Março 31, 2020
Fiesc

Discurso não é vacina contra o Coronavírus

Discurso não é vacina contra o Coronavírus

Uma saraivada de informações começou a borbulhar por parte dos opositores ao governo de Carlos Moisés da Silva, que se valem do combate ao Coronavírus para transformar o assunto em um debate político, um despropósito sem precedentes no Estado.

De uma hora para outra, a declaração de Moisés de que não recebeu os equipamentos de proteção individual (EPIs) para os profissionais da saúde, além de kits de testes e os ventiladores assegurados pelo governo federal foram distorcidos para a informação inverídica de que o governador de Santa Catarina afirma que não recebeu recursos.

Espalhados em forma de fake News nas redes sociais, estas informações ganham um potencial de enfrentamento do que seria um ataque de Moisés ao presidente Jair Bolsonaro, outra falácia, pois tanto o governo estadual quanto o federal compraram insumos para combater o Coronavírus de fornecedores da China e a logística para chegar até o Brasil é o grande complicador.

Os adversários do governador, no pior papel de suas atuações políticas, valem-se de dados imprecisos, inclusive sobre as montagens de novos leitos de UTIs, para amealhar a simpatia de quem defende que o melhor caminho é a liberação total dos serviços, algo justo, mas os políticos serão cobrados apenas pelas suas frases irresponsáveis, enquanto prefeitos, governadores e o presidente da República responderão pelas milhares de vítimas da Covid-19, fatais ou não.

 

Recebeu

Moisés nunca negou o repasse do governo federal de R$ 14 milhões no início de março e acrescentou que, até agora, recebeu 185 mil máscaras, 660 óculos, 72 fracos de álcool, 270 caixas de luvas e 2.600 aventais.

O problema é o mesmo relatado todos os dias pelo governo federal, que, em inúmeras coletivas, confirma a dificuldade de transporte do que foi comprado, principalmente agora que os fornecedores chineses querem receber o pagamento antes de enviar o que foi adquirido, o que já virou problema diplomático.

 

UTIs

Durante a coletiva deste segunda (30), Moisés atualizou a situação das Unidades de Terapia Intensiva, uma das maiores reclamações de seus antagonistas.

Serão entregues, até maio, 713 leitos de UTIs em todas as regiões de Santa Catarina, que se juntarão aos 800 já existentes, porém, antes de entarem em funcionamento, precisam de credenciamento pelo Ministério da Saúde, que bancará o custo elo SUS, que é de R$ 800 por dia para a utilização.

 

Alerta

A morte da segunda vítima pelo Coronavírus no Estado, o empresário Mário Roberto Borba, do conselho da Krona, de Joinville, reforça o pedido das autoridades médicas, a idade acima dos 60 anos ou o fato de ser portador de doença crônica.

Borba tinha 68 anos e estava internado há nove dias, no mais populoso município catarinense, depois de retornar de uma viagem ao exterior, enquanto a primeira vítima, no Hospital Regional de São José, na Grande Florianópolis, estava com 86 anos e tinha problemas respirátórios. Quem está no chamado grupo de risco não tem porque sair do isolamento social.

 

Até o Mandetta

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, direcionou a posição: “Sigam as recomendações dos governos estaduais”.

Não precisa nem desenhar para dizer que o governo federal começa a olhar com mais atenção as medidas que antes eram desprezadas pelo Palácio do Planalto.

 

Que pedido é esse!

Deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG) entrou na lista dos que se aproveitam da situação crítica da pandemia para fazer política partidária no momento errado.

Apresentar uma queixa-crime contra o presidente da República, que o ministro Marco Aurélio Mello, do STF, enviou à Procuradoria Geral da República, é tão descabida quanto o motivo de que ele teria: um suposto fato de Jair Bolsonaro ignorar a gravidade do Cornavírus. Mello tomou a atitude normal do trâmite, o Ministério Público Federal deveria arquivar e Reginaldo perdeu a oportunidade de calar-se.  

 

OFFICIAL WHITE HOUSE PHOTO BY JOYCE N. BOGHOSIAN

TRUMP RECUOU

Boa parte daqueles que insistem em combater o isolamento social tiveram um impacto negativo quando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decidiu estender a quarentena. Vai até 30 de abril. Nem ele parece querer brincar com a ciência e passou a admitir que a melhor saída é o isolamento social.

 

Esforço

O governo do Estado paga a partir desta terça (31) os salários dos 148 mil servidores ativos e inativos, cerca de R$ 1,114 bilhão, e pedirá a consideração especial dos bancos para que aumentem a atenção para que os mais idosos recebam seus proventos por meio digital com mais facilidade, no home banking.

É um tremendo esforço se considerada a queda na arrecadação de R$ 1,2 bilhão, prevista para abril e maio, e que aumentará com a prorrogação da quarentena em mais uma semana. Em 2018, com a greve dos caminhoneiros que durou 13 dias no Estado, a perda chegou aos R$ 600 milhões.

 

Grande notícia

Uma gigante do setor internacional, a catarinense WEG, com sede em Jaraguá do Sul, assinou um acordo de transferência de tecnologia para produzir respiradores artificiais que serão utilizados por pacientes com COVID-19.

O equipamento Luft-3, da Leistung Equipamentos, será produzido nas fábricas em Santa Catarina, e, depois de adquirir os componentes eletrônicos e pneumáticos, a WEG pretende produzir 500 respiradores, 50 por dia, com entregas a partir da segunda quinzena de maio.

 

Rapidinho

Instalado em Brasília, em plena crise da pandemia, o senador Jorginho Mello viabilizou em tempo recorde a autorização para que a WEG produza respiradores com a devida autorização da Anvisa.

A notícia veio depois de um encontro com o ministro Luiz Henrique Mandetta (Saúde), onde o senador estava acompanhado pela deputada federal Carmen Zanotto (CIDADANIA), enfermeira por formação, que coordena as ações do Congresso no combate ao Coronavírus em todo o Sul do país.


Melhor ainda

Mandetta disse a Jorginho e a Carmen que toda a produção da WEG será destinada para Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Antes de se reunir com o ministro, Jorginho havia sido procurado por Ademar Paes, Presidente da Associação Catarinense de Medicina, e por Mário Cezar de Aguiar, Presidente da Fiesc, que pediram a autorização à iniciativa da empresa catarinense.

 

Bom exemplo

Câmara de Vereadores de Curitibanos, no Planalto Serrano, devolveu R$ 200 mil ao Executivo.

A ideia de muitos vereadores, entre eles Fernando Henrique Lohn (PSD), vice-presidente do Legislativo, é a de que a ideia seja espalhada por outras câmaras da região, que direcionariam os recursos para o combate do Coronavírus.

 

Pá de cal

Ministra Rosa Weber, presidente do TSE, pôs um balde de água fria na proposta de adiar as eleições deste ano, em função da crise da saúde pública que atinge o país.

A ministra ignora o que ocorre no planeta e não explica ao eleitor que depende do Congresso alterar a legislação, ao dizer que há tempo para cumprir o calendário eleitoral. Um risco e tanto. 

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Roberto Azevedo

Roberto Azevedo
Jornalista com 35 anos de profissão. Foi repórter, editor, chefe de Reportagem, editor-chefe, chefe de Redação, gerente e diretor de Jornalismo na RBS TV (Blumenau e Florianópolis), hoje NSC TV; na TV Record (Florianópolis) e na Rede TV Sul (hoje SCC SBT); comentarista na RIC TV (hoje NDTV) e na Record News; editor de Política e colunista no Diário Catarinense (DC), e colunista no Notícias do Dia. Atuou nas rádios União AM e FM (Blumenau e Florianópolis), e na Rádio Record da Capital. Atualmente, além do Making Of, assina uma coluna no Diarinho (Itajaí), faz comentários nas rádios do Grupo RCC (Bombinhas e Nova Trento), na 105 FM (Jaraguá do Sul) e na Cidade em Dia FM, de Criciúma, e é diretor de Conteúdo na TVBV (Band).
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