Abril 04, 2019

DNIT sugere uma nova ponte na Capital

DNIT sugere uma nova ponte na Capital
ROBERTO AZEVEDO

O assunto ainda não tem caráter oficial, mas inclui na pauta da mobilidade urbana prejudicada da Capital do Estado uma solução ideal: a construção da quarta ligação entre a Ilha de Santa Catarina e o Continente. O assunto foi levantado pelo superintendente do DNIT no Estado, um órgão federal, o engenheiro Ronaldo Carioni Barbosa, durante o lançamento da Frente Parlamentar de Infraestrutura na Assembleia, presidida pelo deputado Valdir Cobalchini (MDB). Carioni Barbosa declarou que, mais tarde, gostaria de conversar com o governo do Estado sobre a solução ideal para os problemas de mobilidade na região, enquanto fazia o anúncio de que, na primeira quinzena deste mês deve entregar a terceira pista no trecho da Via Expressa (BR-282) entre Florianópolis e a BR-101. O sentido contrário viria logo depois. Questionado pelo deputado Nilso Berlanda (PR) de o porquê da obra, que está adiantada, não ter a utilização pelos motoristas antecipada, o superintendente declarou que, a cada etapa, o DNIT faz uma ampla inspeção para ver se não falta um reparo no recapeamento asfáltico ou até mesmo na sinalização. O que Carioni Barbosa explica é que não seria técnico e prudente liberar a terceira pista e ver um deslize qualquer provocar um acidente ou transtornos em vez de ajudar para que o trânsito flua melhor.

 

Interessante

A provocação do superintende do DNIT foi feita a um público qualificado. Estavam à mesa dos trabalhos, no Plenarinho da Assembleia, o secretário estadual de Infraestrutura Carlos Hassler, a presidente da Casan Roberta Maas dos Anjos e os deputados Valdir Cobalchini (MDB), Onir Mocellin (PSL), vice-líder do governo; Marcius Machado (PR), José Milton Scheffer (PP), Moacir Sopelsa (MDB), Marlene Fengler (PSD), Nilso Berlanda (PR) e Nazareno Martins (PSB). O governo de Carlos Moisés tem o melhor dos argumentos, a falta de recursos, mas a ideia não deve ser descartada.

 

Vale lembrar

No governo de Raimundo Colombo, antes de se começar a debater a recuperação da Ponte Hercílio Luz, o projeto anterior previa a construção da quarta ligação, um obra orçada, à época, em R$ 1 bilhão, que não saiu do papel. A nova estrutura faria a ligação da Beira-Mar Norte com uma ampliada Beira-Mar Continental, que seria estendida até à BR-101, com passagem por São José. Neste momento, com o início dos trabalhos de manutenção e recuperação das pontes Colombo Salles e Pedro Ivo, que deve durar dois anos, e uma imprevisível entrega das obras na Ponte Hercílio Luz, a quarta ligação deve ser considerada, embora a falta de recursos seja um impeditivo para qualquer governo. 

 

Na esteira

O até então diretor do Ipuf, Michel Mittmann, foi oficializado na manhã desta quinta (4), com o supersecretário de Mobilidade Urbana de Florianópolis. O prefeito Gean Loureiro (MDB) tenta transformar um limão em uma limonada ao por um arquiteto para pensar mais que o trânsito.  

 

Vetos derrubados

Até foram debates acalorados, mas a maioria dos deputados presente em plenário derrubou dois vetos do governador. Um deles ao projeto de João Amin (PP), que obriga as empresas concessionárias de serviço de telefonia móvel a permitirem ao consumidor a acumulação de franquia de dados, quando não utilizada no mês de aquisição, para uso no mês subsequente. O outro, um projeto de Valdir Cobalchini (MDB), que isenta do pagamento de direitos autorais nas execuções de obras musicais realizadas sem fins lucrativos.

 

Polêmica

Outra matéria, também de autoria de Cobalchini, que institui o Programa Dinheiro na Escola na Rede Estadual de Ensino, para despesas extras, gerou muita repercussão, pois o governo já possui um cartão que possibilita fazer estes pagamentos. Mas a alegação de muitos deputados, entre eles Luciane Carminatti (PT) e Milton Hobus (PSD), é a de que não existe lei que regule o tal cartão e a qualquer momento o benefício pode ser retirado. O projeto foi retirado de pauta.

 

WALDEMAR BARRETO/AGÊNCIA SENADO

ATUAÇÃO COORDENADA

Relator da PEC que torna obrigatório o pagamento das emendas de bancada no Congresso pelo governo federal, o senador Esperidião Amin (PP) conseguiu atender a um pedido da administração Jair Bolsonaro para aprovar a medida no Senado. Amin alterou o texto que veio da Câmara dos Deputados e incluiu a previsão de um escalonamento na execução das emendas de bancada, que será de 0,8% da Receita Corrente Líquida (RCL) em 2020 e 1% a partir do ano seguinte. A matéria retorna para a Câmara e o Planalto respira, pois os deputados terão que rever o texto, quando aprovaram que o 1% valeria já para 2022. Amin operou bem e aceitou o acordado com o ministro Paulo Guedes (Economia), o que não deixa de ser uma concessão que terá repercussão na análise da reforma da Previdência, que, certamente, será modificada no parlamento.

 

Na batalha

Não será por falta de cobrança. O senador Esperidião Amin voltou a pedir, à tribuna, que o Supremo Tribunal Federal sobre a delimitação do mar entre Santa Catarina e Paraná para buscar os royalties do petróleo, adiado mais uma vez na sessão desta quinta (4). A novela se estende por 28 anos e até a curvatura da terra foi ignorada nos parâmetros adotados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para estabelecer o benefício ao Estado vizinho.

 

Claro

Fora o bate-boca entre o ministro da Economia e deputados da oposição, notoriamente do PT, que estão no seu papel de questionar, ficou evidente a forma fácil de comunicação de Paulo Guedes com a sociedade. Tem uma linguagem coloquial ao reforçar que 83% dos brasileiros que recebem benefícios da Previdência percebem entre um e dois salários mínimos no máximo, enquanto outros 17% possuem benefícios que superam 10 ou 20 salários. A dor de cabeça que incomoda o país, e que transformam a reforma proposta pelo governo em questão de Estado, inclui os regimes próprios de servidores públicos, os verdadeiros vilões que tiram o sono de prefeitos, governadores e do presidente da República e têm reflexos no rombo bilionário a cada ano.    

 

REPRODUÇÃO/WHATSAPP

TUCANOS PREGAM MUDANÇAS

Ao lado do secretário de Turismo Vinicius Lummertz, ainda filiado ao MDB, o governador João Doria Júnior recebeu uma comitiva de tucanos catarinenses no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, e abusou no discurso nacionalista de melhorar o país em um vídeo divulgado nas redes sociais, que você pode acompanhar aqui na coluna. Nos bastidores, o deputado estadual Vicente Caropreso, a deputada federal Geovani de Sá e os prefeitos Clésio Salvaro (Criciúma) e Clenilton Pereira (Araquari), foram pedir uma solução para desgastada imagem do partido. Em Santa Catarina, querem mudar a direção, nas mãos do deputado Marcos Vieira, muito em função dos resultados da última eleição, sem levar em consideração o desempenho na disputa municipal em 2016. No plano nacional, os tucanos querem expurgar Aécio Neves e outros tantos que são alvos de investigações e processos sobre corrupção. Doria, que virou Instância máxima das reclamações, admite um sistema de rodízio no comando do tucanato nacional.

 

E agora?

O vice-presidente Hamilton Mourão admite que, antes mesmo do presidente Jair Bolsonaro conversar com MDB, PSDB, PR, PRB, DEM e PP, em troca do apoio para a aprovação da reforma da Previdência, as siglas e mais outras deverão ganhar cargos no governo, fato que termina com a ladainha de velha e nova política. O problema é que, neste governo, uma declaração dada não dura 24 horas, e, nesta quinta (4), deve ser desmentida ou reformulada.  

 

* Ministério Público de Santa Catarina quer que o ex-secretário da Fazenda, Antonio Gavazzoni e o ex-presidente do Deinfra Romualdo França devolvam R$ 10,6 milhões aos cofres públicos pelo pagamento, entre 2010 e 2011, indenizações e restituições que já estariam prescritas, multas cobradas por 13 empresas, de acordo com o pedido na ação civil pública encaminhada ao Judiciário.

 

* Depois que um estudo de autores do TCE asseguram que 105 municípios de Santa Catarina são inviáveis financeiramente, a corte administrativa e a OAB  debatem, nesta quinta (4), o Seminário Federalismo e o Papel dos Municípios, sob o olhar atento da Fecam.

 

* Diretor-geral do IGP catarinense, o perito Giovani Eduardo Adriano, foi eleito presidente do Conselho Nacional de Polícia Científica.

 

* Relatório de janeiro a dezembro de 2018, mostra que a Defensoria Pública do Estado triplicou o atendimento, mais de 364 mil atos entre atendimentos, petições, audiências e conciliações. 

 

* Um dia depois de iniciar uma campanha contra as notícias falsas que envolvam o Judiciário e os magistrados, o presidente do Supremo, ministro Dias Toffoli, retirou da pauta o julgamento da prisão depois da condenação em segundo grau.

 

* Deputada Marlene Fengler (PSD) protocolou na Comissão de Transportes da Assembleia um pedido de realização de audiência pública para analisar e ter a noção do que se rá feito em termos de planejamento para o fechamento da Ponte Colombo Salles, depois do verão de 2020.   

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Roberto Azevedo

Roberto Azevedo
Jornalista com 34 anos de profissão. Foi repórter, editor, chefe de Reportagem, chefe de Redação, editor-chefe, gerente e diretor de Jornalismo, nas RBS TV de Blumenau e Florianópolis, na TV Record de Florianópolis e na Rede TV Sul!; comentarista na RIC TV Record e na Record News, e editor de Política e colunista no Diário Catarinense (DC), e colunista no Notícias do Dia (ND). Atuou nas rádios União de Blumenau e União FM de Florianópolis, e na Rádio Record da Capital. Faz comentários sobre política e economia.
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