Outubro 23, 2019

O colunismo depois dos jornais impressos

O colunismo depois dos jornais impressos

Vida digital é vida nova para quem acabou de sair do impresso. As diferenças são significativas. Algumas beneficiam os leitores que vão acompanhar a migração, outras exigem novas atitudes de quem produz conteúdo.

Quem redige tem que levar em consideração que a perspectiva de espaço é diferente. O leitor não tem mais oportunidade de abrir duas páginas de papel para ideia do todo. O foco será no texto principal. Se não chamar a atenção, o resto não será lido.

Há menos paciência na internet. Dificilmente alguém vai abrir o conteúdo duas vezes, ir e voltar. 

Notícias curtinhas, só para dar recado a amigos e assessorias, estão condenadas. Não há tempo para isso do "só para agradar".

O ghost writer, aquele colaborador de texto final, nem sempre com intenções claras, vai perder espaço. O autor vai ter que trabalhar todos os textos e assumir o conteúdo. Na internet, o que não é autoral é facilmente identificável.

Em muitos casos, control c control v, revelam as verdadeiras fontes. Igualmente notinhas patrocinadas serão mais facilmente identificáveis.

O trabalho será maior. Não há mais deadline e horário de publicação e leitura, não dá para guardar para ser lido depois. A web é abrangente e a competição maior.

A atualização é permanente. Não há descanso. O número de leitores ao mesmo tempo é uma das diferenças. Pode ser sempre mais de um ao mesmo tempo. E todos têm direito a opinar. A contrário do impresso, a repercussão é instantânea.

Tudo exigirá mais trabalho. O terreno é bem mais amplo na internet e o que não é relevante é descartado. A competição é maior.

Então, se é vida nova para eleitores e produtores, tem o lado positivo que vem sempre depois de uma crise. É só aproveitar!

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Claiton Selistre

Claiton Selistre

Jornalista formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, foi diretor de Jornalismo por 25 anos da RBS TV, TVCom e Rádio CBN/Diário em Santa Catarina. Antes atuou na  Rádio e TV Gaucha do grupo RBS e em redações de jornal, rádio e tv do grupo Caldas Jr. em Porto Alegre. Foi também repórter da na Sucursal do Jornal do Brasil. Planejou e Coordenou coberturas multimídia nas Copas do Mundo de Futebol na Alemanha, Argentina, Espanha, México, Itália, Estados Unidos, França e Japão/Coréia. Dirige a Making of há seis anos.

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