Novembro 08, 2019

Emílio Surita nega 'emboscada' para Glenn e Nunes

Emílio Surita nega 'emboscada' para Glenn e Nunes

Em entrevista ao UOL, ontem, 7, Emilio Surita afirmou que Glenn Greenwald, do The Intercept Brasil, soube da participação do jornalista Augusto Nunes, no programa Pânico, da Jovem Pan, antes de a atração ir ao ar e mesmo assim aceitou fazer parte do programa, que acabou com agressões físicas.

"Foi informado ao Glenn antes de entrarmos no ar que o Augusto estaria na bancada e ele concordou. É isso. Posso garantir que ele não foi surpreendido e aceitou participar", declara Emilio.

Ao ser questionado se a produção do programa convidou propositalmente a dupla com a intenção de gerar polêmica, ele nega. "Eu não conhecia esse episódio [do desafeto entre os convidados]. Já é a terceira vez que o Glenn participa do programa e sempre temos um jornalista político. Eu lamento", justifica.

O assunto repercutiu muitos nas redes sociais ontem, no meio político e da comunicação. A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) emitiu um comunicado de repúdio, em especial, ao apoio que políticos da ala bolsonarista do PSL, dentre eles os filhos do presidente da República, deram ao ato.

O deputado federal Eduardo Bolsonaro defendeu a agressão. “Fato que Augusto Nunes reagiu em legítima defesa de sua honra. Ninguém é obrigado a ser violentado a todo momento com distorções de suas falas, ser xingado na cara e aceitar. Augusto Nunes não teve opção. Reagiu como qualquer pessoa normal com sangue nas veias poderia reagir”, escreveu o parlamentar no Twitter.

Já Carlos Bolsonaro escreveu: “O crime, a mentira, o escárnio, JAMAIS merecem respeito! Reagir a canalhices que partem de um criminoso cínico e folgado é questão de honra. Apesar de várias vezes discordar de seus comentários e independentemente dos fatos citados, presto solidariedade ao homem @augustosnunes”.

"A Abraji emite notas sobre ameaças a jornalistas no exercício da profissão. O debate ocorrido na emissora não corresponde a esse parâmetro. Entretanto, a onda de reações que se seguiu ao episódio dispara um alerta que não pode ser ignorado a respeito do estágio que a hostilidade aos jornalistas e aos veículos de imprensa atingiu no Brasil. Quem atiça esse clima de hostilidade tem intenção de calar vozes críticas e sufocar a liberdade de expressão – sem ela, as outras liberdades também morrerão", afirmou a associação em nota.

Em nota, a Jovem Pan lamentou o ocorrido. Confira:

“A Jovem Pan lamenta o episódio ocorrido ao vivo no programa Pânico desta quinta-feira (7) entre os jornalistas Augusto Nunes e Glenn Greenwald.

Defensora vigilante dos princípios democráticos, do pluralismo de ideias e da liberdade de expressão, a Jovem Pan sempre abriu suas portas para convidados de diferentes campos ideológicos e com opiniões dissonantes, para que cada brasileiro forme seu juízo tendo acesso a visões variadas sobre os temas mais relevantes do momento.

Uma das principais marcas do Pânico é receber personalidades para o debate aberto e franco, bem-humorado e eventualmente ácido. Glenn Greenwald já participou da bancada em diversas outras oportunidades.

A liberdade de expressão e crítica concedida pela Jovem Pan a seus comentaristas e convidados, contudo, não se estende a nenhum tipo de ofensas e agressões. A empresa repudia com veemência esses comportamentos.”

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comunicacao
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Redação Making Of

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