Agosto 30, 2017

Dário fez o Planalto mudar a LDO

Quando a sessão conjunta do Congresso votar, nesta quarta, a revisão da meta fiscal, de R$ 139 bilhões para R$ 159 bilhões neste e no próximo ano, o Palácio do Planalto irá comemorar o resultado e a Comissão Mista do Orçamento ganhará um ponto junto a deputados e senadores. Presidida pelo senador Dário Berger (PMDB), a comissão peitou o presidente Michel Temer e desafiou o governo pelos vetos à Lei de Diretrizes Orçamentária (LDO) e que, de acordo com os parlamentares, prejudicaria recursos para eles, as famosas emendas que chegam às bases.

A estratégia que tinha Dário à frente foi pressionar o Planalto: sem mudar a LDO, nada de aprovar a nova meta fiscal, fundamental para um governo que já tem R$ 20,15 bilhões de rombo nas contas, o déficit primário em julho. Funcionou, pois, na mesma terça em que a comissão decidiria pela aprovação da revisão dos números, o governo divulgou a redação do projeto que altera a Lei de Diretrizes horas antes. Na tumultuada sessão conjunta do Congresso, Dário sentou-se ao lado do presidente do Senado Eunício Oliveira (PMDB-CE), na mesa que dirigia os trabalhos, estava exultante.

 

Aliás

O governo Temer tem se notabilizado por voltar atrás em decisões que pegam mal na sociedade. É o caso dos dois decretos que extingue a Reserva Nacional do Cobre, na Amazônia. Para evitar que o recuo seja parcial, o deputado Décio Lima (PT), líder da Oposição no Congresso, protocolou um decreto legislativo, na secretaria-geral da mesa da Câmara, que extingui as propostas do Planalto. Briga boa.

 

Especulação pura

O suposto pedido de exoneração do secretário Almir Gorges (Fazenda) correu como rastilho de pólvora na tarde desta terça, em Florianópolis. Os assessores próximos ao governador negaram a informação, mesma estranheza demonstrada pelos comandados de Gorges. Mas ninguém nega que a situação da arrecadação no Estado preocupa Raimundo Colombo.

 

Força jovem

Coordenador de Políticas Públicas para a Juventude da prefeitura de Florianópolis, Fernando Fernandes foi eleito diretor de Assuntos Institucionais do Fórum Nacional de Gestores Municipais, durante encontro em Brasília. Mais de 300 gestores da área participaram do evento em que foi lançado pela Secretaria Nacional um pacote de ações para jovens de 15 a 29 anos cuja meta é chegar aos estados e municípios, denominado “Brasil Mais Jovem”.

 

JEFERSON BALDO/GVG

POR UMA SAÍDA

O gabinete do vice-governador Eduardo Pinho Moreira virou uma sala de crise suprapartidária para tentar resolver as consequências do fechamento da unidade da JBS em Morro Grande, Sul do Estado, uma perda anual de R$ 630 milhões na receita do ICMS. A informação veio de fonte segura, os prefeitos Clésio Salvaro (PSDB), de Criciúma; Vladionir Rocha (PSD), de Morro Grande; Dimas Kammer (PP), de Forquilhinha; e Mariano Mazzuco Neto (PP), de Araranguá. Com eles estavam os secretários Luiz Fernando Vampiro (Infraestrutura), Valmir Comin (Assistência Social) e Heriberto Schmidt (ADR-Araranguá), além dos deputados Manoel Mota (PMDB), Ricardo Guidi (PSD), José Nei Ascari (PSD) e José Milton Scheffer (PP). A ideia é fomentar o cooperativismo para manter a atividade e minimizar os problemas sócio-econômicos, mas não antes de saber da JBS as informações claras sobre o anúncio.

 

Parece revanche

Lembre-se que o Frigorífico JBS, empresa comandando pela holding J&F, está no centro das denúncias de corrupção apresentadas pela Operação Lava Jato, e quando o assunto é Santa Catarina jogou pesado para obter a privatização da Casan. Em Morro Grande, a unidade chegou a abater 110 mil aves por dia com 1.500 empregados diretos, e hoje tem produção de 55 mil aves por dia e conta com cerca de 700 trabalhadores. Fechar a atividade no Sul deve ser encarada como uma decisão empresarial aliada à revanche dos irmãos Joesley e Wesley Batista.

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Roberto Azevedo

Roberto Azevedo
Jornalista com 35 anos de profissão. Foi repórter, editor, chefe de Reportagem, editor-chefe, chefe de Redação, gerente e diretor de Jornalismo na RBS TV (Blumenau e Florianópolis), hoje NSC TV; na TV Record (Florianópolis) e na Rede TV Sul (hoje SCC SBT); comentarista na RIC TV (hoje NDTV) e na Record News; editor de Política e colunista no Diário Catarinense (DC), e colunista no Notícias do Dia (ND). Atuou nas rádios União AM e FM (Blumenau e Florianópolis) e na Rádio Record da Capital. Atualmente, além do Making Of, faz comentários na Rádio Cidade em Dia FM, de Criciúma, e é diretor de Conteúdo na TVBV (Band).
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