Março 18, 2019

DC impresso já chegou ao pé do morro

DC impresso já chegou ao pé do morro

O pessoal que trabalha nas emissoras de rádio e TV no Morro da Cruz costuma usar como referência de localização o "pé do morro", que vem a ser o trecho da Frei Caneca entre a rua que desce, Alan Kardec, e a que sobe, Jairo Calado. Depois dali, só tem a Beira Mar e a água. Trata-se então de quase um fim de linha.

É ai, nesse ponto, que está o Diário Catarinense impresso: quase no fim de linha. Já desceu todas as curvas do morro e está no semáforo, esperando o sinal vermelho. Dali, só pode afundar.

O fim do caderno Versar, na semana passada, acabou também com o marketing que procurava justificar a suspensão da dominical: uma "superedição" que compensaria o leitor. Com o fim do encarte, o jornal encolheu mais uma vez e matérias amenas foram incorporadas às 48 páginas desse fim-de-semana.

O caderno “Classificados”, já em agonia, teve 8 páginas, das quais cinco e meia da própria empresa.

Quem compartilha as conversas no mercado estima que o jornal impresso sobreviverá até o final do ano, mas não será surpresa se a luz vermelha do semáforo for acionada bem antes.   

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Claiton Selistre

Claiton Selistre

Jornalista formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, foi diretor de Jornalismo por 25 anos da RBS TV, TVCom e Rádio CBN/Diário em Santa Catarina. Antes atuou na  Rádio e TV Gaucha do grupo RBS e em redações de jornal, rádio e tv do grupo Caldas Jr. em Porto Alegre. Foi também repórter da na Sucursal do Jornal do Brasil. Planejou e Coordenou coberturas multimídia nas Copas do Mundo de Futebol na Alemanha, Argentina, Espanha, México, Itália, Estados Unidos, França e Japão/Coréia.

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