Catarinense vai presidir organização internacional do vinho

Catarinense vai presidir organização internacional do vinho
Foto: reprodução

A professora universitária Regina Vanderlinde, natural de Braço do Norte, foi eleita na quinta-feira (05) para presidir a Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV). Formada em bioquímica e engenharia de alimentos pela UFSC, Regina tem mestrado e doutorado em enologia em Bordeaux na França e atua como professora na Universidade de Caxias do Sul (UCS). Ela é a primeira brasileira a ocupar o cargo e fica à frente da entidade por três anos. A OIV foi fundada em 2001 na França e define os padrões internacionais para a produção de vinhos e derivados da uva.

 

Cidades gaúchas discutem Zona Franca para vinho

Uma audiência pública discutiu na sexta (06), a criação de uma Zona Franca da Uva e do Vinho, envolvendo 23 cidades da Serra gaúcha. Caso o Projeto de Lei 9045/2017 seja aprovado, a produção de uvas e vinhos no Vale dos Vinhedos e cidades vizinhas, pode ter redução ou até isenção de impostos. Conforme o Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), a tributação nos vinhos corresponde a mais da metade do valor do produto. Além da redução do preço dos produtos, outro benefício da nova Zona Franca seria a ampliação do enoturismo. Só o Vale dos Vinhedos recebe mais de 400 mil turistas por ano.

 

Drink premiado

A paulista Adriana Pino vai representar o Brasil no maior campeonato de coquetelaria do mundo. A etapa brasileira da competição reuniu 250 participantes ao longo do primeiro semestre e foi decidida na quarta-feira (04) em São Paulo. Adriana conquistou os jurados com um drink à base de gim, óleo de laranja kinkan e combucha de melão. Ela também levou a melhor no 5x5 Classics, uma espécie de maratona onde os finalistas tiveram que preparar cinco bebidas em cinco minutos. A final do World Class, promovido pela Diageo, ocorre em outubro na Alemanha, com representantes de 50 países.

 

Azedinho bom

Um tipo de cerveja criado em Santa Catarina é o primeiro estilo brasileiro a entrar em um dos principais guias de cerveja do mundo, o Beer Judge Certification Program (BJCP). A boa notícia foi anunciada na última quarta-feira (04). Batizado como  Catharina Sour, o estilo foi idealizado em 2015 por duas empresas catarinenses e ganhou mercado a partir do ano seguinte. Com a recente inclusão no BJCP quem produz ou avalia esse tipo de cerveja passa a ter um guia com as características esperadas da bebida. De maneira geral, a Catharina Sour é ácida, clara, com um teor alcoólico entre 4 e 5,5%, aroma marcante de frutas tropicais e quase nada de amargor. A coluna conversou com Carlo Lapolli, presidente da Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva) e um dos idealizadores do estilo:

- DRINK4FUN - Como surgiu a ideia de criar um estilo de cerveja brasileira? E porque uma cerveja ácida? 

LAPOLLI - Algumas cervejarias já estavam fazendo cervejas ácidas com frutas. Quando fomos fazer uma cerveja colaborativa entre a Cerveja Blumenau e o The Liffey Brewpub, surgiu a ideia pelo Fernando Lapolli de batizar como "Catharina Sour" Coroa Real, uma sour com abacaxi e hortelã. Esta foi a primeira cerveja a efetivamente ser batizada como Catharina Sour.  


- DRINK4FUN - Quem estava envolvido no início do projeto?
 

LAPOLLI - Como disse, nasceu dessa colaboração. Depois disso, eu que era presidente da ACASC (associação que reúne as cervejarias artesanais de Santa Catarina) e achei interessante fazermos um workshop para debater o estilo. Vieram várias cervejarias interessadas na ideia. Foi interessante pois algumas cervejarias eram bem tradicionais e elas acabaram se abrindo para um novo universo das cervejas ácidas. O consumidor também se interessou. Muitos jamais haviam provado uma sour antes.  


- DRINL4FUN - Como isso afeta o mercado cervejeiro brasileiro? 

LAPOLLI - Acho que acaba chamando a atenção para um estilo de cerveja bastante peculiar. As cervejas ácidas tem uma informação sensorial bem diferente do que o consumidor comum entende por cerveja (as light lagers). Isso ajuda a conquistar novos consumidores, apresentar esse universo novo para os que não estão acostumados com cervejas diferentes. E normalmente, as pessoas tem até uma certa ligação nostálgicas com algumas frutas. Isso ajuda a vender e democratizar a cerveja artesanal independente. 

 

SHOT

Uma homenagem à saga Star Trek na forma líquida. A Silver Screen Bootlin Co. uma empresa de licenciamento ligada a indústria do cinema, TV e jogos, lançou semana passada um bourbon que leva o nome do comandante da USS Enterprise. O James T. Kirk é envelhecido, tem edição limitada e pode ser reservado pelo site da empresa. O valor não foi informado.



Foto: Divulgação

A rede Mestre Cervejeiro, que tem seis lojas em Santa Catarina, lançou essa semana a sétima cerveja com a marca da franquia. É uma pilsner com adição de lúpulo Mosaic que garante aromas cítricos e um amargor que lembra muito uma IPA. A receita foi elaborada em parceria com a cervejaria carioca 2Cabeças.

Quem também apresentou novidades na semana passada foi a Cervejaria Schornstein. Em parceria com a também pomerodense Nugali, que fabrica chocolates especiais, produziu uma cerveja bock com adição de pimenta e chocolate. A cerveja tem 7% de teor alcoólico e vem em garrafas de 750 ml. A má notícia é que a edição é limitada e as 2 mil garrafas da bebida estão sendo vendidas exclusivamente no armazém da fábrica, em Pomerode.


Foto: Divulgação

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Redação Making Of

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