Março 26, 2020

Entidades catarinenses lançam movimento 'Reage SC'

Entidades catarinenses lançam movimento 'Reage SC'
Reprodução

Cerca de 50 entidades que representam indústria, comércio e serviços em Santa Catarina, se uniram sob o movimento Reage Santa Catarina. Juntas, elas emitiram um documento solicitando ao Governo do Estado um planejamento para a retomada da economia catarinense com a reabertura gradual das atividades, a partir de segunda-feira, 30.

Entre as medidas apontadas pelo grupo estão uma estratégia de quarentena focada no isolamento de grupos de risco, liberando o retorno das atividades trabalhistas, desde que priorizado o home office.

As entidades apontam a necessidade de permitir às empresas trabalhar em horário ampliado para evitar aglomerações nas empresas. Querem ainda, o retorno do comércio e serviços, desde que respeitado o controle de acesso dos clientes e distâncias mínimas entre as pessoas, fornecendo meios para a higienização de colaboradores e clientes. 

Mesmo com as sugestões, as entidades reconhecem os esforços do governo na contenção da pandemia.

 

Confira o documento na íntegra:

“Ao Senhor

CARLOS MOISÉS DA SILVA

Excelentíssimo Governador do Estado de Santa Catarina Nesta Capital

Senhor Governador,

Florianópolis, SC, 25 de março de 2020.

É consolidado o conhecimento que a pandemia provocada pela COVID-19 tem demonstrado uma capacidade de contaminação incomensurável, inclusive para o setor produtivo mundial, o que não diferentemente se observa em nosso estado.

Notadamente, são louváveis todos os esforços envidados por esse governo no sentido de contenção da pandemia e preservação do todo.

Recentemente, não somente empresários, mas médicos, tem se manifestado no sentido de uma condução mais reconciliatória na retomada rápida da atividade econômica com a minimização do risco associado com a epidemia de Covid-19.

Muito tem sido discutido e proposto em relação ao manejo da pandemia de Covid-19 focando em isolamento social, quarentena, fechamento em massa de empresas e negócios, uma virtual parada da atividade econômica.

Frequentemente esta discussão é colocada de forma bastante simplista, “basta ficar em casa” e “salvar vidas é mais importante do que a economia”. Isto desconsidera o enorme impacto humanitário e social de uma recessão econômica profunda, que afeta principalmente os segmentos mais vulneráveis da população.

Logo, não há que se negar a existência de nítidas evidências científicas claras de que recessão em países em desenvolvimento, e mesmo em países desenvolvido, aumenta a mortalidade em geral, novamente, em especial nos grupos sociais e economicamente mais vulneráveis.

Ainda, é importante destacar que há tanto uma baixa capacidade de oferta de liquidez às empresas, tendo em vista a condição fiscal dos governos estadual e federal; quanto um possível agravamento do quadro fiscal tendo em vista a queda na arrecadação pelo prolongamento do isolamento e quarentena.

É urgente, portanto, registrar a nossa máxima preocupação em face aos milhões de empregos e milhares de empresas que estarão sucumbindo diante da intensa restrição de convívio social, o que, em nosso entender, pode-se amenizar com algumas das considerações que registramos abaixo:

  1. a) Iniciar imediatamente o planejamento da retomada da atividade econômica, formando um comitê que inclua lideranças empresarias, com objetivo de que a reabertura gradativa aconteça a partir do dia 30/03/2020.
    b) Destravar gradativamente os segmentos do setor produtivo para evitar um colapso econômico e social sem precedentes;
  2. c) Focar estratégia de quarentena e isolamento para os grupos de risco, liberando parte da força de trabalho para retorno às atividades, priorizando, quando possível, o home office; d) Permitir que as empresas operem com horário ampliado, para evitar aglomerações e possam distribuir os atendimentos;
  3. e) Determinar o funcionamento das indústrias, do comércio e de serviços, mesmo que seja em regime de escalas com suas equipes alternadas caso o setor produtivo tenha essa possibilidade (adequando a cada tipo de segmento);
    f) Determinar que os segmentos de serviços, comércio varejista e atacadista, que mantenham o controle de acesso dos clientes respeitando as distâncias mínimas e fornecendo meios para a higienização dos colaboradores e clientes;
  4. g) Fornecer equipamentos de proteção para os colaboradores de vendas, produção e entrega, os quais possam, de alguma forma ter contato com outras pessoas;
    h) Garantir aos colaboradores que se enquadram no grupo de risco fiquem de quarentena;
  5. i) Retorno de atendimento mínimos em todas os órgãos da administração pública direta;
    j) Criação de canais de atendimento via whatsapp, telefone e e-mail por parte de todos os órgãos estaduais, para recebimento de documentos e solicitações, com atendimento imediato, maximizando a automatização dos processos e a digitalização do governo;
  6. k) Veto de qualquer legislação que controle preços de mercado, por compreender que resultam inevitavelmente em redução de oferta e escassez de produtos essenciais, bem como que são inválidos por inconstitucionalidade;
    l) Possibilidade de retirada de produtos no local, através e sistema de drive-thru ou outro ponto no estabelecimento;
  7. m) Campanhas publicitárias de conscientização sobre a necessidade de retomada econômica e de minimização do medo de sair de casa incutido na população pelo momento pandêmico atual, proporcionando que as populações de baixo risco voltem a circular e viver suas vidas de maneira mais próxima do normal.

MOVIMENTO DE ENTIDADES REAGE SC

Entende-se também que medidas para acréscimo da capacidade do sistema de saúde do Estado de Santa Catarina se fazem urgentes, de maneira a contribuir com a flexibilização nas medidas de isolamento social.

Por fim, entendemos que, juntos, podemos seguir mantendo o Pulso de Santa Catarina, protegendo vidas, retomando a atividade econômica produtiva e buscando um futuro para o nosso pujante estado catarinense.

Agradecemos antecipadamente a vossa sensível atenção e pronto atendimento ao presente pleito, cujas organizações signatárias manifestam.

Atenciosamente,

MOVIMENTO DE ENTIDADES REAGE SC

ABRAPE – Associação Brasileira de Promotores de Eventos

ABRASEL – SC

ACATE – Associação Catarinenses de Tecnologia

ACATS – Associação Catarinense de Supermercados

ACEPA/CDL – Associação Comercial e Empresarial de Palma Sola

ACIB – Associação Empresarial de Blumenau

ACIBIG – Associação Empresarial e Cultural de Biguaçu

ACIC -Associação Comercial e Industrial de Chapecó

ACIC – Associação Empresarial de Canoinhas

ACIC – Associação Empresarial de Criciúma

ACID – Associação Comercial e Industrial de Descanso

ACIF – Associação Empresarial De Florianópolis

ACIG – Associação Empresarial de Gaspar

ACII – Associação Comercial e Industrial de Itajaí

ACIIO – Associação do Comércio e Indústria de Iporã do Oeste

ACITA – Associação Comercial e Industrial de Itá

ACIL – Associação Comercial e Industrial de Lages

ACIM – Associação Empresarial de Mondaí

ACIP – Associação Comercial e Industrial de Palmitos

ACIP – Associação Empresarial de Palhoça

ACIP – Associação Empresarial de Pomerode

ACIP – Associação Comercial e Industrial de Pinhalzinho

ACIPG – Associação Empresarial de Presidente Getúlio

ACIRS – Associação Empresarial de Rio do Sul

ACISA-CP – Associação Comercial e Industrial de Cunha Porã

ACIS – Associação Comercial e Industrial de Seara

ACIS – Associação Comercial e Industrial de Sertãozinho

ACISJO – Associação Comercial e Industrial de São João do Oeste

ACISMO – Associação Empresarial de São Miguel do Oeste

ACIT – Associação Comercial e Industrial de Tijucas

ACITC – Associação Comercial e Industrial de Trombudo Central

ACIUR – Associação Empresarial de Urubici

ACIX – Associação Comercial e Industrial de Xavantina

ACIVALE – Braço do Norte

ADVB – SC

ADAC – Associação de Distribuidores e Atacadistas Catarinenses

AE – Associação Empresarial de Maravilha

AEA – Associação Empresarial de Agrolândia

AEMFLO – CDL / SÃO JOSÉ

AECF – Associação Empresarial de Coronel Freitas

AMI – Associação do Município de Iraceminha

ASSEMIT – Associação dos Empresários de Itapiranga

AVIP – Associação Visite Pomerode

CDL – FLORIANÓPOLIS

CDL – CHAPECÓ

CEC – Centro Empresarial de Chapecó

FACISC – Federação das Associações Empresariais de SC

FECOMERCIO – Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Santa Catarina

FORTUR – Fórum de Turismo de Florianópolis

FLORIPA SUSTENTÁVEL

SEBRAE – SC

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Covi-19
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Redação Making Of

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