Agosto 01, 2018

Cerveja e diversidade

Cerveja e diversidade
Foto: AB-INBEV/Divulgação

Com certeza você lembra de algum comercial de cerveja. O enredo é sempre parecido: calor, copo suado, mulheres bonitas e um toque de humor. Pois a visão publicitária que dominou o mercado nas últimas décadas parece estar com os dias contados. De olho num público cada vez mais diversificado e politizado a AB-Inbev norte-americana lançou bibliotecas de material fotográfico para substituir fotos que retratam uma “falta de diversidade” em anúncios publicitários e reportagens sobre o setor. A empresa diz que o projeto Elevate está procurando disseminar fotos de mulheres, orientais, negros e hispânicos apreciando cerveja, ao invés de apenas homens brancos. As fotos – como a acima – estão disponíveis sem royalties para designers, empresas de marketing, empresários e jornalistas. 

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RECALL DE CERVEJA

Uma cervejaria canadense teve que recolher todo um lote de cerveja sem glúten e sem álcool porque o produto chegou ao mercado com inexplicáveis 3,4% de teor alcoólico. A Glutenberg pediu desculpas aos consumidores e jura que recolheu a maior parte do lote ainda nos distribuidores.


Foto: Glutenberg/Divulgação

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REFRIGERANTE BRISADO

Semana passada a coluna comentou a repercussão no mercado cervejeiro depois que uma startup canadense anunciou a produção de uma cerveja à base de folhas caules e raiz de cannabis. Pois o setor continua aquecido. A norte-americana California Dreamin levantou impressionantes US$ 2,3 milhões de investidores para ampliar a produção de refrigerante de cannabis. A bebida tem sabores de frutas, não leva açúcar ou conservantes e é considerada uma alternativa à cerveja e outras bebidas com baixo teor alcoólico. O mercado inicial são distribuidores licenciados da Califórnia, mas a demanda vem aumentando nos Estados Unidos e já há até embalagens “certificadas para crianças”. No rol dos financiadores do projeto da California Dreamin estão Paul Buchheit, criador do Gmail e a aceleradora Y Combinator, que ajudou no desenvolvimento de Airbnb e Dropbox. Uma demonstrações de que a indústria de bebidas pode ter que rever suas estratégias em breve, como bem aponta e revista The Drink Business.  

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LATINHA CHIQUE 

Como se diferenciar na gôndola do supermercado, e conquistar o consumidor de cerveja que tem cada vez mais opções? A alemã Beck’s tentou resolver o problema inovando na embalagem. A latinha tradicional foi substituída por uma lata de alumínio escovado em formato de taça de espumante e o rótulo gravado à laser. A intenção da cervejaria é se destacar no ponto de venda e ocupar espaço em ambientes mais refinados como galerias de arte. Por enquanto a lata chique é encontrada apenas na Alemanha.


Foto: BECK’S/Divulgação

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ÁLCOOL NA COCA 

A primeira bebida alcoólica produzida pela Coca-Cola chegou ao mercado japonês este mês. A Lemon-Do é uma bebida gaseificada sabor limão, vendida em latas e que tem versões com 3%, 5% e 7% de teor alcoólico. A ideia é competir num mercado dominado pela Kirin, que produz chuhai e highball, duas bebidas à base de suco de frutas ou refrigerante e com baixo teor alcoólico. Se o desempenho convencer, o Lemon-Do pode ser levado para outros países.


Foto: Coca-Cola/Divulgação

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SHOT

Qual o futuro das cervejarias artesanais? O crescimento dos últimos anos é sustentado? E como cativar novos consumidores? Carlo Lapolli, presidente da Associação Brasileira das Cervejarias Artesanais (Abracerva), fez algumas reflexões sobre o tema nessa quinta-feira (31). Leitura obrigatória para quem empreendeu, ou pretende empreender no segmento.

Começa nessa sexta-feira (03) a 2ª. edição do Passeio Ipa Festival, em Balneário Camboriú.  Seis cervejarias artesanais devem apresentar suas criações e restaurantes do local vão oferecer pratos que harmonizam com esse estilo de cerveja. Os valores variam de R$ 19,90 a R$ 42, já incluindo a cerveja.

De olho no mercado colombiano – um dos dez principais mercados importadores do vinho brasileiro – seis vinícolas gaúchas participam da 13ª Expovinos neste fim de semana em Bogotá: Arbugeri, Casa Perini, Miolo, Mioranza, Salton e Santini. No ano passado as vinícolas brasileiras exportaram o equivalente a US$ 15 milhões, crescimento de 17,3% em relação ao ano anterior.

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Redação Making Of

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