUARANY PACHECO/DIVULGAÇÃO

PRIMEIRA COBRANÇA EM PÚBLICO

Fato mais do que inusitado ocorreu, em Lages, quando a comitiva do governador Carlos Moisés deixava o Orion Parque Tecnológico em direção ao Hospital Tereza Ramos, onde anunciou a entrega da nova para agosto deste ano. Moisés pediu para parar o carro, baixou o vidro e conversou com a deputada Paulinha da Silva. Foi a primeira cobrança em público da nova líder do governo. Moisés disse a Paulinha que assistiu toda a live feita por ela nas redes sociais, na quarta (19), comentou e não obteve nenhuma manifestação da parlamentar. “Você não respondeu!”, disparou Moisés. E Paulinha sorriu e agradeceu a gentileza.

 

Carregado

Compromisso da agenda do governador Carlos Moisés em Xaxim e Chapecó, em dois dias consecutivos, lotou o avião da Azul que seguiu de Florianópolis para a maior cidade do Oeste, que saiu de Florianópolis, às 14h35min.

Além de secretários de Estado, assessores e a presidente da Casan, Roberta Maas dos Santos, os tradicionais ocupantes da aeronave, deputados Luciane Carminatti (PT), Neodi Saretta (PT), Mauro De Nadal (vice-presidente da Assembleia, MDB), Altair Silva (PP) e Marcos Vieira (PSDB), dividiram espaço com Coronel Onir Mocellin (PSL) e Jair Miotto (PSC), quase um quarto da Assembleia.

 

EDUARDO GUEDES DE OLIVEIRA/AGÊNCIA AL 

NOVA FORÇA

O deputado Ulisses Gabriel (PSD) assumiu por 60 dias a cadeira do deputado Milton Hobus (PSD) na Assembleia. Não é ao acaso, pois o delegado da Polícia Civil é um líder da categoria, já presidiu a entidade que congrega os profissionais, e será uma voz para todos os integrantes da carreira e até da perícia técnica, indignados com o tratamento da Reforma da Previdência, que tramita na Assembleia. Gabriel participará dos debates e da análise, se a PEC e a Lei Complementar saírem do forno.  

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Roberto Azevedo

Roberto Azevedo
Jornalista com 35 anos de profissão. Foi repórter, editor, chefe de Reportagem, editor-chefe, chefe de Redação, gerente e diretor de Jornalismo na RBS TV (Blumenau e Florianópolis), hoje NSC TV; na TV Record (Florianópolis) e na Rede TV Sul (hoje SCC SBT); comentarista na RIC TV (hoje NDTV) e na Record News; editor de Política e colunista no Diário Catarinense (DC), e colunista no Notícias do Dia. Atuou nas rádios União AM e FM (Blumenau e Florianópolis), e na Rádio Record da Capital. Atualmente, além do Making Of, assina uma coluna no Diarinho (Itajaí), faz comentários nas rádios do Grupo RCC (Bombinhas e Nova Trento), na 105 FM (Jaraguá do Sul) e na Cidade em Dia FM, de Criciúma, e é diretor de Conteúdo na TVBV (Band).
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