Abril 26, 2019

Como o Cinema (re)trata suas divas

Como o Cinema (re)trata suas divas
Rita Hayworth em Gilda

A indústria do cinema criou muitas divas, principalmente Hollywood na chamada Era de Ouro. Com vidas pessoais conturbadas e até trágicas, as estrelas dos anos 40 tinham uma imagem meio etérea, de sonho, algo inatingível. Sempre em busca de rostos perfeitos que encantassem a cada close, os estúdios chegaram a alargar a testa de Rita Hayworth através de eletrólise (bem antes dos métodos modernos de hoje, pensem...) e trocaram o cabelo castanho pelo ruivo intenso. Tal transformação valeu à Rita uma das imagens mais sensuais e icônicas da história do cinema. Nome diferente – o real era Margarita Carmen Cansino – rosto diferente, sotaque corrigido, ela costumava dizer que "os homem deitam-se com Gilda e acordam comigo", referindo-se ao seu papel mais famoso que dá nome ao filme dirigido por Charles Vidor em 1946. O slogan "nunca houve uma mulher como Gilda"pesou sobre seus ombros até o fim. Rita casou cinco vezes, inclusive com o genial diretor e ator Orson Welles e com o príncipe Ali Khan, tornando-se princesa antes de Grace Kelly. Na década de 60, ela começou a apresentar sintomas diagnosticados como decorrência do alcoolismo, mas na verdade Rita estava com o Mal de Alzheimer. Só em 1981, a medicina chegou a essa conclusão. Ela morreu em 1987, aos 68 anos.

Esta é só uma das muitas histórias de vida de grandes estrelas que renderam filmes. Depois de interpretar papéis fictícios, elas viraram personagem. Nesta seleção podemos entender um pouco como o cinema trata suas criaturas. O tema é também uma homenagem às mulheres que, apesar de seus dramas pessoais, conseguiram encher as telas de emoção e beleza.

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GRACE KELLY

Nascida na Filadélfia, Grace Patrícia Kelly fazia parte de uma família de classe média alta e nunca passou necessidade na vida, coisa rara na biografia das grandes divas. Quando decidiu ser atriz teve que enfrentar a ira do pai que achava a profissão coisa de prostituta. Mesmo assim, Grace estreou nas telas aos 22 anos. Foi no seu segundo filme, o famoso western Matar ou Morrer que ela chamou a atenção dos grandes estúdios. Indicada ao Oscar por Mogambo, 1953,  levou a estatueta de Melhor Atriz por Amar e Sofrer, em 1954. Um ano depois, sua vida mudaria para sempre. Ela conheceu o príncipe Rainier III em Cannes e trocaram cartas durante um ano. Em 1955, Grace aceitou seu pedido de casamento e deixou o cinema para virar Princesa de Mônaco. Seu vestido de noiva é um ícone até hoje, confirmando que ela foi uma das atrizes mais elegantes da história do cinema. Teve três filhos com Rainier e os rumores não davam o casamento como feliz. Grace Kelly morreu em um acidente de carro em 1982, aos 52 anos.

 

Grace- A princesa de Mônaco – direção  Olivier Dahan – 2014

Coube a outra diva dos tempos modernos interpretar Grace Kelly no cinema: Nicole Kidman. O filme mostra um pequeno período da vida de Grace Kelly. A princesa luta para encontrar o seu lugar no pequeno principado de Mônaco, mas tem desejo de aceitar o convite de Alfred Hitchcock para voltar ao cinema. Ela não pôde aceitar e o papel de "Marnie" acabou ficando com Tippi Hedren ( de Os Pássaros). Enquanto isso, seu marido, o príncipe Rainier se envolve em uma tensa disputa com o presidente francês Charles De Gaulle. A crítica não morre de amores pelo filme que foi quase vaiado na estréia no Festival de Cinema de Cannes. Muitos consideraram Nicole Kidman velha para o papel, mas eu não gosto mesmo é da escolha de Tim Roth para interpretar o príncipe de Mônaco. Nicole ao menos tem a elegância e o ar etéreo da grande diva Grace Kelly.

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MARILYN MONROE

Seus papéis sensuais e a morte precoce transformaram Marilyn Monroe em um dos maiores ícones do cinema. Assim como James Dean, morto aos 24 anos, ela nunca envelheceu. Mesmo quem nunca viu um filme de Marilyn conhece seu rosto estampado em camisetas, canecas, posters... Nas telas, MM foi interpretada por, ao menos, sete atrizes diferentes. Os roteiristas abordaram desde sua transformação de Norma Jean (seu nome de batismo) em Marilyn, o símbolo sexual; seu envolvimento com o presidente norte-americano John F. Kennedy, com a inesquecível cena de MM cantando "Happy Birthday" para ele; sua morte divulgada como overdose de remédios para dormir ; até o mais recente, com Michelle Williams.

 

Sete Dias com Marilyn –  direção: Simon Curtis- 2011

A história é um recorte das gravações do filme O Príncipe Encantado, rodado em Londres, em 1957. O par romântico era o inglês Sir Laurence Olivier, considerado um dos maiores atores do mundo. O narrador é o jovem Colin Clark, ajudante no set de filmagem. Ele foi o guia da grande estrela na capital inglesa, ajudando-a a se afastar um pouco dos holofotes e da pressão das filmagens. Michelle Williams foi indicada ao Globo de Ouro pela interpretação da linda e melancólica estrela.

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JEAN HARLOW

Conhecida como a "Vênus Platinada", a loira sensual antecedeu Marilyn Monroe nas telas e na morte precoce. Em uma carreira que durou apenas dez anos, Jean estrelou mais de 30 filmes. A vida pessoal também foi agitada, com vários casamentos, um marido impotente e violento que se suicidou com uma pistola encharcada do perfume favorito da esposa e uma súbita doença durante as filmagens, em 1937. A mãe de Jean, adepta à religião Christian Science teria se recusado a levar a filha com dores abdominais ao hospital. Ela morreu no dia seguinte, aos 26 anos. O filme foi concluído usando dublês e lançado um mês após a morte da estrela.

 

Harlow- A Vênus Platinada – direção: Gordon Douglas– 1965

Cinco atrizes já intepretaram Jean Harlow nas telas. Por coincidência, dois filmes foram lançados no mesmo ano, ambos com o nome de "Harlow". Um foi em preto e branco, com Carol Linley no papel título; no outro, mais famoso, a protagonista foi Carrol Baker. Recentemente, Jean é aparece em O Aviador (2004), de Martin Scorsese. A intérprete é a pop star Gwen Stefani.

O filme de Gordon Douglas conta o início da carreira de Jean. Ela estava desempregada quando recebeu o convite de Arthur, um agente de Hollywood. No início, ela era chamada apenas para papéis secundários em comédias de baixo orçamento, mas depois se transformou na grande estrela cobiçada por todos os estúdios. Sua vida pessoal era um fracasso, ainda mais com seu desleal padrasto de olho na fortuna repentina.

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ELIZABETH TAYLOR

A menina de olhos cor de violeta já enchia a tela de beleza na infância, pois filmou pela primeira vez aos 10 anos. Virou uma estrela de primeira grandeza, mas ao longo da carreira mostrou que não era só bela, era também ótima atriz. Entre seus grandes papéis estão "A Megera Domada", " Quem tem medo de Virginia Wollf?", ambos com seu marido Richard Burton, e " Os pecados de todos nós", com Marlon Brando e "Um lugar ao sol", com o amigo que sempre protegeu, Montgomery Clift. Viveu sempre às voltas com problemas de saúde e cirurgias. Adorava pedras preciosas e foi dona dos maiores diamantes do planeta. Foi solidária com seu colega Rock Hudson, morto pela Aids quando ainda era o maior tabu, se manteve ao lado do amigo Michael Jackson durante suas agruras pessoais. Liz morreu em 2011, de insuficiência cardíaca crônica, aos 79 anos.

 

Burton & Taylor – direção: Richard Laxton – 2013

Bem antes de Brad Pitt e Angelina Jolie, houve um casal que incendiou a imaginação do público no mundo inteiro: Elizabeth Taylor e Richard Burton. O casal se conheceu durante as filmagens de Cleópatra, em 1963, ambos casados com outras pessoas. Foi paixão à primeira vista, casaram e se divorciaram duas vezes. A relação foi tumultuada bastante pelo vício em álcool de Burton, ator inglês de grande talento. Apesar de ter se casado oito vezes, Liz sempre deixou claro que ele fora o grande amor de sua vida. O filme mostra um recorte do relacionamento dos dois astros, entre os anos 60 e 70, e foi produzido pela BBC. Os protagonistas são Helena Bonham Carter e Dominic West.

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MARLENE DIETRICH

A alemã Marie Magdelene Dietrich von Losch, ou simplesmente Marlene Dietrich, além de atriz era cantora. Era conhecida também pelo famoso papel de "O Anjo Azul", do diretor austríaco que a "criou", Josef von Sterenberg. A figura um tanto andrógina, a voz rouca, a maneira como fumava, o papel pouco "decente" para a época, incendiaram as telas e Marlene tornou-se diva total. Depois de enfurecer Adolf Hitler ao se negar a fazer filmes pró-nazistas, ela foi para os Estados Unidos onde se tornou cidadã americana. Ela fez cerca de 20 filmes. Entre os mais importantes estão "Marrocos", "Testemunha de Acusação" e "O Expresso de Shangai". Morreu em 1992, aos 90 anos.

 

Marlene- o mito, a vida, o filme –direção:  Joseph Vilsmaier – 2000

Esse filme alemão sobre Marlene é pouco conhecido. O roteiro foca na polêmica personalidade do "anjo azul".  O papel título ficou com Katja Flint.

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AUDREY HEPBURN

Além de ser eleita a mulher mais bela do cinema, ícone da elegância e da moda, Audrey foi uma ótima atriz. Seus filmes mais famosos foram My Fair Lady, Bonequinha de Luxo, A Princesa e o Plebeu, Sabrina e Guerra e Paz, onde conheceu seu futuro marido, o ator Mel Ferrer. Sempre generosa e ativista, ela foi escolhida pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas para receber o Jean Hersholt Humanitarian Award, em 1993, por seu trabalho como embaixadora da Unicef. Audrey morreu no mesmo ano, aos 63 anos, e o prêmio foi entregue postumamente e recebido por seu filho, Sean Hepburn Ferrer.

 

A vida de Audrey Hepburn – direção:Steven Robman – 2000

O filme se passa no início dos anos 60, durante as filmagens de "Bonequinha de Luxo". Audrey começa a recordar toda a sua trajetória, iniciando quando ainda vivia em Bruxelas, na Bélgica, em meados dos anos 30. Audrey foi marcada pela separação dos seus pais. Sua mãe, Ella não suportava a ausência do marido, Joseph, que viajava a "negócios", fazendo propaganda dos nazistas. Quando estoura a 2ª Guerra Mundial, Ella, que era uma baronesa holandesa, achou mais seguro ir para sua terra natal por achar que a Holanda ficaria neutra, mas isso não aconteceu. Assim, a jovem Audrey testemunhou os horrores da guerra. Ela parte com a mãe para Londres, onde pretendia se tornar uma bailarina, mas seus sonhos acabam quando a professora diz que ela não tem altura nem talento. Começa a fazer pequenas participações em musicais e filmes e acaba brilhando no teatro. Hollywood a descobre e Audrey acaba se tornando uma grande diva do cinema. Infelizmente, Jennifer Love Hewitt que interpreta Audrey no filme, não tem o mesmo carisma e talento da biografada.

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INGRID BERGMAN

Vamos falar agora da minha diva favorita. Em 1939, a sueca Ingrid Bergman foi aos Estados Unidos apenas para refilmar "Intermezzo", um sucesso no país de origem. Quando Hollywood descobriu seu talento e beleza natural não quis mais abrir dela. Quando veio o mega sucesso "Casablanca", com Humphrey Bogart, ela se tornou uma estrela de primeiríssima grandeza. Como não queria ser apenas um rostinho bonito escreveu para o diretor italiano Roberto Rosselini, dizendo que queria filmar com ele. Quando se encontraram, se apaixonaram e passaram a viver juntos. O escândalo por Ingrid ter trocado o marido por Rosselini provocou o boicote a seus filmes nos EUA. Viveu muito tempo na Itália, quase exilada. Ingrid voltou aos EUA anos mais tarde, depois da separação causada pela infidelidade de Rosselini. Temerosa por não saber como seria recebida, Ingrid foi surpreendida pelo carinho do público. Os norte-americanos continuavam amando a talentosa atriz sueca. Escândalos pessoais à parte, Ingrid Bergman filmou com grandes diretores da época: Hitchcock, Ingmar Bergman, Sidney Lumet...Mais que uma estrela, foi uma senhora atriz.

 

Bergman & Magnani – A guerra dos vulcões – direção: Francesco Patierno – 2012

O documentário mostra o episódio entre Ingrid e a diva italiana Anna Magnani, ex-mulher de Rosselini. Quando ele foi rodar Stromboli com Ingrid, na mesma ilha onde Anna filmava Vulcano, a situação ficou pra lá de complicada. Magnani era tão explosiva quando o próprio vulcão. Ela tinha ciúmes da rival sueca desde que esta enviara uma carta dizendo que queria filmar com Rosselini. Reza a lenda que Anna jogou uma panela de spaghetti contra a parede quando descobriu o fato. Pouco depois, se separaram e o italiano casou com Ingrid. Claro, que esse reencontro nas ilhas eólicas não poderia ser uma calmaria. ( na foto Rosselini e Ingrid, filmando Stromboli).

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O LIVRO QUE VIROU FILME

 

FRANCES FARMER

Ela pode não ter sido exatamente uma diva, mas sua vida rendeu três filmes, três livros e até canções como a de Kurt Cobain, líder do Nirvana. Frances atuou no cinema, no teatro e na televisão. Tinha um comportamento rebelde e posições políticas que não se enquadravam na conservadora Hollywood. Com o tempo acabou sendo internada em vários hospitais psiquiátricos, onde sofreu tratamentos agressivos. Sempre se ouviu falar que a atriz teria sido lobotomizada, mas no livro Look Back in Love, escrito por sua própria irmã, isso não é confirmado. Em outro livro Will there really be a morning? especula-se sobre sua personalidade, a família e se Frances sofria de esquizofrenia paranóica, intensificada pelo álcool. Para as novas gerações, o nome de Frances Farmer é quase desconhecido, mas ela chegou a fazer vários filmes, entre os quais "Ódio no coração", "Meu filho é meu rival" e " O Ídolo de Nova York".

 

Frances – direção:  Graemme Cliford  - 1982

O livro que inspirou essa versão ( a melhor)  para o cinema foi Shadowland, algo como Terra das sombras. Jessica Lange brilhou no papel de Frances Farmer e acabou nomeada para o Oscar de melhor atriz em 1983, mas perdeu para Meryl Streep em A Escolha de Sofia. Dois papéis super dramáticos, duas interpretações maravilhosas. Difícil de escolher mesmo. Aqui, o personagem da mãe de Frances é central, uma mulher que parecia estar mais interessada no sucesso, fama e dinheiro que o cinema trazia do que com a saúde da filha. Faz tempo que assisti, mas embora tenha achado triste e revoltante não o considerei um dramalhão.

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É COISA NOSSA

LEILA DINIZ

Além de boa atriz, Leila Diniz ajudou a mudar o comportamento feminino, quebrando tabus sobre dizer palavrões, mostrar o corpo, falar de sexo e política, coisas que não "pegavam bem" para moças de família. Ousou até usar biquíni na praia quando estava grávida de sua filha, Janaína. Isso se deu em plena ditadura militar e Leila acabou acusada de subversão, foi perseguida e teve seus filmes boicotados. Entre seus principais trabalhos estão "Todas as mulheres do mundo", uma verdadeira declaração de amor do então marido, Domingos de Oliveira, "Fome de Amor" e "Edu Coração de Ouro". Infelizmente, o Brasil perdeu uma de suas maiores divas aos 26 anos. Leila voltava de um festival de cinema na Austrália quando o avião em que estava caiu matando todos a bordo.

 

Leila Diniz – direção: Luiz Carlos Lacerda – 1987

Louise Cardoso interpreta Leila, ao lado de Tony Ramos e Marieta Severo nos papéis de pais da atriz. Antonio Fagundes e Carlos Alberto Ricelli viveram os diretores Domingos de Oliveira e Ruy Guerra, com quem Leila foi casada. Louise recebeu o troféu de melhor atriz no Festival de Cinema de Brasília.

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FORA DE SÉRIE

Feud -Bette and Joan – 8 episódios – Fox Premium


Joan Crawford e Bette Davis

 

Se uma diva incomoda muita gente , duas divas rivais no mesmo filme quase levaram à loucura o diretor Robert Aldrich durante as filmagens de O que aconteceu a Baby Jane?. E não eram duas divas quaisquer, mas Bette Davis e Joan Crawford. A minissérie começa com Joan vivendo uma crise: o marido morreu, o dinheiro está acabando e os papéis diminuíram por causa da idade. Ela encontra o que considera um bom roteiro e instiga o estúdio a convidar Bette Davis para o papel de irmã dela no filme. Bette era um chamariz. As duas mulheres de temperamento forte e altamente competitivas transformaram os bastidores do filme num inferno. O resultado final um tanto exagerado do filme não impediu que Bette fosse indicada ao Oscar de Melhor Atriz, o que deixou Joan furiosa. Ela encontrou um jeito de boicotar Bette na cerimônia, subindo ao palco para receber o Oscar em nome de Anne Bancroft. Essa e outras histórias pessoais das duas divas estão em Feud, uma das melhores produções para TV no ano passado.

Para o papel dos dois ícones, duas atrizes à altura de Bette e Joan: Susan Sarandon e Jessica Lange. A minissérie está disponível no Fox Premium/Now/Net.


Susan Sarandon e Jessica Lange

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PALAVRA DE DIVA

Talentosas, bonitas e articuladas...Muitas dessas divas foram além da superfície da vida glamorosa e deram recados importantes sobre a vida e a profissão.

Às vezes eu penso que tenho o coração esculpido em pedra.- Frances Farmer

Sou egoísta, impaciente e um pouco insegura. Cometo erros, sou um pouco fora do controle e às vezes difícil de lidar, mas se você não sabe lidar com o meu pior, então com certeza, você não merece o meu melhor! – Marilyn Monroe

Sobre a minha vida, meu modo de viver, não faço o menor segredo: sou uma moça livre! – Leila Diniz

Lembre-se que se algum dia você precisar de ajuda, você encontrará uma mão no final do seu braço.À medida que você envelhecer, você descobrirá que tem duas mãos - uma para ajudar a si mesmo, e outra pra ajudar aos outros. – Audrey Hepburn

Quando os homens atingem uma certa idade, eles ficam com medo de crescer. Parece que quanto mais velhos ficam, mais novas são suas novas esposas.- Liz Taylor

Não quero estar casada com alguém que se sinta inferior pelo meu sucesso ou porque eu ganho mais dinheiro do que ele. – Grace Kelly

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FORA DA PAUTA

Com o coração dividido...

Saiu na semana passada a lista dos filmes que concorrerão à Palma de Ouro no Festival de Cannes, de 14 a 25 de maio, e o cinema brasileiro estará representado com Bacurau, de Kleber Mendonça. O Brasil já concorreu 35 vezes e ganhou apenas uma com O Pagador de Promessas, em 1962. É bom lembrar que esse é um dos festivais de cinema mais respeitados do mundo.

Normalmente eu torceria 100% para o Brasil, mas na lista está também o novo filme do meu diretor vivo favorito (quem acompanha a coluna está careca de saber...), o espanhol Pedro Almodóvar, Dolor y Gloria. E agora? Estoy com el corazón roto...

Uma curiosidade: o presidente desta edição será o diretor mexicano Alejandro G.Iñarritu, próximo do Brasil pela geografia e da Espanha pelo idioma. A ver.

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Na próxima terça-feira, novo tema, nova edição de Cine&Séries... Hasta la vista, baby!

THE END

(*)Fotosdivulgação/reprodução

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Brígida Poli

Brígida Poli

é jornalista. Cinéfila desde criancinha, converteu-se à mania das séries depois de assistir a "Os Sopranos". Não se considera crítica de cinema, apenas alguém que gosta de trocar ideias sobre a sétima arte.

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