Janeiro 20, 2020

Deepfakes vão atrapalhar o processo eleitoral?

Deepfakes vão atrapalhar o processo eleitoral?

Grande parte dos 60 por cento de brasileiros que usam WhatsApp ainda estão aprendendo a driblar as notícias falsas na internet e já tem outra ameaça mais forte a caminho: as “Deepfake”.   São montagens falsas  de vídeo que usam inteligência artificial para alterar completamente a declaração gravada de uma fonte. Basicamente são mentirosas.

Como sempre, uma informação falsa causa um primeiro impacto mais forte do que a explicação que vem depois. É por isso que o estrago é grande. E se multiplica.

Pelo que se ouviu das autoridades eleitorais até agora os processos de controle das mentiras na internet, a maioria deliberadas e com equipes especializadas para produzir, são menos eficientes do que deveriam ser.

As eleições municipais do segundo semestre contam com 5 mil candidatos em todo o Brasil. Só isso dá uma dimensão do problema. Cabe ao TSE e o TRE usar espaços na mídia para esclarecer o eleitor sobre o comércio de notícias e vídeos falsos, tão importante quanto ensinar o uso da urna eletrônica.

Certos candidatos originais já são problemáticos, imaginem falsos!

 

Vídeo: Reprodução/Olhar Digital 

 

Ambiente tenso

Quando Jair Bolsonaro venceu a eleição era esperado que tivesse problemas ao montar o time por falta de quadros do PSL. Alguns auxiliares acabaram assumindo posições importantes sem as mínimas condições, como o maluco “goebbeliano”  demitido da área cultural.

O presidente, segundo assessores, vai levantar a régua para autorizar novas demissões, para não ceder demais, o que acaba deixando na ativa autoridades muito questionadas.

Sem falar no esquema dos laranjas nas eleições – assunto em banho maria – tem agora uma forte pressão do grupo Folha pela cabeça do secretário de comunicação do governo, Fábio Wajngarten.Hoje, por exemplo, o UOL denuncia que a verba da propaganda oficial beneficia a agência Artplan que é também cliente de sua empresa privada dele. E também investe mais nas emissoras de TV com menor audiência em detrimento da Globo, por questionar sua linha editorial.

A situação eleva a tensão entre Bolsonaro e os repórteres em suas entrevistas na saída do Alvorada, criando uma atmosfera negativa permanente. Está faltando de tudo nessa relação, inclusive respeito.

 

Futebol

Foto: Reprodução/FCF

A ND vai transmitir o carnaval, a NSC o campeonato catarinense de futebol. Essa alternância é saudável para o telespectador e para as equipes.

Pelo segundo ano, a Globo abriu mão do Pay per view, em um processo sem resultado econômico. A rede em uma visão bem limitada das competições regionais e luta para que eles sejam disputadas ao longo do ano, entre datas do brasileirão e da copa do Brasil.

Os jogos do catarinense, entretanto, podem ser assistidos online no

FutebolCatarinense.tv.

 

Realeza

Foto: Divulgação/Revista People 

 

Havia um tempo em que os homens gostariam de ser príncipes. Agora os príncipes querem ser homens comuns.

A realeza não é a mesma.

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Claiton Selistre

Claiton Selistre

Jornalista formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, foi diretor de Jornalismo por 25 anos da RBS TV, TVCom e Rádio CBN/Diário em Santa Catarina. Antes atuou na  Rádio e TV Gaucha do grupo RBS e em redações de jornal, rádio e tv do grupo Caldas Jr. em Porto Alegre. Foi também repórter da na Sucursal do Jornal do Brasil. Planejou e Coordenou coberturas multimídia nas Copas do Mundo de Futebol na Alemanha, Argentina, Espanha, México, Itália, Estados Unidos, França e Japão/Coréia. Dirige a Making of há seis anos.

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