Janeiro 14, 2020

Educação: Direção certa, mas tímida.

Educação: Direção certa, mas tímida.
Foto: Reprodução/Pixabay

*Por Ricardo Luiz Hoffmann

Finalmente, a educação brasileira está dando alguns sinais, aqui e ali, de querer ligar-se às carreiras concretas de vida, trabalho e empreendedorismo dos cidadãos. É o que estão fazendo no mundo os países em desenvolvimento sócio-econômico acelerado. Mas nenhum deles, até agora, tornou essa abordagem profundamente científica. O Brasil pode se candidatar a essa liderança no terreno da ciência do comportamento.

A psicologia pós-freudiana definiu que o maior determinante do comportamento não é a herança genética-traumatológica. É o bombardeio informacional pelo meio-ambiente, que, no longo prazo, modela inclusive a própria genética. Assim sendo, o controle científico adequado desse bombardeio informacional pode transformar num médico ou num engenheiro o garoto que ia se transformar num traficante de drogas numa favela.

O planejamento desse bombardeio informacional positivo – ou seja, a educação do futuro – para se tornar uma ciência aplicada, requer, como já pediu Jung da psicologia, classificações tipológicas básicas, para a análise e a aplicação dessa ciência comportamental, que vai revolucionar a educação. Precisamos da classificação sistêmica, orgânica, da ação humana. E da classificação sistêmica, orgânica, dos conhecimentos, das informações, que acionam e otimizam cada uma das ações humanas. Isto é, precisamos fazer com as ações humanas e os conhecimentos que as acionam e otimizam a mesma coisa que a biologia fez com os vegetais e os animais, classificando-os, e com isso dando origem, inclusive, à teoria da evolução das espécies biológicas, de Darwin.

A classificação da ação humana e dos conhecimentos que as acionam e otimizam dará origem a uma teoria da evolução sócio-econômica das comunidades, e dará base para o desenvolvimento, o mais otimizado possível, das carreiras de vida, trabalho e empreendedorismo dos indivíduos dentro das comunidades sócio-econômicas que forem desenvolvidas por esse meio científico.

A educação do futuro será totalmente estruturada em cima dessa base científica. E o Brasil tem todas as condições de se candidatar à liderança do planejamento dessa educação do futuro, cujo rumo, rudimentar por enquanto, está se organizando em todo o mundo desenvolvido. E está dando seus sinais também no Brasil de que essa é a direção, científica, que tem que ser tomada pela educação do futuro.

O Brasil precisa vencer sua timidez intelectual e avançar vigorosamente nessa direção de liderança mundial. Organizar os bombardeios informacionais que irão dar a todos os brasileiros carreiras concretas de vida, trabalho e empreendedorismo bem sucedidas. E, com isso, organizar os bombardeios informacionais que irão tirar da miséria todas as inúmeras comunidades brasileiras atoladas na pobreza. Educação com base em ciência e tecnologia modernas, que incluem a revolução comunicacional-informacional que está aí, é a única providência realmente básica de que o Brasil está precisando para resolver todos os seus problemas.

*Ricardo Luiz Hoffmann é Formado em direito, técnico em assuntos educacionais da Universidade Federal de SC, aposentado.

Tags:
artigos opinião especialistas
Compartilhe: Compartilhe no FacebookCompartilhe no TwitterCompartilhe no Linkedin

Artigos Relacionados

Redação Making Of

Comentários