Setembro 16, 2019

Como romper audiência histórica em TV

Como romper audiência histórica em TV

O filósofo disse há mais de 300 anos antes de Cristo que "somos aquilo que fazemos repetidamente". Trazendo para os dias atuais, poderíamos estar falando de certos hábitos de ver televisão. Pessoas assistem alguns programas mesmo quando entram em declínio de qualidade, repetindo o formato, sem inovações.

Para os concorrentes, a quebra de paradigma não ocorre de um dia para outro. É difícil mudar aquilo que uma geração consolidou. 

Em geral, para mudar, o telespectador tem que sentir-se recompensado. Os pressupostos para isso são:

1-profissionais diferenciados;

2-assuntos mais relevantes;

3-imagem empresarial fortemente comunitária; 

4-ações de marketing direcionadas ao público do horário;

5-investimento em diferenciais e rupturas de processo; 

6-pesquisas qualitativas que indiquem caminhos de atuação.

Pode ocorrer uma virada se menos itens forem atendidos, mas será lenta e gradual. Em casa, vão continuar no piloto automático, sem impulso de mudança 

 

Kíria vai embora 

A repórter Kíria Meurer está de mudança para São Paulo, priorizando no momento o relacionamento pessoal. Mas não há dúvidas que em breve ela estará recolocada no mercado.

Não é a primeira profissional que sai da NSC por decisão própria, nem será a última. Em 20 anos, ela chegou ao topo da carreira, atuando em projetos nacionais. Com trabalho metódico e detalhado, ela conquistou merecido espaço no jornalismo e aqui não tinha mais perspectivas.

Aliás, tema que é a maior preocupação do pessoal que fica, já que as oportunidades diminuem e os salários encolhem. Quem pode vai embora, quem precisa fica e enfrenta um leão por dia, ao trabalhar com menos recursos e chefias sem grandes metas 

À Kíria, cuja carreira acompanhei desde o início na RBS TV, desejo sucesso nos novos desafios, como outros profissionais que seguiram o mesmo caminho anos atrás, entre eles Marcos Losekann e Sônia Bridi.

*a foto que ilustra a coluna foi escolhida pela Kíria para representar o momento de felicidade, em viagem à Grécia.

 

Midia x Bolsonaro

Ao contrário do que seria desejável, a guerra entre a família Bolsonaro e a mídia - leia-se Globo - não dá sinais de arrefecimento. Na semana passada declarações e reportagens aumentaram o nível de tensão entre as partes.

Aquelas que seriam matérias jornalísticas válidas, como investigar as denúncias de que o vereador Carlos Bolsonaro tem empregados fantasmas no Rio e pratica a "rachadinha", se mistura com outros questionamentos duvidosos como reportagem da Época. A revista da Globo colocou um repórter, sem identificação, para assistir cinco sessões de coaching da nora do presidente e produzir um material sem sentido. Para quê?

O presidente, mesmo hospitalizado, disparou críticas generalizadas à imprensa enquanto o outro filho, Eduardo, postava críticas contundentes e desbocadas.

Bolsonaro e os filhos deveriam se preocupar em governar o País e não criar problemas para a própria gestão. E a imprensa a produzir matérias relevantes sem represálias. Alguém tem que parar com este ciclo já, em atitude madura e inteligente. Está faltando quem se habilite. 

 

JN

A coluna registrou de forma positiva o chamamento de âncoras locais para comemorar os 50 anos do Jornal Nacional. São profissionais que aproveitam o espaço aos sábados para valorizar os estados que vieram.

Sábado passado, no entanto, foi demais. A apresentadora citou o Amazonas várias vezes como "meu", em bairrismo exacerbado. E o colega, vindo do Paraná, com história na RPC, afiliada da Globo, foi um verdadeiro "susto" de imagem no telespectador.

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Claiton Selistre

Claiton Selistre

Jornalista formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, foi diretor de Jornalismo por 25 anos da RBS TV, TVCom e Rádio CBN/Diário em Santa Catarina. Antes atuou na  Rádio e TV Gaucha do grupo RBS e em redações de jornal, rádio e tv do grupo Caldas Jr. em Porto Alegre. Foi também repórter da na Sucursal do Jornal do Brasil. Planejou e Coordenou coberturas multimídia nas Copas do Mundo de Futebol na Alemanha, Argentina, Espanha, México, Itália, Estados Unidos, França e Japão/Coréia. Dirige a Making of há seis anos.

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