Fevereiro 09, 2020

Cine&Séries: vírus, contágio, epidemia, pandemia...

Cine&Séries: vírus, contágio, epidemia, pandemia...
Contágio/Foto: Claudette Barius / Warner Bros. / Reprodução

Confesso que relutei a entrar no tema, mas acabei vencida pela obsessão que tomou conta do planeta diante do coronavírus. E vamos combinar: é mesmo apavorante. Estamos quase monotemáticos, só falamos da doença que começou na China e está se espalhando pelo mundo. Melhor se fosse apenas um roteiro de filme, pois o cinema já se ocupou do assunto várias vezes. Mas, infelizmente, não é.

Deixando o real para os cientistas, vamos ver como a ficção retratou o terrível inimigo que a gente nem vê a olho nu e mesmo assim pode dizimar populações. Vírus, epidemia, contágio, pandemia...tudo é matéria-prima quando a intenção é mexer com os nervos do público. Produtores, roteiristas e diretores usam e abusam do gosto da platéia por sentir medo.

Embora não morra de amores pelo tema, selecionei alguns de que gosto bastante. Deixei de fora os de epidemias que transformam as pessoas em zumbi. Mas há tantos outros que dá pra voltar a este argumento sombrio outras vezes. Só espero que sem inspiração na vida real!

Boa leitura, bons filmes.

Até a próxima semana.

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CONTÁGIO – direção: Steve Soderbergh – 2011

Só podia abrir com ele ! A história é tão semelhante a da crise do coronavírus que até arrepia. Dirigido pelo ótimo Soderbergh, Contágio segue o rápido progresso de um vírus letal, transmissível pelo ar, que mata em poucos dias. Uma mulher que volta da China (?!) morre de suposta gripe contraída lá.  Como a epidemia se espalha rapidamente, a comunidade médica mundial inicia uma corrida para encontrar a cura e controlar o pânico que se espalha mais rápido do que o próprio vírus. Ao mesmo tempo, pessoas comuns lutam para sobreviver em uma sociedade que está desmoronando. E o final? Bem...

O elenco é estelar: Matt Damon, Kate Winslet, Laurence Fishburne, Jude Law, Marion Cotillard, Gwyneth Paltrow e Bryan Cranston

 

O ENIGMA DE ANDRÔMEDA – direção: Robert Wise – 1971 (minissérie: 2008)

O filme é uma adaptação do livro de Michael Crichton, um dos mais prestigiados autores de ficção científica de sua geração, publicado originalmente em 1968. A trama: um satélite espacial cai em uma pequena cidade do Arizona, trazendo um vírus letal que pode causar uma catástrofe biológica de proporções nunca vistas. O governo americano reúne um grupo secreto, composto pelos mais renomados cientistas em suas respectivas áreas, e os instala em um sofisticado laboratório para que descubram a cura para o vírus, antes que seja tarde demais.

Lembro que o filme me decepcionou um pouco porque eu acabara de ler o livro e tinha gostado muito. O desenvolvimento da história ficou aquém da minha imaginação, embora o início seja eletrizante.  Gostaria de rever para tirar a dúvida. Não cheguei a ver a minissérie (foto), produzida pelos irmãos Scott, Ridley e Tony, em 2008.

 

EPIDEMIA – direção: Wolfgang Petersen – 1995

Dustin Hoffman interpreta um coronel-médico do exército americano e chefe do departamento de pesquisas epidemiológicas. Ele investiga uma nova doença contagiosa, que mata em pouquíssimo tempo e já dizimou um acampamento militar na África. Em virtude de um macaco ter sido levado de forma clandestina para os Estados Unidos, uma população de uma pequena cidade americana começa a apresentar os mesmos sintomas da doença, porém o contágio se desencadeia muito mais rapidamente, assim o exército coloca a cidade sob quarentena. Mas quando o cientista do exército tenta ajudar a população é inexplicavelmente afastado do caso. O elenco traz também Morgan Freeman e Rene Russo.

 

OS 12 MACACOS – direção: Terry Gilliam – 1995

Baseado no curta-metragem francês Le Jetèe (1962), Os 12 Macacos rendeu um filme e uma minissérie. A trama: no ano de 2035, James Cole (Bruce Willis) aceita a missão de voltar ao passado para tentar decifrar um mistério envolvendo um vírus mortal que atacou grande parte da população mundial. Tido como louco, no passado, ele tenta provar a sua sanidade para a médica Kathryn Railly (Madeleine Stowe), sua única esperança de mudar o futuro. Brad Pitt acabou ganhando o Globo de Ouro de Melhor Ator Coadjuvante pelo papel de um companheiro de hospício de Bruce.

A versão em minissérie está disponível no canal SyFy.

 

ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA – direção: Fernando Meirelles – 2008

O português José Saramago já tinha recusado várias tentativas de adaptação de seu livro para o cinema até se sentir confiante com Fernando Meirelles. Ele sempre alegou que o "cinema destrói a imaginação", mas o trabalho de Meirelles foi tão primoroso que arrancou lágrimas de contentamento do escritor na estreia.  Não foi fácil passar para as telas a história de uma inexplicável epidemia de cegueira  que atinge uma cidade. Chamada de "cegueira branca", já que as pessoas atingidas apenas passam a ver uma superfície leitosa, a doença surge inicialmente em um homem no trânsito e, pouco a pouco, se espalha pelo país. À medida que os afetados são colocados em quarentena e os serviços oferecidos pelo Estado começam a falhar as pessoas passam a lutar por suas necessidades básicas, expondo seus instintos primários. Nesta situação a única pessoa que ainda consegue enxergar é a mulher de um médico, que juntamente com um grupo de internos tenta encontrar a humanidade perdida. O elenco reúne Julianne Moore, Mark Ruffalo, Alice Braga e Gael Garcia Bernal. Filmaço!

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FORA DE SÉRIE

PANDEMIA – MINISSÉRIE – 6 EPISÓDIOS – 2020

Esta minissérie é documental e mostra os esforços dos profissionais de saúde para evitar uma nova pandemia como a da gripe espanhola que matou milhões de pessoas em todos os continentes. Anterior ao surgimento do novo coronavírus , cada episódio mostra o que está sendo feito para que novas enfermidades não se tornem os vetores de uma catástrofe em escala global, o esforço heróico dos médicos e cientistas em várias partes do mundo e também o prejuízo que o movimento anti-vacina pode trazer para o sucesso da prevenção.

Pandemia está disponível na Netflix.

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LEMBRETE OSCAR!

Já falei demais sobre o Oscar na coluna, fiz até prognósticos, então hoje  é só para lembrar que a cerimônia acontece domingo, 09/02. No Brasil vai ser transmitido pelo canal fechado TNT, a partir das 20h30 e no aberto pela Globo, após o Fantástico. Pra quem curte ver a chegada dos astros e os looks no tapete vermelho (euzinha!), o canal E! mostra a partir das 18h10.

É possível acompanhar também pela internet, através da Globoplay, do TNT GO e trechos no YouTube.

Bora lá torcer para seus favoritos e para o documentário Democracia em Vertigem, da brasileira Petra Costa! Depois a gente conversa.

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THE END: ADEUS

Não poderia terminar sem falar na despedida de Kirk Douglas, aos 103 anos. Ele encerra uma era de grandes atores como Burt Lancaster, Charlton Heston, Gregory Peck... Além de ótimo intérprete em Spartacus, Glória feita de sangue, A montanha dos 7 abrutres, entre outros, Kirk  era bom caráter e ajudou o roteirista Dalton Trumbo, perseguido durante o macarthismo. Para matarmos a saudade, ele deixa o filho Michael Douglas, que a medida que envelhece está ficando a cara do pai. Descanse em paz, Kirk, e mande lembranças ao Burt Lancaster. Obrigada.

(*)Fotosdivulgação/reprodução

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Brígida Poli

Brígida Poli

Jornalista, cinéfila desde criancinha e maníaca por séries de TV desde "Os Sopranos". Não se considera crítica de cinema, pois não consegue deixar o coração de lado na hora de avaliar um filme. Adora falar e escrever sobre o assunto e tenta chamar a atenção para as grandes obras cinematográficas que as novas gerações desconhecem. Concorda com o mestre Federico Fellini quando ele disse que "o cinema é um modo divino de contar a vida".

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