Julho 10, 2020

Casal que ofendeu fiscal diz que 'não tem por que pedir desculpas'

Casal que ofendeu fiscal diz que 'não tem por que pedir desculpas'
Reprodução

O casal que confrontou um fiscal da prefeitura do Rio de Janeiro durante uma ação para impedir aglomeração negou que a intenção tenha sido desacatar Flávio Graça, superintendente da Vigilância Sanitária do município. Em entrevista ao O Globo, eles afirmam que ‘não tem por que pedir desculpas” e que não diminuíram o fiscal.

"Arrependimento não é uma palavra, que eu usaria. Eu diria que o meu tom de voz pode ter sido alterado, mas eu continuo achando que não é uma questão de estar certo ou não. Estávamos usando do nosso direito de questionar o trabalho daquele servidor. Eu posso questionar qualquer servidor público ou quem está nos atendendo. Ele estava trabalhando para a gente e temos o direito de questioná-lo", disse Nívea Valles.

Durante a entrevista, o casal foi questionado se pediria desculpas ao fiscal. "Não tem por que pedir desculpas. Só fui questionar algo do que entendo. Não desacatei e não ofendi a ninguém. Ao lado tinham dois PMs e dois guardas. Se eu tivesse desacatado, eu estaria preso", pontuou Leonardo Barros.

O casal estava em um bar que costumava frequentar quando a fiscalização da prefeitura pediu para que as pessoas fossem embora. Os dois questionaram e, como resposta, Flávio Graça teria dito: "Cidadão, vai lá na prefeitura para ver o procedimento". Para Nívea, isso dava a entender que o fiscal não tinha obrigação de responder e interpretou o "cidadão" como algo pejorativo e quis defender o marido.

"Quando disse 'melhor do que você', quis dizer que ele sabe o que fazer aqui e fiscal, não. Ele não dava provas técnicas do que estava fazendo. O que eu quis naquele momento foi, de forma alguma, humilhar aquela pessoa", relatou.

Ela justificou que a frase ficou fora de contexto: "No contexto, não acredito que tenha acontecido excesso. Mas, quando eu vejo aquela cena fico com raiva daquela mulher. Não é possível que um ser humano aja, do nada, daquela maneira. Mas não foi do nada. Não foi daquele jeito. Existe um contexto, que vem de situação antes e depois".

Tanto Nívea quanto Leonardo ficaram desempregados após o ocorrido. Para eles, os ataques recebidos nas redes sociais são desproporcionais. "Nós já estamos sendo condenados sem direito de defesa. Nossa vida acabou. Perdemos nossos empregos e estamos sendo achincalhados. Estou recebendo ameaças por telefone e todos os nossos dados pessoais foram parar na internet. Os efeitos que isso causou na gente são desproporcionais", disse Leonardo.

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Redação Making Of

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