Novembro 28, 2019

Democracia: A visão de Thomas Paine, e a nossa

Democracia: A visão de Thomas Paine, e a nossa

As pseudodemocracias estão estourando em todo o mundo. A América Latina está se transformando na principal vitrina dessa crise. Thomas Paine, o gênio intelectual da criação da democracia representativa, autor do livro ‘Direitos Humanos’, já nos advertiu sobre o risco dessa corrupção da democracia representativa, que está acontecendo em massa hoje. Ele disse que o risco era o de que os representantes eleitos montassem uma corte aristocrática para cuidar de seus próprios interesses e não dos interesses da população, dos eleitores. É o que está acontecendo em todas essas pseudodemocracias que estão aí.

A visão de Thomas Paine foi fundamental para a criação da democracia representativa, a partir das revoluções francesa e norte-americana. E mais fundamental ainda quando nos advertiu sobre o risco futuro do que está acontecendo hoje em massa, com a revolta de todas as populações empobrecidas dentro das desigualdades sócio-econômicas. Produzidas pelas cortes aristocráticas, e ditatoriais, criadas pelos representantes políticos eleitos e mergulhados na corrupção da devora do dinheiro público. Para com isso atender apenas aos seus interesses, e não tratar decentemente dos interesses das populações, dos eleitores.

Uma nova visão do que seja democracia está sendo hoje imposta pela revolução comunicacional-informacional que está aí. Essa nova visão – a nossa visão moderna do que tem que ser a democracia hoje – nos aponta o caminho de usar essa revolução comunicacional-informacional que está aí para acabar com a privacidade da vida financeira de quem se envolver com política ou com governo. Vida pública não é vida privada. A Suécia já fez isso numa medida moderada. Temos que fazê-lo de forma radical. Criando, com isso, a democracia informacional, com um quarto poder, o Informativo, que entre outras coisas, favoráveis ao desenvolvimento, imporá privacidade financeira zero para quem se envolver com política ou governo. Quem não quiser se submeter a isso, não se envolva com política ou com governo.

No Brasil, nesse momento, o STF está discutindo esse assunto de forma confusa, obscura, tentando proteger a desinformação da democracia tradicional, obsoleta. Para apoiar a Máfia da corrupção política, que se impôs na Itália e está tentando se impor no Brasil.

A sociedade e a imprensa têm que acordar. E para respondermos com um mecanismo moderno e poderoso, informacional – como pediu Giovanni Falconi – ao risco da democracia desinformada, advertido por Thomas Paine, sociedade e imprensa têm que levar às ruas, claramente, vigorosamente, uma campanha para impor aos políticos a democracia informacional. E assim acabar com as pseudodemocracias desinformadas, impostas ditatorialmente pelos políticos corruptos. Democracias desinformadas que estão se rebelando, iluminadas, mas apenas parcialmente por enquanto, pela revolução comunicacional-informacional que está aí.

*Ricardo Luiz Hoffmann é Formado em direito, técnico em assuntos educacionais da Universidade Federal de SC, aposentado.

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Redação Making Of

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