Maio 23, 2020

Esmeraldino está fora do PSL e é só o começo

Esmeraldino está fora do PSL e é só o começo
MARIANE MENDES/29AGO2018

Esperado para as próximas horas o anúncio do desembarque do dentista Lucas Esmeraldino do governo de Carlos Moisés da Silva, ex-vereador em Tubarão (pelo PSDB), candidato ao Senado (em 2018) e presidente estadual do PSL e atual secretário de Desenvolvimento Econômico Sustentável, depois que, via Instagram, anunciou, neste domingo (24), a desfiliação da sigla que batalhou para criar.

Esmeraldino está sob pressão e não é de hoje, a partir de relatos de denúncias que envolveram a família, e, mais recentemente, pela demissão da cúpula do Porto de São Francisco do Sul, que está sob o escopo da SCPar, também por contratações supostamente irregulares.

Foi o vereador-dentista de Tubarão que assumiu a bandeira de Jair Bolsonaro, em Santa Catarina, e montou o partido e a chapa vitoriosa ao governo (como se vê na foto, Esmeraldino ao centro, durante a campanha, todos empilhados em um canteiro), com um Moisés que entrou na sigla para ser tesoureiro e por acreditar nos ideais do então candidato à Presidência da República.

 

REPRODUÇÃO/INSTAGRAM

 

Na íntegra

A despedida de Esmeraldino transcrita nas redes sociais, no início da noite deste domingo (24). Não há menção ao governador Carlos Moisés nem a outros companheiros de jornada, o que comprova a máxima de que Esmeraldino era “eu futebol clube” tem suas razões. Leia o texto:

"Deixo o PSL com a sensação de missão cumprida"

Chegou a hora de partir para um novo desafio e construir uma nova história.

Após dois anos e dois meses no PSL, chegou o momento de encerrar minha participação num ciclo vitorioso.

Quando me filiei à sigla, recebi a missão de estruturar, em menos de seis meses, o partido no Estado e, especialmente, de mudar a forma de se fazer política. Foi o que aconteceu. Alcançamos os objetivos.

Entregamos o melhor resultado do País. Com o aval e apoio do nosso Presidente Bolsonaro, estruturamos um partido praticamente desconhecido pelos catarinenses e formamos um time de entusiastas e guerreiros que ajudou a fazer quatro federais, seis estaduais, um governador, sua vice e, por muito pouco, não consegui ser eleito senador.

Foi uma honra ter feito parte dessa grande família.

Minha gratidão aos meus familiares, amigos, a quem me acompanha e confia no meu trabalho e, sobretudo, a cada um dos membros do partido, por colocarem seus corações e almas em cada etapa desse percurso. Juntos, fizemos toda a diferença e deixamos um grande legado. 

Sigo para mais um desafio, inspirado nos ideais da família, da nossa pátria e da liberdade econômica.

De coração, muito obrigado a todos e que Deus siga nos abençoando.

Lucas Esmeraldino”

 

Desgaste

Há quem acredite ainda que Lucas Esmeraldino possa ter uma sobrevida no governo Moisés, algo improvável diante do desgaste.

Entre o secretariado, a frase mais ouvida é a de que “já vai tarde”.

 

Dois a menos

A retirada da influência de Douglas Borba e de Lucas Esmeraldino, justamente os dois que estiveram com Carlos Moisés na campanha ao governo, será, em primeira análise, benéfica ao governador.

Os dois foram responsáveis pelas maiores crises na administração estadual, as que vieram a público e as que ainda virão.

 

Detalhe do detalhe

A coluna especulou ao ser anunciado o nome de Amândio João da Silva Júnior para a Casa Civil sobre quanto tempço demoraria para Lucas Esmeraldino espernear, pleo jeito nem dua semanas sequer.

Amândio saiu do governo por conta de desavenças e por não concordar com a postura do titular da Secretaria de Desenvolvimento Econômico Sustentável, do qual era adjunto.

 

A estratégia mudou

O governo do Estado passou o fim de s emana a rebater, via canais de redes sociais, notícias que davam conta que a União questionava judicialmente o cancelamento do pagamento da dívida do Estado, paralisada em função do Coronavírus, e até as declarações de deputados, como de Kennedy Nunes (PSD), sobre o repasse de verbas para hospitais.

Aliás, Kennedy foi alvo de pesada carga, pois ainda aparece em levantamento feito pela NSC como um dos parlamentares que mais faltaram às sessões da Assembleia nos últimos três meses, não tendo ido a mais da metade delas, com 18 ausências. Leia as notas oficiais:

 

 

Reação

Evidentemente, o deputado Kennedy Nunes reagiu aos ataques e disse à coluna que não faltou a nenhuma das sessões da Assembleia nos últimos três meses, ou seja, o levantamento estaria errado.

E ainda deu mais uma provocada no governo Moisés.

 

 

 

 

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roberto-azevedo política economia bastidores da política Santa Catarina
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Roberto Azevedo

Roberto Azevedo
Jornalista com 35 anos de profissão. Foi repórter, editor, chefe de Reportagem, editor-chefe, chefe de Redação, gerente e diretor de Jornalismo na RBS TV (Blumenau e Florianópolis), hoje NSC TV; na TV Record (Florianópolis) e na Rede TV Sul (hoje SCC SBT); comentarista na RIC TV (hoje NDTV) e na Record News; editor de Política e colunista no Diário Catarinense (DC), e colunista no Notícias do Dia. Atuou nas rádios União AM e FM (Blumenau e Florianópolis), e na Rádio Record da Capital. Atualmente, além do Making Of, assina uma coluna no Diarinho (Itajaí), faz comentários nas rádios do Grupo RCC (Bombinhas e Nova Trento), na 105 FM (Jaraguá do Sul) e na Cidade em Dia FM, de Criciúma, e é diretor de Conteúdo na TVBV (Band).
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