Fevereiro 24, 2020

Carnaval na TV para todos os gostos

Carnaval na TV para todos os gostos
Reprodução

Uma coisa é curtir o Carnaval nos blocos, bailes e avenidas, outra é assistir pela TV. Mais ou menos. Quem curte um ou os dois ou prefere ficar em casa deve ter admirado as transmissões, que este ano bateram todos os recordes de tempo.

Teve de tudo. No regional, a ND cumpriu a missão de valorizar as comunidades na Negro Quirido, em Florianópolis, mostrando os desfiles de sábado ao vivo. (Chamou a atenção o número de lugares disponíveis na arquibancada). A NSC apostou no Carnaval dos blocos e onde não tinha grande público por causa do horário, no momento dos vivos, reuniu o pessoal para participar. 

SBT fez o que pode e a Band só registrou.

 

Nacional

A Globo News repetiu o ano passado e mostrou direto o Carnaval de rua naquele que intitulou "a maior e melhor cobertura". Foi uma overdose de blocos em muitas cidades, o que por si garantiu exageros e acertos. Bebida, algumas brigas e até músicas inteligíveis.

A Rede TV emplacou de novo o programa "Bastidores", todas as noites, e sem dúvida fez um trabalho bem diferente. O centenário Nelson Rubens e seus colegas foram mais comportados – "uma cobertura para a família". O único momento desagradável foi proporcionado por um apresentador do SBT de 21 anos que assediou a cantora Simony ao vivo. Recebeu críticas de todos os lados na internet. Dudu alguma coisa é o nome do rapaz, que deverá ser processado, segundo ela.

A Globo ficou no Carnaval de rua. Em São Paulo, durante duas noites, Chico Pinheiro cumpriu de novo a difícil missão de mostrar que os paulistas têm mais samba no pé do que dinheiro para alegorias e fantasias. E enfrentou os haters do Twitter com bravura, respondendo as provocações na hora. A alguém que perguntou se ele estava bêbado, respondeu “grato pela audiência. Sempre embriagado de alegria e de esperança”.

No Rio, Fátima Bernardes, de vestido prateado, provou que o programa "Encontro" é uma circunstância da vida. Ela tem mais conteúdo do que aquilo.  

 

Maravilha

Até a Band saiu do chão com o camarote no circuito de Salvador com duas apresentadoras muito simpáticas, vestidas de mulher maravilha, as duas Ju, uma Guimarães e outra Moraes. Missão complicada com muitas músicas dos trios elétricos só conhecidas dos baianos.

Aliás, as duas moças estavam – pelo que notou – sem preenchimentos de qualquer tipo. Muita gente exagerou no silicone levantando a preocupação que algo pudesse explodir no saracoteio. Disso todos ficaram livres e as marombadas passaram leves e faceiras sem incidentes

 

Profissionais

A cobertura do carnaval envolve milhares de profissionais em todo o Brasil. Trabalho enquanto o público se diverte. Assim, tirando as rateadas, natural em uma cobertura tão longa, todos merecem nosso reconhecimento.

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multimidia claiton selistre bastidores comunicação TV rádio jornal
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Claiton Selistre

Claiton Selistre

Jornalista formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, foi diretor de Jornalismo por 25 anos da RBS TV, TVCom e Rádio CBN/Diário em Santa Catarina. Antes atuou na  Rádio e TV Gaucha do grupo RBS e em redações de jornal, rádio e tv do grupo Caldas Jr. em Porto Alegre. Foi também repórter da na Sucursal do Jornal do Brasil. Planejou e Coordenou coberturas multimídia nas Copas do Mundo de Futebol na Alemanha, Argentina, Espanha, México, Itália, Estados Unidos, França e Japão/Coréia. Dirige a Making of há seis anos.

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