Setembro 02, 2019

Como não narrar um gol

Como não narrar um gol
Reprodução

Desculpem, previamente, pela divagação, mas se existe algo que me deixa admirado é acompanhar narração e comentário de futebol na cabine de estádio. Salvo raras exceções, é uma forma de comunicação criativa, potente, instantânea, magnífico exemplo de superação, com muita emoção.

Falo isso a pretexto de lembrar Haroldo de Souza, um veterano narrador, nascido no Paraná com atuação no Rio Grande do Sul, tanto na Guaíba como na Gaúcha. Conheço ele muito bem, pois trabalhamos em várias oportunidades.

Por isso, não me surpreendeu a atitude dele em Inter x Flamengo, quando não narrou o gol de Gabriel Barbosa. Existe algo mais inédito que isso?

 

Internet

Sete entre cada dez brasileiros usam internet. O dado é estrondoso, conforme reportagem aqui na página da Making Of. É por causa de dados como esse, que estão mudando a relação das pessoas com a mídia tradicional – TV, rádio e jornal. A mudança é brutal e será mais fulminante ainda nos próximos meses, impactando fortemente tudo que tem a ver com a forma de comunicar.

Uma pena que, na contramão do que já está ocorrendo, estávamos vendo péssimos exemplos na mídia, uma espécie de “volta ao futuro” às avessas. Tem muito coisa ruim sendo feita e o resultado será o seguinte: quando a audiência cair será de vez, nunca mais vai recuperar.

Infelizmente.

 

O que vem por aí

Um jogo muito pesado está sendo disputado em Brasília, a pedido de Donald Trump: o Brasil vai mudar a legislação dos canais pagos, eliminando a proibição de propriedade cruzada: dono de distribuidora não podia, até agora, ser também detentora de conteúdo. O objetivo da mudança é facilitar a negócio AT&T com a Time Warner, juntando no Brasil em uma mesma operação SKY, HBO e Turner.

De quebra, a AT&T fica liberada para comprar (e salvar) a Oi, bloqueando a entrada dos chineses em nosso mercado.

A Globo, antes, era contrária a propriedade cruzada, mas mudou de ideia. O futuro passa por aí: produzir e entregar conteúdo no momento em que o cliente quer.

O atual sistema de emissão via cabo está a caminho da morte.

 

“Help”

Ainda bem que no meio de leões, vingadores, Aladins, velozes e furiosos, surge um filme que conquista nossa simpatia imediata. Para nossa salvação. Danny Boyle é o autor do filme que transforma um ator britânico descendente de indianos em um surpreendente cover dos Beatles.

Há cenas muito engraçadas e inúmeras referências explícitas e indiretas, aos quatro gênios musicais de Liverpool.

Em alguns momentos parece um rápido replay do filme recente que homenageou o Queen, na antológica cena final no estádio de Wembley. Em “Yesterday”, o ator surge no telhado de um hotel (referência a Let it be), diante de um grande público, para cantar “Help”.  

Que momento!

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Claiton Selistre

Claiton Selistre

Jornalista formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, foi diretor de Jornalismo por 25 anos da RBS TV, TVCom e Rádio CBN/Diário em Santa Catarina. Antes atuou na  Rádio e TV Gaucha do grupo RBS e em redações de jornal, rádio e tv do grupo Caldas Jr. em Porto Alegre. Foi também repórter da na Sucursal do Jornal do Brasil. Planejou e Coordenou coberturas multimídia nas Copas do Mundo de Futebol na Alemanha, Argentina, Espanha, México, Itália, Estados Unidos, França e Japão/Coréia. Dirige a Making of há seis anos.

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