Agosto 21, 2017

Começou a campanha suja pela internet

O falso WhatsApp atribuído ao diretor do Fantástico, divulgado na semana passada, é uma pequena amostra do que os marqueteiros digitais do mal estão preparando para a próxima campanha eleitoral (Leia aqui). Eles já estiveram em atividade em 2014, mas agora parecem mais instrumentalizados e já estão com dinheiro no bolso para criar fake news e desconstruir.

O jornalista Luiz Nascimento foi a vítima mais visível até agora, mas diariamente centenas de falsos blogs estão sendo distribuídos e, o que é pior, repassados até por aquelas pessoas que sabem do objetivo maldoso. É um hábito quase impensado de dividir com os outros mesmo factóides, criando uma verdadeira pirâmide de desinformação.

A internet é um espelho da opinião múltipla de quem a acessa diariamente e não tem dono. Quase uma "vala comum", como foi dito em evento recente da comunicação em Florianópolis, mas o mesmo se poderia dizer de jornais, rádios e TV, guardadas as proporções. Os meios tradicionais não são um reflexo da postura do público, mas sim dos donos, alguns com agenda escondida outros nem tanto.

Tradicional ou não, cabe a nós a escolha do que ver, ouvir e ler. No caso da internet está em nossas mãos bloquear os falsos, para evitar que 2018 se torne a campanha eleitoral mais suja da história.

A propósito disso, os TREs já deveriam estar se organizando para atuar online desde agora. É difícil, requer investimento, mas a Justiça Eleitoral tem que entrar na era digital para pesquisar, agir e neutralizar as gangues que querem interferir na opinião dos eleitores.

  • NSC

Depois de algumas indecisões a longo prazo, desde que comprou a RBS SC, o marketing da NSC Comunicação se recuperou no lançamento da nova empresa. O evento foi prestigiado e bem organizado.  

Dois pontos dos discursos chamaram a atenção. O primeiro, quando o presidente da Globo, Roberto Irineu Marinho, lembrou que a empresa já está no estado há 48 anos, desde que a programação foi veiculada pela Coligadas de Blumenau, ou seja, 10 anos antes da RBS se instalar aqui. Sai RBS, entra NSC, mas a cabeça de rede é a mesma. É o resumo do que ele disse.  

O outro texto, escrito por autor experiente, foi lido pelo presidente do novo grupo, Carlos Sanchez, em que se posicionou os princípios éticos que vão nortear os profissionais. Era uma manifestação que faltava, embora o que tenha dito é o que se espera em comunicação: ética e independência.

A campanha da NSC continua no ar e provavelmente deve se esgotar em breve para não caracterizar exagero em detrimento do produto. Sempre há o risco de alguém se achar maior do que o momento, como quem teve a ideia de pedir batedores da PM para escoltar o presidente da Globo e a comitiva na passagem por aqui, negado, conforme registro de Paulo Alceu na coluna do jornal Notícias do Dia.

Claiton Selistre é jornalista.

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Claiton Selistre

Claiton Selistre

Jornalista formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, foi diretor de Jornalismo por 25 anos da RBS TV, TVCom e Rádio CBN/Diário em Santa Catarina. Antes atuou na  Rádio e TV Gaucha do grupo RBS e em redações de jornal, rádio e tv do grupo Caldas Jr. em Porto Alegre. Foi também repórter da na Sucursal do Jornal do Brasil. Planejou e Coordenou coberturas multimídia nas Copas do Mundo de Futebol na Alemanha, Argentina, Espanha, México, Itália, Estados Unidos, França e Japão/Coréia. Dirige a Making of há seis anos.

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