Dezembro 12, 2019

CRÈME DE LA CRÈME

CRÈME DE LA CRÈME
Monte Agudo/Divulgação

A encantadora família Rojas Ferraz (foto) apresentou na última quinta-feira (05) os novos lançamentos da vinícola Monte Agudo, de São Joaquim.

Os lotes são pequenos e com características muito peculiares. É o caso do espumante extra brut Sinfonia Blanc de Blancs, produzido somente com uvas Chardonnay. Os outros dois lançamentos são da série Expressões de Altitude. A ideia é empregar esse selo somente para vinhos especiais, que vão ser produzidos eventualmente, apenas quando a qualidade das uvas for excepcional. O crème de la crème da vinícola.

O primeiro desta série especial é o Chardonnay 2017, que passou dez meses em barris de carvalho. O vinho continua refrescante – com aroma de abacaxi e maçã – mas ao mesmo tempo levemente amadeirado e com notas de baunilha e manteiga.

O outro é o Cabernet Sauvignon 2012 (uma safra icônica). Os 20 meses em barrica francesa de primeiro uso, domaram os taninos e evidenciaram um aroma fantástico de cassis e amora.

Como comentei, tratam-se de vinhos especiais, com uma produção super restrita: Apenas 897 garrafas do Cabernet e 1.100 do Chardonnay.

O evento foi na Santa Adega em Florianópolis e reuniu amigos da família, jornalistas e clientes da vinícola (fotos).  

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VINHO COM DNA NACIONAL


Epamig/Divulgação

Bons vinhos são armazenados e envelhecidos em carvalho francês ou americano, certo? É fato. Mas se depender da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), esse conceito pode estar com os dias contados.

Pesquisadores estão avaliando se madeiras nacionais como ipê-amarelo, castanha-do-pará e jequitibá podem ser usadas para a fabricação de barris. Além de reduzir a dependência do carvalho importado o uso de madeiras nativas pode garantir características únicas aos vinhos nacionais

“Ao envelhecer vinhos brasileiros em madeiras originais do nosso país, acreditamos que teremos mais um atrativo para o usuário brasileiro, além de um diferencial para o consumidor externo”, avalia a pesquisadora Renata Vieira.

Para o estudo, os pesquisadores utilizam o Syrah produzido no Sul de Minas e comparam amostras desse vinho envelhecidas em diferentes madeiras – inclusive carvalho.

As primeiras análises mostram que as madeiras brasileiras não alteraram características importantes do vinho e tem agradado os degustadores. A castanha-do-pará e jequitibá madeiras tem se mostrado mais viável até agora.

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NO ESPAÇO


SpaceX/Divulgação

A SpaceX, companhia espacial do bilionário Elon Musk, levou ao espaço há alguns dias mais uma carga para abastecer a Estação Espacial Internacional (ISS). Em meio a diversos materiais de pesquisa, um chama atenção. É um lote de grãos de cevada para que os astronautas estudem os efeitos da gravidade no desenvolvimento das plantas e no processo de maltagem dos grãos.

Além de usada na fabricação de alimentos, a cevada é o cereal mais empregado na fabricação de cerveja puro malte, whiskys e outros destilados.

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ÁLCOOL FREE


Heineken/Divulgação

Confirmando a tendência de aumento no consumo de bebidas sem álcool ou com baixo teor alcoólico, a Heineken acaba de lançar no Brasil a 0.0. A puro malte foi criada na Holanda em 2017 e, segundo a cervejaria, tem sabor idêntico à Lager tradicional.

A garrafa verde continua em uso, agora acompanhada de um rótulo azul. A bebida tem 69 calorias e deve chegar ao mercado brasileiro, de fato, no começo de 2020.

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vinhos cervejas cerveja artesanal drinks destilados whiskey gastronomia portal makingof
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Jefferson Douglas da Silva

Jefferson Douglas da Silva

Jefferson atuou por mais de 25 anos em jornais e emissoras de televisão de Chapecó, Blumenau, Joinville e Florianópolis. Foi repórter, editor, apresentador e gestor de equipes de TV, entre elas a chefia de redação da RBS TV. Como jornalista – e descendente de italianos – pode conhecer em detalhes a rotina de cantinas e alambiques que produzem vinho colonial e cachaça no Oeste do estado. Fez cursos de coquetelaria (Senac) e produção artesanal de cerveja (Escola Superior de Cerveja e Malte). Apaixonado por vinhos, estuda o assunto desde 2001.

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