Maio 27, 2020

Mais de dois terços do público não veem programas do meio-dia na TV

Mais de dois terços do público não veem programas do meio-dia na TV

O pessoal que trabalha na NSC TV andou divulgando, no Instagram, os dados de audiência de TV ao meio-dia, comemorando vitória sobre os concorrentes. Os números absolutos mostram isso – 17,7% da NSC contra 11,2 da soma dos concorrentes.

Só que essa numerologia já foi muito mais favorável a todas as emissoras. Hoje, uma outra leitura permite observar que a soma das TVs atinge menos de 30% do total de aparelhos. Ou seja, no universo de 100 telespectadores, 70 -  ou mais que o dobro - estão com os aparelhos desligados ou em outro serviço.

 

Hábito

Estudo da FioCruz, UNICAMP e UFMG, divulgado dia 22, chamado "Covid – pesquisa de comportamento", envolvendo 40 mil pessoas entre abril e maio, diz que as pessoas estão passando em média 3 horas por dia diante da TV – quase 1h20 a mais do que antes do coronavírus.

É um dado relevante, que se bem aproveitado poderá aumentar o número de ligados no pós-pandemia

 

Linha

Outros resultados da pesquisa podem sugerir apoio para a linha editorial das emissoras nesse período: as pessoas fumam e bebem mais, estão sedentárias, perderam renda e emprego. Cerca de 26% tiveram piora na saúde.

E os dados mais importantes: 40% sentem-se tristes e deprimidos, 54% ansiosos/nervosos. Mais dados sobre a pesquisa aqui. Pauteiros e produtores deveriam ler e atender esse público tão abalado.

 

Sensíveis

Há muitos profissionais que ficam sensibilizados no ar e tocam os sentimentos de quem está em casa. É algo espontâneo. Domingo, 24, aconteceu, ao vivo, na GloboNews, quando Lucas Mendes, de Manhattan, fez um elogio a uma das melhores entrevistas que ele já fez, com o então ministro Hélio Beltrão, da Desburocratização. Lucas ficou com lágrimas nos olhos e "derrubou" a apresentadora que estava no estúdio no Brasil, Maria, filha de Beltrão. E Cristiane Pelajo que veio logo a seguir tinha lágrimas nos olhos também. Todos pediram um tempo e voltaram depois.

 

Apelidos

Não adianta forçar relações e sentimentos toda a hora. Mário Motta, que está trabalhando em casa, só é chamado de "Marinho". Mesmo respeitando as amizades e o sufoco que deve ser para o apresentador ficar em casa, depois de tantos anos no ar, ele não merece o diminuitivo, mesmo com boa intenção.

Mas virou hábito: Rodrigo Faraco ficou "Fá", Dagmara Spautz virou "Dag" e assim por diante.

 

Brasília

A repórter - comentarista de Brasília, Carolina Bahia, também chamada de Carol, tem entrado muito bem no Jornal do Almoço. O período em casa deu um toque mais atual em seus comentários, menos frios dos que fazia em estúdio.

Além do mais, Carolina passa bem pelo teste do big close do seu rosto. Uma profissional que evoluiu na pandemia. 

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Claiton Selistre

Claiton Selistre

Jornalista formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, foi diretor de Jornalismo por 25 anos da RBS TV, TVCom e Rádio CBN/Diário em Santa Catarina. Antes atuou na  Rádio e TV Gaucha do grupo RBS e em redações de jornal, rádio e tv do grupo Caldas Jr. em Porto Alegre. Foi também repórter da na Sucursal do Jornal do Brasil. Planejou e Coordenou coberturas multimídia nas Copas do Mundo de Futebol na Alemanha, Argentina, Espanha, México, Itália, Estados Unidos, França e Japão/Coréia. Dirige a Making of há seis anos.

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