Novembro 07, 2018

Comunicar em tempos de cólera e verba escassa

Comunicar em tempos de cólera e verba escassa

Diante do desafio da esfinge de Tebas, na mitologia, só haviam duas saídas: resolver o enigma ou ser devorado por ela. Tem sido assim na Comunicação desde o surgimento da internet. Quem não a decifrou está sendo devorado ou ainda vai ser. Negócios tradicionais em declínio, novos negócios começando a engatinhar. Os mais ousados se mexeram primeiro e já comemoram vitórias. O New York Times mantém a linha de informação e substituiu com êxito assinantes do papel para três milhões no digital (aqui).

A grande maioria ainda não respondeu a pergunta e está com uma perna no produto tradicional e outra no novo. A tendência se não escolher o lado correto é cair de quatro. Famílias milionárias, donas de negócios pelo mundo a fora, estão entregando os anéis para não perderem os dedos. Aqueles que ficam em cena, apenas pelo business, já são vistos pelo consumidor com desconfiança. Perdem, aos poucos, a credibilidade.

E o jornalista no meio de tudo isso? Momento extremamente delicado. Mercado em enxugamento, mais demissões à vista, verbas publicitárias escassas, dependência do dinheiro de governo, pressões de dentro e de fora. Mas em tese quem tem a vida pautada pela ética não se deixa corromper, mesmo estando em ambiente hostil. E de novo, de dentro e de fora. No ambiente político nacional o patrulhamento está exacerbado por causa das eleições. Até atores da Globo que apoiaram determinado candidato estão sendo “agredidos moralmente” pelos outros (aqui).

Quem sobreviver ao turbilhão estará apto aos desafios do ano 2020 em diante, que deverá ser cada vez mais voltado para a internet, que traz outro tipo de satisfação ao profissional: a repercussão imediata e sincera do que foi postado. Os processos serão modificados, pois o usuário saberá claramente o que é de interesse dele, da empresa que o veiculou ou da pessoa que escreveu. Até lá, alguns serão devorados pelo caminho diante da esfinge sem decifrar o enigma.

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Claiton Selistre

Claiton Selistre

Jornalista formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, foi diretor de Jornalismo por 25 anos da RBS TV, TVCom e Rádio CBN/Diário em Santa Catarina. Antes atuou na  Rádio e TV Gaucha do grupo RBS e em redações de jornal, rádio e tv do grupo Caldas Jr. em Porto Alegre. Foi também repórter da na Sucursal do Jornal do Brasil. Planejou e Coordenou coberturas multimídia nas Copas do Mundo de Futebol na Alemanha, Argentina, Espanha, México, Itália, Estados Unidos, França e Japão/Coréia. Dirige a Making of há seis anos.

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